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Inveja

 

Iuri Oliécha

Tradução de Boris Schnaiderman

192 p. - 14 x 21 cm
ISBN 978-85-7326-681-8
2017 - 1ª edição
Edição conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

Saudada como um acontecimento radicalmente novo no ano de sua publicação, em 1927, a novela Inveja, do escritor russo Iuri Oliécha (1899-1960), recebeu novas e complexas leituras ao longo do tempo. A trama vertiginosa que beira o nonsense, a ambiguidade psicológica dos personagens, a exaltação de sentimentos contraditórios (da arrogância à auto-humilhação, do amor à inveja desvairada), aliados a uma imaginação desenfreada e um domínio completo do tempo e do espaço narrativos, resultaram numa obra de grandeza ímpar, que contrapõe um jovem idealista e sentimental (possível alter ego do autor) a um poderoso diretor de indústrias do novo regime soviético.
Ainda hoje desconcertante sob muitos aspectos, esta tragicomédia anárquica - cujo ritmo e intensidade verbal foram recriados com brilho pela tradução de Boris Schnaiderman - só tem paralelo, entre nós, nas invenções mais geniais do contemporâneo Oswald de Andrade.

Este livro faz parte da série Narrativas da Revolução, dirigida por Bruno Barretto Gomide, da Universidade de São Paulo. Publicadas na década de 1920, as cinco obras de ficção escolhidas dialogam diretamente com a Revolução Russa de 1917 e dão prova da diversidade de caminhos estéticos e da extraordinária força inventiva do período.


Sobre o autor
Iuri Kárlovitch Oliécha nasceu em 1899 em Elizavetgrad (atual Kropivnitski), na Ucrânia, em uma família de meios modestos. Cresceu em Odessa, onde teve contato com escritores como Isaac Bábel, Iliá Ilf e Valentin Katáiev, e participou dos círculos literários "Lâmpada Verde" e "Coletivo dos Poetas". Em 1919, durante a Guerra Civil, abandonou o curso de direito para se juntar ao Exército Vermelho, e passou a produzir material de propaganda. Neste ano começa a publicar poemas e artigos satíricos no Gudók (Sirene), jornal dos trabalhadores ferroviários. Em 1927 publica as novelas Os três gorduchos (escrita em 1924) e Inveja, considerada sua obra-prima. Apesar de uma primeira recepção calorosa por suas inovações formais, o retrato ambíguo do regime soviético em Inveja fizeram com que o autor caísse no desfavor dos críticos comunistas. Nos anos seguintes, Oliécha publicou ainda alguns contos e peças para teatro, colaborando inclusive com Meyerhold, mas acabou sendo forçado ao ostracismo. Foi reabilitado apenas em 1956, com a publicação de suas Obras escolhidas. Morreu em 1960, em Moscou.



Sobre o tradutor
Boris Schnaiderman, considerado um dos maiores intelectuais e tradutores do russo em nosso país, nasceu em Úman, na Ucrânia, em 1917. Em 1925, aos oito anos de idade, veio com os pais para o Brasil, formando-se depois na Escola Nacional de Agronomia do Rio de Janeiro. Naturalizou-se brasileiro nos anos 1940, tendo se alistado para lutar na Segunda Guerra Mundial como sargento da FEB. Começou a fazer traduções de autores russos em 1944 e a colaborar na imprensa brasileira a partir de 1957, tendo publicado desde então diversos livros sobre cultura e literatura, além de versões para obras de Púchkin, Dostoiévski, Tolstói, Tchekhov, Górki, Maiakóvski e outros. Mesmo sem ter estudado formalmente Letras, foi escolhido para iniciar o curso de Língua e Literatura Russa da Universidade de São Paulo em 1960, instituição onde permaneceu até sua aposentadoria, em 1979, e pela qual recebeu o título de Professor Emérito em 2001. Ganhou em 2003 o Prêmio de Tradução da Academia Brasileira de Letras, e em 2007 foi agraciado pelo governo da Rússia com a Medalha Púchkin, em reconhecimento por sua contribuição na divulgação da cultura russa no exterior. Faleceu em São Paulo em 2016, aos 99 anos de idade.


Veja também
Khadji-Murát
A Sonata a Kreutzer
Nova antologia do conto russo (1792-1998)
Organização de Bruno Barretto Gomide

 


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