Editora 34
Lançamentos

Nem tanto esotérico assim: seis vezes Gil

240 p. — 16 x 23 cm
ISBN 978-65-5525-277-4
2026 — 1ª edição

Nascido em 1942, Gilberto Gil Passos Moreira é hoje reconhecido mundialmente como um dos maiores nomes da música brasileira, uma figura adorada por multidões, capaz de lotar estádios e até ser tema de um reality show. Este novo livro de Tom Cardoso, experiente jornalista e autor de perfis de Nara Leão, Caetano Veloso e Chico Buarque, busca captar as múltiplas facetas deste artista genial — não com um estudo exaustivo de sua biografia e produção fonográfica, mas sim por meio de seis capítulos temáticos em que são habilmente entrelaçados, num vaivém cronológico, os fatos mais polêmicos e significativos que moldaram a personalidade do músico. Nem tanto esotérico assim: seis vezes Gil traz ainda a discografia completa do artista e uma rica iconografia.

R$ 82.00

Águas de março

Sobre a canção de Tom Jobim
Organização de Milton Ohata
Ensaios de Augusto Massi, Arthur Nestrovski e Walter Garcia

Depoimentos de Tom Jobim

Fotografias de Ana Lontra Jobim
136 p. — 16 x 23 cm
ISBN 978-65-5525-269-9
2026 — 1ª edição

“O samba mais bonito do mundo”, segundo Chico Buarque, “Águas de março”, a canção de Tom Jobim composta em 1972, é a obra-prima desse compositor que fez a música popular brasileira ser admirada no mundo inteiro. Todos conhecem seu início, “É pau, é pedra, é o fim do caminho...”, mas qual o seu segredo? Os três ensaios aqui reunidos buscam desvendar a conjunção de elementos que a tornam tão fascinante: elementos musicais, poéticos, que remetem à biografia de Tom e às fontes de nossa cultura em que bebeu. Assinados por Augusto Massi, Arthur Nestrovski e Walter Garcia, os textos formam uma sequência que vai adensando passo a passo nosso entendimento da canção. Completam o volume uma reconstituição da gravação original da música, dois depoimentos de Tom Jobim, imagens de Poço Fundo (o lugar onde “Águas de março” nasceu) pelas lentes de Ana Lontra Jobim, além de fotos e impressos de época.

R$ 72.00

Fiat Lux

Paula Abramo
Tradução de Gustavo Pacheco
Edição bilíngue
128 p. — 14 x 21 cm
ISBN 978-65-5525-278-1
2026 — 1ª edição

Livremente inspirada em memórias familiares e, principalmente, nas cartas escritas por seu avô Fúlvio Abramo nas décadas de 1930 e 1940, em Fiat Lux a poeta mexicana Paula Abramo, principal tradutora de literatura brasileira em seu país, recria desde dentro a intrincada trama de vozes, lugares e acontecimentos que definiu a trajetória de um punhado de homens e mulheres, cujos destinos foram forjados no calor da ação política. Como escreveu Alejandro Zambra, “Depois de ler este livro pequeno, incrível, alucinante e único, os leitores passarão a pensar de forma diferente sobre palavras como dor, identidade ou família. Paula Abramo prova que existem territórios aonde só a poesia pode nos levar”.

R$ 65.00

Adriano

96 p. — 14 x 21 cm
ISBN 978-65-5525-276-7
2026 — 1ª edição

Semifinalista do Prêmio Oceanos em 2023, e publicado também na Grécia e na Itália, Adriano, da poeta portuguesa Tatiana Faia, estudiosa da Antiguidade clássica radicada em Oxford, Inglaterra, e autora convidada do Festival Poesia no Centro 2026, chega ao Brasil no catálogo da Editora 34. Combinando lirismo e reflexão, memória e relato, os quatro poemas de fôlego que formam Adriano operam à maneira das camadas de uma escavação arqueológica, na qual a história se descobre atravessada pelas ruas, os lugares e os afetos do presente. O resultado é um livro belo e intenso, no qual os leitores têm a possibilidade — sempre aberta à poesia — de se reconhecerem contemporâneos de vozes que soaram décadas ou milênios atrás.

