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Bobók

 

Fiódor Dostoiévski

Tradução de Paulo Bezerra
Ilustrações de Oswaldo Goeldi
Posfácio e notas de Paulo Bezerra; texto de Mikhail Bakhtin

96 p. - 14 x 21 cm
ISBN 978-85-7326-505-7
2013 - 2º edição - 2019
Edição conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

A obra do escritor russo Fiódor Dostoiévski sempre despertou reações inflamadas da crítica. Aclamado já em seu primeiro romance, Gente pobre, incompreendido com o segundo, O duplo, nenhuma outra obra sua, porém, lhe rendeu ataques tão violentos quanto Os demônios, de 1871. É nesta situação que, em janeiro de 1873, ele assume o cargo de redator-chefe do Grajdanin, semanário de política e literatura de propriedade do reacionário príncipe Miescherski, o que compromete ainda mais sua imagem junto aos meios intelectuais e literários.
Primeiro texto de ficção publicado no Diário de um escritor, que então estreava como seção do Grajdanin, o conto Bobók, mais do que uma resposta genial do autor a seus críticos, é uma peça-chave do universo dostoievskiano: aquela que concentra, como numa cápsula, as principais aspirações criativas do escritor. Com prefácio de Paulo Bezerra, que verteu a obra para o português, e um texto esclarecedor do ensaísta russo Mikhail Bakhtin, esta edição conta ainda com oito desenhos magistrais de Oswaldo Goeldi, um dos raros artistas a criar um universo plástico à altura da obra excepcional de Dostoiévski.


Sobre o autor
Fiódor Mikháilovitch Dostoiévski nasceu em Moscou em 1821, e estreou na literatura com o romance Gente pobre, em 1846, ao qual se seguiram O duplo (1846) e Noites brancas (1847), entre outros. Após ser preso e condenado à morte pelo regime tsarista em 1849, teve sua pena comutada para quatro anos de trabalhos forçados na Sibéria, experiência retratada em Recordações da casa dos mortos (1861), lançado no mesmo ano de Humilhados e ofendidos. Após esse período, escreve Memórias do subsolo (1864), Um jogador (1867), O eterno marido (1870) e uma sequência de grandes romances, Crime e castigo (1866), O idiota (1869), Os demônios (1872) e O adolescente (1875), culminando com a publicação de Os irmãos Karamázov em 1880. De 1873 até o ano de sua morte publicou ainda o Diário de um escritor, reunindo peças jornalísticas e de ficção. Reconhecido como um dos maiores autores de todos os tempos, Dostoiévski morreu em São Petersburgo, em 1881.



Sobre o tradutor
Paulo Bezerra estudou língua e literatura russa na Universidade Lomonóssov, em Moscou, e foi professor de teoria da literatura na UERJ e de língua e literatura russa na USP. Livre-docente em Letras, leciona atualmente na Universidade Federal Fluminense. Já verteu diretamente do russo mais de quarenta obras nos campos da filosofia, psicologia, teoria literária e ficção, destacando-se suas traduções de Crime e castigo, O idiota, Os demônios, O adolescente e Os irmãos Karamázov, de Dostoiévski. Em 2012 recebeu do governo da Rússia a Medalha Púchkin, por sua contribuição na divulgação da cultura russa no exterior.



Sobre o ilustrador
Oswaldo Goeldi nasceu em 31 de outubro de 1895, no Rio de Janeiro, filho do naturalista suíço Emílio Goeldi. Em 1901, a família se muda para a Europa, e no ano em que eclode a Primeira Guerra Mundial, Goeldi ingressa na Escola Politécnica de Zurique. Em 1917, após a morte do pai, abandona a Politécnica e matricula-se na École des Arts et Métiers de Genebra. Em 1919 sua família retorna ao Rio de Janeiro, ano em que inicia atividade como ilustrador para revistas e jornais, passando a trabalhar também com xilogravura a partir de 1924. Nos anos 1940, realiza para a José Olympio desenhos e gravuras para as seguintes obras de Dostoiévski: Humilhados e ofendidos (1944), Memórias do subsolo (1944), Recordações da casa dos mortos (1945) e O idiota (1949). Em 1960, Goeldi recebe o grande Prêmio Internacional de Gravura da Bienal do México. Considerado um dos maiores artistas brasileiros, falece a 15 de fevereiro de 1961 em sua casa-ateliê no Leblon

Veja também
Dois sonhos
O sonho do titio e Sonhos de Petersburgo em verso e prosa
Gente pobre
O crocodilo
e Notas de inverno sobre impressões de verão

 


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