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Sanatório sob o signo da clepsidra
Bruno Schulz
Posfácio de Danilo Hora
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Publicado em 1937, Sanatório sob o signo da clepsidra é o segundo e último livro do prosador e artista gráfico Bruno Schulz (1892-1942), um dos escritores mais originais do século XX, que teve sua carreira interrompida pela barbárie nazista. Nos treze contos de Sanatório, Schulz dá continuação ao projeto artístico iniciado em Lojas de canela (1934), uma tentativa de elevar o cotidiano mais banal — memórias de uma infância pacata numa cidadezinha provinciana — à categoria do mito, utilizando uma prosa densa, atravessada por vislumbres surrealistas e rica em metáforas imprevisíveis. Neste livro, além de uma versão revista da belíssima tradução de Henryk Siewierski, vertida fielmente do original polonês, o leitor encontrará dois textos inéditos de Bruno Schulz: o ensaio “A mitificação do real”, síntese e manifesto de toda a sua produção artística, e “Úndula”, o primeiro conto publicado pelo escritor, descoberto apenas em 2019. |
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Lojas de canela
e outras narrativas
Bruno Schulz
Posfácio de Angelo Maria Ripellino
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O autor polonês Bruno Schulz (1892-1942) criou a sua breve e deslumbrante obra literária em pouco mais de uma década, quando teve a sua vida tragicamente interrompida pela barbárie nazista. Em sua pequena cidade na Europa Central, Drohobycz, escreveu dois ciclos de contos, que alcançariam a admiração de nomes como Witold Gombrowicz, Czesław Miłosz, John Updike e Philip Roth. O presente volume traz o livro de estreia do autor, Lojas de canela, publicado em 1934, incluindo cinco contos adicionais que não figuram em sua segunda obra, Sanatório sob o signo da clepsidra - entre eles, um texto inédito em português, "A primavera" -, e se encerra com um posfácio do eslavista italiano Angelo Maria Ripellino, que lê a obra de Schulz à luz dos seus pares poloneses e das vanguardas europeias, relacionando a "exuberância irrefreável" de sua prosa com as tendências estéticas da art nouveau e do modernismo. |
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