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Um pequeno herói

 

Fiódor Dostoiévski

Tradução de Fátima Bianchi
Ilustrações de Marcelo Grassmann

88 p. - 14 x 21 cm
ISBN 978-85-7326-599-6
2015 - 1ª edição
Edição conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

Redigida entre julho e dezembro de 1849, quando o autor se encontrava no cárcere da Fortaleza de Pedro e Paulo, em Petersburgo, à espera da sentença que o desterraria para a Sibéria, a novela Um pequeno herói nada revela das terríveis condições em que foi escrita. Nessas páginas, em contraste com a experiência sinistra da prisão, Dostoiévski criou uma obra luminosa e delicada, que revela sua capacidade sem paralelos de entrar na alma de um personagem e lançar luz sobre os processos que se passam justo aquém da consciência.
O cenário é uma propriedade no campo, durante uma temporada de verão, onde se encenam os jogos de entretenimento da rica sociedade russa. Nesse ambiente festivo, cercado por uma natureza exuberante, um garoto de onze anos vive sua primeira experiência amorosa significativa, mesclada à percepção difusa de sua sexualidade e da dos adultos.
Com mão de mestre, e muito antes de Freud, Dostoiévski conduz o leitor pelos meandros da alma infantil até seu ponto mais sensível, ali onde se inscrevem - decisivas como num rito de passagem - a descoberta da própria dignidade, impulsionada por eros, e a primeira ofensa, infligida ao sentimento pelo jogo das máscaras sociais. Uma obra-prima a ser redescoberta na primorosa tradução de Fátima Bianchi, acompanhada pelas brilhantes xilogravuras de Marcelo Grassmann.


Sobre o autor
Fiódor Mikháilovitch Dostoiévski nasceu em Moscou em 1821, e estreou na literatura com o romance Gente pobre, em 1846, ao qual se seguiram O duplo (1846) e Noites brancas (1847), entre outros. Após ser preso e condenado à morte pelo regime tsarista em 1849, teve sua pena comutada para quatro anos de trabalhos forçados na Sibéria, experiência retratada em Recordações da casa dos mortos (1861), lançado no mesmo ano de Humilhados e ofendidos. Após esse período, escreve Memórias do subsolo (1864), Um jogador (1867), O eterno marido (1870) e uma sequência de grandes romances, Crime e castigo (1866), O idiota (1869), Os demônios (1872) e O adolescente (1875), culminando com a publicação de Os irmãos Karamázov em 1880. De 1873 até o ano de sua morte publicou ainda o Diário de um escritor, reunindo peças jornalísticas e de ficção. Reconhecido como um dos maiores autores de todos os tempos, Dostoiévski morreu em São Petersburgo, em 1881.



Sobre a tradutora
Fátima Bianchi é professora da área de Língua e Literatura Russa do curso de Letras da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Entre 1983 e 1985, estudou no Instituto Púchkin de Língua e Literatura Russa, em Moscou, e em 2005 fez estágio na Faculdade de Filologia da Universidade Estatal Lomonóssov, na Rússia. Traduziu Ássia (Cosac Naify, 2002) e Rúdin (Editora 34, 2012), de Ivan Turguêniev; Verão em Baden-Baden, de Leonid Tsípkin (Companhia das Letras, 2003); e Uma criatura dócil (Cosac Naify, 2003), A senhoria (Editora 34, 2006), Gente pobre (Editora 34, 2009) e Um pequeno herói (Editora 34, 2015), de Fiódor Dostoiévski, entre outros, além de publicar artigos de crítica literária. Tem participado de conferências sobre a vida e obra de Dostoiévski em várias localidades e é coordenadora regional da International Dostoevsky Society.



Sobre o ilustrador
Marcelo Grassmann nasceu em São Simão, SP, em 1925. Entre 1939 e 1942 estudou no Instituto Profissional Masculino, no bairro do Brás, em São Paulo, e no ano seguinte passou a se dedicar à gravura em madeira. Em 1946 realiza no Rio de Janeiro sua primeira exposição individual, cidade onde permanece por alguns anos, seguindo os cursos de Henrique Oswald e Poty Lazzarotto no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1953 recebe o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna e passa uma temporada na Europa, onde estuda a gravura e o desenho da Idade Média e do Renascimento. Aos poucos, as influências de Goeldi e Lívio Abramo, presentes no início de sua trajetória, cedem lugar a um universo bastante singular, povoado por animais fabulosos, cavaleiros e princesas, tudo isso vazado num idioma gráfico inconfundível. Recebeu prêmios nas Bienais de São Paulo, Paris e Florença, além de contribuir com ilustrações para os suplementos literários do Diário de São Paulo, O Estado de S. Paulo e O Jornal, do Rio de Janeiro, bem como para diversos livros. Faleceu em São Paulo em junho de 2013, aos 88 anos.

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