R$ 59.00

Vida sortida

112 p. — 14 x 21 cm
ISBN 978-65-5525-275-0
2026 — 1ª edição

“Eu sou só eu e somos outros/ e nossa memória anda sempre pra frente/ como uma bicicleta curiosa”, diz um dos poemas de Vida sortida, segundo livro de Bernardo Ceccantini, que estreou na poesia com Na quina das paredes (2017), obra semifinalista do Prêmio Oceanos. É essa curiosidade errante, turbinada por um lirismo ao mesmo tempo sagaz e zombeteiro, a responsável pelos grandes achados poéticos deste livro no qual os tempos cronológicos se misturam e, como observou a crítica Viviana Bosi, “as cenas cotidianas comparecem envolvidas por novo colorido, como se a poesia projetasse um holograma sobre a realidade”.

R$ 59.00

Por que são tão lindos os cavalos?

Julieta Correa
Tradução de Mirella Carnicelli
208 p. — 15 x 22,5 cm
ISBN 978-65-5525-260-6
2025 — 1ª edição

Publicado na Argentina em 2024, o primeiro livro de Julieta Correa nasce na convergência entre memória e romance, fato médico e ficção literária, perda e presença, luto e humor, entre os diários da mãe e as anotações da filha. A mãe é Sari, mulher de espírito e de letras, às voltas com uma moléstia sem nome que vai fazendo tabula rasa de suas faculdades, sua verve e sua voz. A filha é a autora de Por que são tão lindos os cavalos?, às voltas com o emprego, a pandemia, o confinamento e, cada vez mais, os sintomas, as consultas, os lapsos e os silêncios de Sari. Aos poucos, vai se impondo à autora a suspeita de que a doença tanto apaga como revela. Revela o teor humano de quem padece e, no caso de Sari, traz à luz a suspeita tantas vezes registrada em seus diários quanto ao caráter efêmero e fugidio da experiência humana, na raiz de sua tragédia e de sua beleza.

R$ 79.00

Recapitulações

Maria Valéria Rezende
Posfácio de Roberto Zular
88 p. — 14 x 21 cm
ISBN 978-65-5525-265-1
2025 — 1ª edição

Partindo da obra de autores como Machado de Assis, Drummond, Saramago, Cortázar, Kafka e Maupassant, os breves contos de Recapitulações atualizam narrativas conhecidas e propõem novos desfechos para histórias consagradas. A premiada escritora Maria Valéria Rezende brinca aqui com a ideia de “originalidade”, e faz da sua prosa território de contínuo diálogo com outras literaturas. Com o despojamento de uma autora madura, aventura-se a habitar poéticas alheias, revelando aos leitores, ao longo destas doze “estórias”, muito dos bastidores do ofício de escritor. Com criatividade e humor, este livro formidável nos mostra, nas palavras de Maria José Silveira, “que livros amados e autores admirados não são monstros sagrados. Ao contrário. Eles abrem as portas da imaginação, convidando quem os lê a entrar e se aventurar por suas entrelinhas”.

R$ 57.00

O astrágalo

Albertine Sarrazin
Tradução de Mônica Kalil
Prefácio de Patti Smith
208 p. — 15 x 22,5 cm
ISBN 978-65-5525-263-7
2026 — 1ª edição

Publicado em 1965, o cultuado romance O astrágalo, de Albertine Sarrazin (1937-1967), autora nascida em Argel e educada em reformatórios na França, conta a história da jovem delinquente Anne. Ao fugir de uma penitenciária, ela fratura o osso do calcanhar que dá nome ao livro e conhece o ex-presidiário Julien, seu grande amor. Autobiográfico até a medula, e escrito quando a autora estava cumprindo pena por roubar uma garrafa de uísque, O astrágalo retrata uma vida na fronteira entre o submundo e a efervescência boêmia de Paris nos anos 1960, lembrando o Acossado de Godard. Tida como “alma gêmea de Jean Genet”, Albertine Sarrazin foi elogiada por Simone de Beauvoir e influenciou toda uma geração de escritoras com este livro, como Patti Smith, que assina o emocionado prefácio ao volume. Uma frase de Albertine, dita ao juiz em uma de suas condenações, exprime bem a força de sua literatura: “Não tenho nenhum remorso. Quando tiver, eu aviso”.

