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Conversas de refugiados

 

Bertolt Brecht

Tradução de Tercio Redondo

160 p. - 14 x 21 cm
ISBN 978-85-7326-658-0
2017 - 1ª edição
Edição conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

Durante a Segunda Guerra Mundial, dois exilados alemães bebem cerveja na estação ferroviária de Helsinque e falam sobre as circunstâncias adversas em que vivem, "tomando sempre o cuidado de olhar para os lados". Essa é a situação básica das Conversas de refugiados, pela primeira vez traduzidas para o português. Seu autor, Bertolt Brecht, era ele próprio um exilado quando começou a trabalhar nesse texto inconcluso, que veio a público somente em 1961. Ainda assim, ou por isso mesmo, brilha nessas conversas a inventiva cheia de humor do dramaturgo perseguido pelo nazismo.
Na forma dialogada entre o físico Ziffel e o operário Kalle, Brecht revisita assuntos que marcaram toda a sua obra. À luz da condição do refugiado, porém, as contradições - matéria-prima sem a qual não há raciocínio dialético - de todos esses temas ganham um interesse especial. "A melhor escola de dialética é a emigração. Os dialéticos mais argutos são os refugiados. Refugiaram-se por causa das transformações, e não estudam nada além das transformações."
Num momento em que os conflitos da geopolítica mundial voltaram a forçar o deslocamento desesperado de milhares de pessoas, e novas formas de autoritarismo assomam no horizonte, este livro não poderia revelar-se mais necessário.


Sobre o autor
Bertolt Brecht nasceu em Augsburg, na Alemanha, em 1898. Em 1917, muda-se para Munique, onde se matricula no curso de Medicina, mas já no ano seguinte estreia como autor teatral com a peça Baal. Em 1922 sua peça Tambores na noite ganha o Prêmio Kleist. Nessa época conhece a atriz Helene Weigel, que se tornaria sua companheira de toda a vida. Em 1924 transfere-se para Berlim, onde trabalha no Deutsches Theater até 1926. Nesse ano publica seu primeiro livro de poemas, o Manual de devoção de Bertolt Brecht. Em 1928 sua Ópera dos três vinténs alcança grande sucesso de público e crítica. O incêndio do Parlamento alemão em 28 de fevereiro de 1933 assinala a tomada do poder pelo nazismo; Brecht foge de Berlim no dia seguinte e dá início a um périplo por vários países na condição de exilado: Tchecoslováquia, Áustria, Suíça, França, Dinamarca, Suécia, Finlândia, União Soviética e Estados Unidos. Entre 1932 e 1937, viaja e acompanha encenações de suas peças em Moscou, Paris e Nova York. Em 1941, estabelece-se com a família em Santa Mônica, Califórnia, onde colabora em roteiros para Hollywood e escreve, entre outras, a peça O círculo de giz caucasiano. Em 1947, após depor para o Comitê de Atividades Antiamericanas, embrião do macartismo, Brecht decide voltar à Europa. Estabelece-se em Berlim Oriental em 1949, após ter sua permanência vetada na Alemanha Ocidental. Funda, com Helene Weigel, o Berliner Ensemble, grupo cujas montagens percorreriam o mundo e consagrariam Brecht como autor fundamental no teatro do século XX. Falece em 1956.


Sobre o tradutor
Tercio Redondo é professor de literatura alemã na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. É autor de Woyzeck: exploração social e forma dramática (Nankin, 2015), comentário e tradução integral da tragédia de Georg Büchner, além de organizador, com Simone Rossinetti Rufinoni, do livro Caminhos da lírica brasileira contemporânea: ensaios (Nankin, 2013). Traduziu O homem é um grande faisão no mundo , de Herta Müller (Companhia das Letras, 2012), A novela no início do Renascimento: Itália e França , de Erich Auerbach (Cosac Naify, 2013), As afinidades eletivas , de Johann Wolfgang von Goethe (Companhia das Letras, 2014), e A cruzada das crianças , de Bertolt Brecht (Pulo do Gato, 2014), entre outros.


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