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Histórias do sr. Keuner

 

Bertolt Brecht

Tradução de Paulo César de Souza

144 p. - 14 x 21 cm
ISBN 978-85-7326-352-7
2006 - 1ª edição; 2013 - 2ª edição
Edição conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

Em novembro de 1947 Bertolt Brecht desembarcou na Suíça, sem passaporte, após escapar dos Estados Unidos, que ingressavam então numa era de caça às bruxas. Cerca de um ano depois, sem conseguir um visto de residência definitiva no país, partiu para Berlim oriental, onde passaria seus últimos anos. Além de amizades, Brecht deixou na Suíça fotos, cartas, documentos e manuscritos originais, que seriam descobertos, mais de cinquenta anos depois, pelo pesquisador Werner Wüthrich. Em meio a esse material, havia uma pasta com 58 textos relacionados à personagem do sr. Keuner, sendo quinze deles completamente desconhecidos.
     São estes textos - publicados pela primeira vez na Alemanha em 2004 - que a nova edição da Editora 34 reuniu aos 87 já conhecidos, compondo assim a mais completa coletânea de Histórias do sr. Keuner de que se tem notícia em qualquer língua (visto que até o momento nenhuma edição integrou as histórias recém-descobertas às restantes).
     Escritos ao longo de trinta anos, de 1926 a 1956, ano de sua morte, esses textos, que podem ter duas páginas ou uma só linha, constituem uma das criações mais vivas e divertidas de Brecht. Misto de filósofo, professor e homem de ação, o surpreendente sr. Keuner - considerado por muitos uma espécie de alter ego do autor - combina em doses iguais Karl e Groucho Marx, empregando a dialética e o humor para provocar curtos-circuitos em nossos hábitos mentais.
     Situado no extremo oposto dos livros de autoajuda, eis aí um personagem talhado sob medida para o nosso tempo.


Sobre o autor
Bertolt Brecht nasceu em Augsburg, na Alemanha, em 1898. Em 1917, muda-se para Munique, onde se matricula no curso de Medicina, mas já no ano seguinte estreia como autor teatral com a peça Baal. Em 1922 sua peça Tambores na noite ganha o Prêmio Kleist. Nessa época conhece a atriz Helene Weigel, que se tornaria sua companheira de toda a vida. Em 1924 transfere-se para Berlim, onde trabalha no Deutsches Theater até 1926. Nesse ano publica seu primeiro livro de poemas, o Manual de devoção de Bertolt Brecht. Em 1928 sua Ópera dos três vinténs alcança grande sucesso de público e crítica. O incêndio do Parlamento alemão em 28 de fevereiro de 1933 assinala a tomada do poder pelo nazismo; Brecht foge de Berlim no dia seguinte e dá início a um périplo por vários países na condição de exilado: Tchecoslováquia, Áustria, Suíça, França, Dinamarca, Suécia, Finlândia, União Soviética e Estados Unidos. Entre 1932 e 1937, viaja e acompanha encenações de suas peças em Moscou, Paris e Nova York. Em 1941, estabelece-se com a família em Santa Mônica, Califórnia, onde colabora em roteiros para Hollywood e escreve, entre outras, a peça O círculo de giz caucasiano. Em 1947, após depor para o Comitê de Atividades Antiamericanas, embrião do macartismo, Brecht decide voltar à Europa. Estabelece-se em Berlim Oriental em 1949, após ter sua permanência vetada na Alemanha Ocidental. Funda, com Helene Weigel, o Berliner Ensemble, grupo cujas montagens percorreriam o mundo e consagrariam Brecht como autor fundamental no teatro do século XX. Falece em 1956.


Veja também
Eupalinos ou O arquiteto
Poemas 1913-1956
Organização de Paulo César de Souza
O desaparecido ou Amerika

 


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