R$ 79.00

Juma, uma infância na Tanzânia

Nasrin Siege
Tradução de Claudia Abeling
Ilustrações de Greta Comolatti
Ensaio de Cristina Vicentin
192 p. — 13.5 x 18 cm
ISBN 978-65-5525-273-6
2026

A vida do menino Juma e seus amigos nas ruas de Dar es Salaam, na Tanzânia, não é muito diferente daquela enfrentada pelas crianças brasileiras em nossas grandes cidades. Inspirada nos depoimentos reais de crianças com as quais conviveu na África, a psicoterapeuta alemã de origem iraniana Nasrin Siege criou uma narrativa que, sem esconder os aspectos difíceis da vida nas ruas, consegue ser ao mesmo tempo bela, sensível, reveladora e comovente. Além das ilustrações de Greta Comolatti, que captam bem a realidade vista pelos olhos de uma criança de dez anos, o volume conta ainda com um posfácio da autora e um esclarecedor ensaio de Cristina Vicentin, professora no Instituto de Psicologia da USP.

R$ 59.00

Poesia

François Villon
Tradução de Sebastião Uchoa Leite
Edição bilíngue
Ensaio de Leo Spitzer
496 p. — 15 x 22,5 cm
ISBN 978-65-5525-259-0
2025 — 1ª edição

A poesia de François Villon não cessa de encantar seus leitores desde que começou a circular, durante a breve e vertiginosa vida de seu autor, na Paris do século XV. Em seus versos, a sabedoria antiga, adquirida na Sorbonne, mistura-se à vida dos estudantes no Quartier Latin ao redor, com toda a sua irreverência. Em cada uma de suas baladas, o giro nobre do ritmo ressalta a urgência das questões que dirige a seus leitores futuros: que sentido pode ter uma vida que o tempo há de tragar, e quem afinal sou eu, François Villon, que conheço tanta coisa, mas não conheço a mim mesmo? Esta nova edição bilíngue traz a consagrada tradução de Sebastião Uchoa Leite, corrige o texto francês à luz da recente edição da Bibliothèque de la Pléiade, e inclui um ensaio magistral de Leo Spitzer sobre uma das criações mais famosas de Villon, a “Balada das damas do tempo ido”.

R$ 117.00

O toldo vermelho de Bolonha

John Berger
Tradução de Samuel Titan Jr.
112 p. — 12 x 18 cm
ISBN 978-65-5525-261-3
2025 — 1ª edição

Crítico de arte inglês conhecido por um sem-número de ensaios e livros como Modos de ver (1972), John Berger (1926-2017) dedicou-se com igual brilhantismo à ficção — seu romance G. mereceu o Booker Prize de 1972. O toldo vermelho de Bolonha, publicado em 2007, faz parte da sequência de livros breves e inclassificáveis que publicou nos últimos anos de vida. Nesta obra luminosa, o autor passeia entre um subúrbio londrino e as arcadas de Bolonha, entre o relato de viagem e o retrato falado de seu tio Edgar — personagem marcante em sua formação, que o ensinou a fugir dos lugares-comuns —, enquanto se permite toda sorte de digressões sobre receitas locais, tecidos de linho, estátuas em terracota, variedades de café ou ainda sobre os vínculos secretos e libertadores entre os grandes sofrimentos e os pequenos prazeres.

R$ 58.00

Irmãos migrantes

Patrick Chamoiseau
Tradução de Prisca Agustoni
Posfácio de Vanessa Massoni da Rocha
120 p. — 14 x 21 cm
ISBN 978-65-5525-270-5
2026 — 1ª edição

Irmãos migrantes é um manifesto político-poético contra a barbárie contemporânea das migrações forçadas. Em dezoito capítulos breves, Patrick Chamoiseau, um dos grandes nomes da literatura francesa e caribenha, ergue sua voz contra a violência que marca uma das maiores crises humanitárias do presente. Com escrita de intervenção e inventividade poética, articula urgência ética e criação de linguagem para propor novos imaginários. À brutalidade das fronteiras e ao fechamento dos Estados-nação, opõe a mundialidade de Édouard Glissant como alternativa à globalização do consumo. Inspirado em Pasolini, vê nos vagalumes lampejos de esperança que anunciam futuros possíveis. Nascido na Martinica, em 1953, Chamoiseau é autor de vasta obra incluindo romances, ensaios e contos; esta edição conta com tradução de Prisca Agustoni, posfácio de Vanessa Massoni da Rocha e texto de orelha de Tiganá Santana.

