Editora 34
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Leonardo Fróes

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Leonardo Fróes nasceu em 17 de fevereiro de 1941 em Itaperuna, no
interior do Rio de Janeiro, e se criou na capital. Viveu os anos de
aprendizagem em Nova York e na Europa, e em Petrópolis desde o começo da década
de 1970. Foi editor, jornalista, enciclopedista. Entre 1971 e 1983 assinou a
coluna “Natureza”, no Jornal do Brasil, reproduzida como “Verde” no Jornal
da Tarde
de São Paulo, tendo sido um dos primeiros a difundir no Brasil a
cons-ciência ecológica. Traduziu dezenas de livros do inglês, francês e alemão,
de autores como Shelley, Goethe, Swift, Choisy, Faulkner, George Eliot e
Malcolm Lowry. Montanhista e naturalista amador, traduziu também livros de
especialistas em ciências da natureza, como Tukaní, do ornitólogo Helmut
Sick, e Naturalista, do mirmecólogo Edward O. Wilson. Recebeu o prêmio
Jabuti de poesia, em 1996, por Argumentos invisíveis, e os prêmios de
tradução da Fundação Biblioteca Nacional, em 1998, da Academia Brasileira de
Letras, em 2008, e da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, em 2016.
Nesse último ano recebeu também o prêmio Alceu Amoroso Lima — Poesia e
Liberdade, concedido pelo Centro Alceu Amoroso Lima e pela Universidade Candido
Mendes. Teve sua Poesia reunida publicada pela Editora 34 em 2021.
Faleceu em Petrópolis, RJ, em 21 de novembro de 2025.
O fascínio das palavras
ensaios de literatura
Organização de Cide Piquet

Reconhecido e celebrado por sua obra poética, Leonardo Fróes (1941-2025) foi também um tradutor, ensaísta e resenhista de mão cheia. O fascínio das palavras reúne pela primeira vez os seus principais ensaios de literatura, escritos ao longo de meio século de convívio intenso e apaixonado com os livros. Cobrindo um arco que vai da Antiguidade Clássica aos dias atuais, do Oriente à Mesoamérica, comparecem aqui alguns dos maiores nomes da literatura universal, como John Milton, Bashô, Lord Byron, Fernando Pessoa, T. S. Eliot, Virginia Woolf, Elizabeth Browning, Manuel Bandeira, Graciliano Ramos, Stendhal, Goethe, Freud, Jung, Tchekhov, entre muitos outros. Obra de interesse para o público acadêmico e para os leitores em geral, estes ensaios de poeta ensinam e inspiram, revelando a cada página o brilho intelectual de uma das figuras mais marcantes de nossas letras.

Umas das maiores ficcionistas do século XX, Virginia Woolf (1882-1941) foi também ensaísta prolífica e inovadora, tendo escrito profissionalmente resenhas e artigos durante toda sua vida. Tal como na prosa de ficção, também nos ensaios ela ultrapassa os limites dos gêneros literários, propondo uma forma de pensar e de escrever que não se conformava aos padrões vigentes. Estes Ensaios seletos, com seleção, tradução e apresentação de Leonardo Fróes (coletânea antes intitulada O valor do riso, agora revista e acrescida de notas), cobrem os principais temas da vasta produção da autora, com destaque para os ensaios literários e biográficos, majoritariamente dedicados a figuras femininas, franqueando ao leitor o acesso a uma das mentes mais brilhantes da história da literatura.

Contos completos
Organização de Susan Dick
Tradução de Leonardo Fróes
Organizado por Susan Dick, este volume reúne todos os contos e esquetes de Virginia Woolf (1882-1941), num total de 46 histórias, desde “Phyllis e Rosamond”, de 1906, até “O lugar da aguada”, escrito semanas antes de sua morte. Com sua prosa lírica, súbitas mudanças de perspectiva e mergulhos profundos no mundo interior das personagens, Virginia ajudou a revolucionar a arte de narrar no século XX. A autora inglesa foi também pioneira na causa feminista, ao favorecer o ponto de vista das mulheres para desafiar, com coragem e ironia, os privilégios masculinos. Estes e outros aspectos de sua prosa são analisados no prefácio inédito do poeta Leonardo Fróes, escrito especialmente para esta nova edição, revista e anotada, de sua já consagrada tradução.
Morando desde os anos 1970 num sítio na região de Petrópolis, no Rio, e dedicando-se ao cultivo da terra, à poesia e à tradução, Leonardo Fróes criou uma obra poética única em nossa literatura. Esta Poesia reunida abarca toda a sua produção, desde seu livro de estreia, Língua franca (1968), até o inédito A pandemônia e outros poemas (2021). De entremeio, pérolas como Sibilitz (1981), que o poeta João Cabral de Melo Neto considerou “de primeira água”, Argumentos invisíveis (1995), pelo qual recebeu o Prêmio Jabuti, ou o depurado Chinês com sono (2005). A cada livro, Fróes vem maturando sua obra e se afirmando — há tempos — como um dos nossos maiores poetas, lido e celebrado por sucessivas gerações.