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O spleen de Paris
Pequenos poemas em prosa

 

Charles Baudelaire

Tradução de Samuel Titan Jr.
Projeto gráfico de Raul Loureiro

128 p. - 15 x 22,5 cm
ISBN 978-65-5525-040-4
2020 - 1a edição
Edição conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

“Ele está entre nós”, dizia o crítico Jacques Rivière no começo do século XX. Um século mais tarde, nada mudou. Charles Baudelaire continua entre nós, que não tardamos a reconhecê lo — presença radiosa e terrível — em meio à multidão: jamais saberemos se a beleza de seus poemas “provém do céu profundo” ou “emerge do abismo”, jamais teremos como saber se a modernidade de sua obra é um convite, um lamento, uma condenação. E disso talvez não haja prova mais cabal que O spleen de Paris, esta reunião de seus “pequenos poemas em prosa”. Publicadas e republicadas As flores do Mal, em 1857 e 1861, Baudelaire dedicou os últimos anos de vida a sua última aventura: escrever poesia além do âmbito do verso, escrever numa prosa poética “sem ritmo nem rima”, capaz de responder com a máxima “concentração de espírito” aos “sobressaltos da consciência” e, sobretudo, às “sugestões da rua”. Pois esta poesia nasce “da frequentação das cidades enormes”: percorrendo sua Paris natal em transe de se converter, como bem viu Walter Benjamin, em “capital do século XIX”, Baudelaire tomava nota da transformação vertiginosa, da hipocrisia rampante — burguesa ou boêmia, masculina ou feminina, literária ou oficial —, da violência sempre a ponto de rebentar. E, se tudo isso lhe inspirava esse spleen que o próprio poeta certa vez definiu como uma espécie de “melancolia irritada”, não é menos verdade que Baudelaire foi tecendo, ao sabor das andanças, uma rede de cumplicidades e correspondências entre poeta solitário e os personagens miúdos da vida urbana — os pobres e as prostitutas, os velhos e as crianças, os saltimbancos sem vintém e os cães sem rumo —, aqui convertidos em figuras de uma intensa beleza, que nos exalta e nos exaspera.


Sobre o autor
Charles Baudelaire nasceu em Paris, em 1821. Órfão de pai aos cinco anos, passou a infância e a adolescência entre Lyon e Paris, onde a duras penas terminou o liceu. Tendo recebido parte da herança paterna em 1842, entregou-se à vida boêmia, vivendo como dândi, colaborando com jornais e entregando-se ao álcool e aos alucinógenos. Foi nessa época que conheceu a haitiana Jeanne Duval, sua musa e amante, ao mesmo tempo que se engajava na refrega artística e literária, defendendo Delacroix e Balzac, entre outros. Em 1848 Baudelaire tomou parte na revolução que pôs fim ao reinado de Luís Filipe, instaurando a breve Segunda República francesa. No mesmo ano, o poeta começou a traduzir as obras de Edgar Allan Poe e dedicar ensaios ao escritor norte-americano. Em 1857 reuniu sua produção poética no volume As flores do Mal, obra que lhe valeu a fama e uma condenação por imoralidade, culminando na apreensão do livro. Em 1860 publicou Os paraísos artificiais, sobre sua experiência com o ópio e o haxixe, e no ano seguinte saiu a segunda edição das Flores do Mal, expurgada de seis poemas, mas acrescida de 32 novos textos. Publica então seus ensaios estéticos mais maduros, como O pintor da vida moderna (1863), e dedica-se à redação dos poemas em prosa de O spleen de Paris, obra lançada postumamente em 1868. Abatido pela sífilis e perseguido pelos credores, se refugia na Bélgica. Após sofrer um acidente vascular, é levado de volta a Paris, onde falece em 1867.


Sobre o tradutor
Samuel Titan Jr. nasceu em Belém, em 1970. Estudou filosofia na Universidade de São Paulo, onde leciona Teoria Literária e Literatura Comparada desde 2005. Editor e tradutor, organizou com Davi Arrigucci Jr. uma antologia de Erich Auerbach (Ensaios de literatura ocidental) e assinou versões para o português de autores como Adolfo Bioy Casares (A invenção de Morel), Gustave Flaubert (Três contos, em colaboração com Milton Hatoum), Jean Giono (O homem que plantava árvores, em colaboração com Cecília Ciscato), Voltaire (Cândido ou o otimismo), Prosper Mérimée (Carmen), Charles Baudelaire (O spleen de Paris), Eliot Weinberger (As estrelas) e José Revueltas (A gaiola).








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