R$ 64.00

Teatro completo V

Helena, As Fenícias, Orestes
Eurípides
Tradução de Jaa Torrano
Edição bilíngue
576 p. — 16 x 23 cm
ISBN 978-65-5525-268-2
2026 — 1ª edição

Dando continuidade à publicação do Teatro completo de Eurípides em edições bilíngues, com traduções e estudos de Jaa Torrano, professor titular de Língua e Literatura Grega da USP, este volume V reúne três peças do grande autor trágico: Helena, As Fenícias e Orestes. Helena, que abre este volume, inverte singularmente as perspectivas da tradição: aqui não é a Helena que deu origem à Guerra de Troia, mas um duplo seu, que permaneceu no Egito e ali reencontra o amado Menelau. Em As Fenícias (personagens que formam o coro da tragédia), o pacto entre Etéocles e Polinices, filhos de Édipo e Jocasta, pela alternância no poder em Tebas, cai por terra e leva a funestas consequências. Já Orestes põe em cena outro par de irmãos, Electra e o próprio Orestes, este perseguido pela loucura após ter assassinado a mãe e o padrasto em vingança pela morte do pai, Agamêmnon.

R$ 124.00

A obra de François Rabelais e a cultura popular na Idade Média e no Renascimento

Mikhail Bakhtin
Tradução de Sheila Grillo, Ekaterina Vólkova Américo
Ensaio introdutório de Sheila Grillo
776 p. — 14 x 21 cm
ISBN 978-65-5525-258-3
2025 — 1ª edição

Pela primeira vez no Brasil em tradução direta do russo, A obra de François Rabelais e a cultura popular na Idade Média e no Renascimento é considerada a magnum opus de Mikhail Bakhtin (1895-1975), em que ele mobiliza os conceitos desenvolvidos por seu círculo nos anos 1920 e 1930 para chegar a uma compreensão magistral sobre as relações entre linguagem e sociedade. Ao analisar a cultura popular, não oficial, cuja expressão-chave são os romances de Rabelais e a utopia libertária do carnaval — que subverte hierarquias, desconstrói certezas e abre alas para um novo tempo social —, Bakhtin revolucionou os estudos da língua e da literatura. A introdução de Sheila Grillo, tradutora da obra com Ekaterina Vólkova Américo, analisa o percurso do texto, desde os anos 1930 até a década de 1960, detendo-se no doutorado de 1946, e reproduz páginas inéditas de Bakhtin sobre Gógol, excluídas da tese a mando das autoridades soviéticas.

R$ 142.00

Os monstros não tomam milk-shake de morango

Marie-Hélène Versini Vincent Boudgourd
Tradução de Clarissa Bongiovanni
36 p. — 21 x 26 cm
ISBN 978-65-5525-267-5
2026 — 1ª edição

Os monstros não tomam milk-shake de morango, não vão ao cabeleireiro, nem usam sapatos... E você sabe por quê? Neste divertido livro infanto-juvenil da dupla francesa Marie-Hélène Versini e Vincent Boudgourd, já lançado em mais de dez países, vamos descobrir que todos os monstros, por mais variados que sejam, têm uma característica em comum...

R$ 59.00

Para amanhã e bem depois

Germano Zullo Albertine
Tradução de Raquel Camargo
60 p. — 22 x 20 cm
ISBN 978-65-5525-266-8
2026 — 1ª edição

Estamos sempre fazendo alguma coisa. Para hoje ou para o futuro. Pensando, criando, construindo. Sozinhos ou com nossos amigos. Para nós mesmos e para todo mundo. Vamos começar? Germano Zullo e Albertine, vencedora do Prêmio Hans Christian Andersen de Ilustração, criaram neste livro uma bela parábola sobre a aventura do pensamento e sobre como nem sempre sabemos aonde vamos chegar quando iniciamos uma jornada.

