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Quéreas e Calírroe

 

Cáriton de Afrodísias

Projeto gráfico de Raul Loureiro

208 p. - 15 x 22,5 cm
ISBN 978-65-5525-033-6
2020 - 1a edição
Edição conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

Um rapaz se deixa encantar por uma moça, a mais bela de Siracusa; seu amor é correspondido, e tudo parece mais que promissor, com o beneplácito de Afrodite; mas os azares do mundo, sob a batuta errática da Fortuna, parecem soprar em outra direção, e logo sobrevêm complicações e quiproquós, raptos e guerras, persas e piratas, peripécias e reviravoltas... A trama irresistível de Quéreas e Calírroe — concebida no século I d.C. por um autor grego de quem se sabe pouquíssima coisa — convida seus leitores a uma verdadeira viagem. Em primeiro lugar, a um périplo literal e rico em incidentes, no rastro de personagens que perambulam sem descanso pelo Mediterrâneo e pela Ásia Menor. Mas igualmente a uma viagem literária, rumo às origens de um gênero destinado a longa carreira — o romance, prefigurado aqui em sua gama ampla, das fronteiras do mito heroico ao território do folhetim sentimental. Pois que ninguém se engane com a data remota e os nomes antigos: Quéreas e Calírroe destila novidade por todos os poros. Aí está a prosa, que toma o lugar do verso épico; aí estão o amor e a paixão, que vão roubando a cena à guerra; e eis aqui a bela Calírroe, tão astuciosa quanto Odisseu, inaugurando a vasta galeria de heroínas que, desde então, vêm marcando o romance.


Sobre o autor
De Cáriton de Afrodísias sabe-se apenas o que o narrador de Quéreas e Calírroe declara no parágrafo de abertura da obra: originário da cidade cária de Afrodísias, na Ásia Menor (hoje, Turquia), viveu durante o século I d.C. À época a cidade mantinha relações privilegiadas com Roma e se converteu em importante centro político na região. É de se supor que Cáriton tivesse formação retórica, já que afirma ter sido secretário de um orador de nome Atenágoras e demonstra familiaridade com autores centrais da poesia e da prosa gregas, que cita com frequência. Juntamente com Xenofonte de Éfeso, Longo, Aquiles Tácio e Heliodoro, ele compõe o cânone de autores do romance de amor idealizado, que floresceu entre os séculos I d.C. e IV d.C. e do qual Quéreas e Calírroe teria sido um dos primeiros expoentes.


Sobre a tradutora
Adriane da Silva Duarte nasceu em Porto Alegre, em 1965. Depois de estudar Ciências Sociais na Universidade de São Paulo, tornou-se mestre e doutora em Letras Clássicas pela mesma universidade, onde hoje é professora livre-docente de Língua e Literatura Grega. Pesquisadora do CNPq, coordena desde 2002 um grupo de pesquisa sobre teatro antigo. É autora dos livros O dono da voz e a voz do dono: a parábase na comédia de Aristófanes (Humanitas, 2000) e Cenas de reconhecimento na poesia grega (Editora da Unicamp, 2012), além do infantil O nascimento de Zeus e outros mitos gregos (Senac, 2018). Como tradutora, verteu As aves (Hucitec, 2000) e Duas comédias: Lisístrata e As tesmoforiantes (Martins Fontes: 2005), de Aristófanes, além do anônimo Romance de Esopo (Editora 34, 2017).


Veja também
O asno de ouro
O romance de Tristão
Eupalinos ou O arquiteto

 


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