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A gaiola

 

José Revueltas

Tradução de Samuel Titan Jr.
Projeto gráfico de Raul Loureiro

64 p. - 15 x 22,5 cm
ISBN 978-85-7326-754-9
2020 - 1a edição
Edição conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

Confinados a uma cela de castigo, revezando-se para enfiar a cabeça por uma portinhola exígua, três pobres diabos tentam seguir os menores movimentos do pavilhão penal em que se encontram: alertas ao vaivém dos guardas, espreitam mais que tudo a chegada providencial das três mulheres que contrabandeiam a droga, "anjo branco e sem rosto", e os libertam, por um breve momento, da "sufocante massa de desejo" que os tortura e os torna dolorosamente, supremamente humanos. Obra central da ficção latino-americana, inédita em português, A gaiola acompanha os ímpetos, as vertigens, os devaneios de seus personagens à mercê da espera, do poder, do acaso. Escrita em 1969, na prisão de Lecumberri, na Cidade do México, onde José Revueltas pagava caro por seu papel de líder do movimento estudantil de 1968, esta novela tem seu lugar de direito entre os grandes textos da literatura penitenciária, na vizinhança de Graciliano Ramos e Jean Genet. Mas a prosa do autor mexicano vai além: livre, ela sabe ser brutal e lírica, realista e alucinatória, para subverter as relações de força e fazer de A gaiola uma verdadeira parábola sobre a condição humana.

"José Revueltas é um dos melhores escritores de minha geração e um dos homens mais puros do México." (Octavio Paz)


Sobre o autor
José Revueltas nasceu em Santiago Papasquiaro, no estado de Durango, México, em 1914. Aos seis anos, mudou-se com a família para a Cidade do México; contudo, a morte precoce do pai e a falência do negócio familiar levaram-no à escola pública e à convivência com os pobres e marginalizados, experiência decisiva em sua vida. Abandonou os estudos formais antes mesmo de terminar o primeiro ano do liceu e iniciou sua militância política na órbita do Partido Comunista Mexicano. Em 1929, antes de completar quinze anos, participou de um comício na praça central da cidade e foi levado à prisão, onde permaneceu por seis meses. Sua militância valeu-lhe uma segunda temporada de cárcere, em Islas Marías, em 1932; em 1934, detido ao organizar uma greve de peões de fazenda em Nuevo León, voltou ao mesmo presídio, de onde sairia em 1935. As prisões serviriam de ponto de partida para seu primeiro romance, Los muros de agua, publicado em 1941 e seguido, em 1943, de El luto humano, que lhe valeu o Prêmio Nacional de Literatura. Após um período de silêncio, voltou à cena editorial em 1956, com o romance En algún valle de lágrimas. Em 1958, ao mesmo tempo que se engajava nas grandes greves ferroviárias, publicou o ensaio político México: una democracia bárbara. Em 1960 rompeu com o Partido Comunista e foi um dos fundadores da Liga Leninista Espártaco. Nos anos seguintes aproximou-se do movimento estudantil, participando de marchas, assembleias e ocupações. Após a violenta repressão policial aos estudantes, que culminou no Massacre de Tlatelolco em outubro de 1968, foi detido e condenado a 16 anos de pena na prisão de Lecumberri, local em que, nos primeiros anos de 1969, escreveu a novela El apando (A gaiola). Revueltas foi libertado após dois anos de cárcere, e em 1974 publicou sua última obra literária, os contos de Material de los sueños. Faleceu na Cidade do México em 1976.


Sobre o tradutor
Samuel Titan Jr. nasceu em Belém, em 1970. Estudou filosofia na Universidade de São Paulo, onde leciona Teoria Literária e Literatura Comparada desde 2005. Editor e tradutor, organizou com Davi Arrigucci Jr. uma antologia de Erich Auerbach (Ensaios de literatura ocidental, 2007) e assinou versões para o português de autores como Adolfo Bioy Casares (A invenção de Morel), Gustave Flaubert (Três contos, em colaboração com Milton Hatoum), Jean Giono (O homem que plantava árvores, 2018, em colaboração com Cecília Ciscato), Voltaire (Cândido ou o otimismo, 2013), Prosper Mérimée (Carmen, 2015) e Eliot Weinberger (As estrelas, 2019).








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