R$ 69.00

Zoo, ou Cartas não de amor

Viktor Chklóvski
Tradução de Vadim Nikitin
Introdução de Richard Sheldon
Texto em apêndice de Letícia Mei
192 p. — 14 x 21 cm
ISBN 978-65-5525-250-7
2025 — 1ª edição

Exilado em Berlim nos anos 1920 junto com muitos outros artistas e escritores russos, Viktor Chklóvski (1893-1984), um dos principais teóricos do Formalismo Russo, apaixonou-se pela jovem escritora Elsa Triolet e passou a lhe enviar cartas diariamente. Ela aceitou as cartas, impondo uma única condição: que elas não falassem de amor. Zoo, ou Cartas não de amor (1923) é o genial romance epistolar resultante dessa correspondência. Num verdadeiro surto criativo, Chklóvski recorre aos mais variados assuntos e formas literárias para lidar com a proibição, mas, não obstante, a paixão reprimida se insinua a todo momento por entre as linhas desta prosa ágil, divertida e emocionada. Inédito no Brasil, Zoo traz a criteriosa tradução de Vadim Nikitin, que se baseou na última edição revista pelo autor, de 1966, e inclui uma introdução do crítico e tradutor Richard Sheldon e um perfil biográfico de Elsa Triolet.

R$ 73.00

Brás, Bexiga e Barra Funda

António de Alcântara Machado
Organização de Antoine Chareyre
Edição fac-similar
Segundo caderno, notas, fortuna crítica, bibliografia e posfácio por Antoine Chareyre com a colaboração de Augusto Massi
320 p. — 14 x 19 cm
ISBN 978-65-5525-257-6
2025 — 1ª edição

António de Alcântara Machado (1901-1935) teve uma passagem fulgurante pelo meio intelectual brasileiro. Foi escritor, jornalista e fundador dos periódicos Terra Roxa, Revista de Antropofagia e Revista Nova, além de autor de três livros que são marcos do nosso modernismo: Pathé-Baby (1926), Brás, Bexiga e Barra Funda (1927) e Laranja da China (1928). Brás, Bexiga e Barra Funda, cujo título remete a três bairros operários da capital paulista, com forte presença de imigrantes italianos, traz onze contos escritos em uma linguagem veloz e precisa. A presente edição, fac-similar, foi organizada pelo editor e crítico francês Antoine Chareyre, também autor do posfácio. O volume inclui notas explicativas aos contos, cinco textos adicionais de Alcântara Machado, bibliografia e uma fortuna crítica que apresenta um verdadeiro achado do organizador: uma resenha de Carlos Drummond de Andrade, inédita em livro, de 1927.

R$ 86.00

Republicanas: Atenas, Roma, Florença e a atualidade do republicanismo

Sérgio Cardoso
Colaboração de Felipe Faria Camargo
368 p. — 14 x 21 cm
ISBN 978-65-5525-262-0
2025 — 1ª edição

Em Republicanas: Atenas, Roma, Florença e a atualidade do republicanismo, Sérgio Cardoso, professor sênior do Departamento de Filosofia da USP, apresenta de forma clara e sintética a história dos conceitos de “república” e “democracia”, elucidando o ideário que os cerca. Do entendimento distinto de Platão e Aristóteles, passando pelas contribuições originais de Políbio e de Cícero em Roma, detendo-se no Renascimento — particularmente em Maquiavel, de cuja obra o autor é um de nossos mais finos intérpretes — e abrindo-se para a Modernidade, Republicanas desemboca, em seus capítulos finais, no debate fundamental acerca dos sentidos da república e da democracia na atualidade e seu potencial libertário, sem deixar de interrogar um velho conhecido das arenas latino-americanas, o populismo, que hoje ressurge em escala mundial.

R$ 94.00

O contador, a noite e o balaio

Patrick Chamoiseau
Tradução de Henrique Provinzano Amaral
Posfácio de Michel Mingote
232 p. — 14 x 21 cm
ISBN 978-65-5525-255-2
2025 — 1ª edição

Subvertendo as fronteiras entre ensaio e literatura, Patrick Chamoiseau reflete em O contador, a noite e o balaio sobre a escrita, a fala e o gesto criador. Inspirado na “oralitura”, conceito central da poética antilhana, volta-se ao velho negro escravizado das Antilhas do século XVII que, à noite, transforma-se em “mestre da palavra”: o contador crioulo, origem simbólica da literatura antilhana. Sua palavra inaugura uma forma de resistência simbólica à colonização e um sistema de forças que se opõe à violência das plantações. Traduzido por Henrique Provinzano Amaral, com posfácio de Michel Mingote, o ensaio amplia o diálogo entre literatura, dança, música e artes visuais, evocando Aimé Césaire e Édouard Glissant. Nascido na Martinica em 1953, vencedor do Prêmio Goncourt com Texaco, Chamoiseau é uma das vozes mais expressivas da literatura caribenha.

R$ 78.00