Comunicação e Cultura
10 títulos
Em Somos animais poéticos, a antropóloga francesa Michèle Petit — referência mundial nos estudos sobre a leitura, a função das bibliotecas e dos mediadores culturais — ilumina o modo como a literatura, oral e escrita, e outras formas de arte a elas associadas, podem nos ajudar a recuperar nossos sonhos, e a nos conectar conosco e com o mundo à nossa volta. Dando voz tanto a artistas consagrados como a pessoas anônimas, muitas delas sobreviventes de grandes catástrofes — como a recente pandemia da covid-19 —, este livro é ele próprio uma afirmação do poder da arte e da beleza, bem como da necessidade que todos temos de, como queria Rimbaud, “reinventar a vida”.
Último livro organizado pelo autor em vida, Escritos corsários é uma das principais obras do poeta, cineasta e romancista italiano Pier Paolo Pasolini (1922-1975).
Nestes artigos publicados na imprensa italiana entre 1973 e 1975, Pasolini discute os movimentos estudantis de 1968, a decadência da Igreja Católica, as relações entre governo e máfia na Itália e, especialmente, aquilo que ele chama de Novo Poder — ou novo fascismo —, isto é: o advento de uma sociedade de consumo global, que promove um verdadeiro extermínio das formas de vida tradicionais. Considerado em retrospecto, fica claro que Pasolini anteviu o movimento de aceleração do capitalismo que viria a ocorrer nas décadas seguintes, resultando nas graves crises do século XXI.
Nestes artigos publicados na imprensa italiana entre 1973 e 1975, Pasolini discute os movimentos estudantis de 1968, a decadência da Igreja Católica, as relações entre governo e máfia na Itália e, especialmente, aquilo que ele chama de Novo Poder — ou novo fascismo —, isto é: o advento de uma sociedade de consumo global, que promove um verdadeiro extermínio das formas de vida tradicionais. Considerado em retrospecto, fica claro que Pasolini anteviu o movimento de aceleração do capitalismo que viria a ocorrer nas décadas seguintes, resultando nas graves crises do século XXI.
Apresentando iniciativas bem-sucedidas de estímulo à leitura e de leitura compartilhada em vários países - entre eles, o Brasil -, a antropóloga francesa Michèle Petit traça um quadro abrangente dos resultados positivos e dos desafios que cercam as experiências de transmissão cultural na contemporaneidade. Em Ler o mundo, Petit condensa praticamente toda sua vida de ativista da leitura para, a partir de dezenas de exemplos, redigir um manifesto lúcido, comovente e necessário em defesa do acesso de todos à arte e à literatura.
Leituras: do espaço íntimo ao espaço público
Tradução de Celina Olga de Souza
Os textos reunidos em Leituras: do espaço íntimo ao espaço público são o resultado de conferências realizadas pela antropóloga francesa Michèle Petit em países da América Latina e voltadas, entre outros, para bibliotecários, professores, mediadores de leituras e profissionais dedicados à formação de leitores de modo geral. Em comum, estes ensaios destacam a leitura como atividade de resistência e indagação, conjugando as dimensões individual e coletiva do ato de ler no campo da educação e da cidadania.
Comentando experiências de mediadores de leitura em contextos adversos, especialmente em países da América Latina, entre eles o Brasil, neste A arte de ler a antropóloga francesa Michèle Petit amplia os temas e aprofunda as análises de seu Os jovens e a leitura, publicado em 2008 pela Editora 34. Com um olhar interessado e uma sólida bagagem intelectual, investiga as diferentes maneiras pelas quais a forma narrativa pode atuar como educadora da sensibilidade, ao mesmo tempo em que se afirma como um poderoso instrumento de resistência ao caos interior e à exclusão social.aolp
Partindo de entrevistas com leitores de bairros marginalizados das grandes cidades francesas, bem como do testemunho de escritores e suas obras, a antropóloga Michèle Petit ilumina por vários ângulos as relações entre os jovens e o livro no mundo globalizado, apostando no papel fundamental que a leitura pode representar para a construção e reconstrução do sujeito, particularmente em contextos de crise e de grande violência social.aolp
Contando histórias em versos
Poesia e Romanceiro Popular no Brasil
O que existe em comum entre a cantiga de roda e o rap, a poesia erudita e a de cordel, uma canção de MPB e um poema de Homero? Neste livro, Braulio Tavares expõe de maneira clara, direta e bem-humorada os principais recursos expressivos da linguagem poética, ao mesmo tempo em que introduz os leitores no vasto repertório de rimas, ritmos, estrofes, assuntos e modos narrativos que constituem o Romanceiro Popular brasileiro.aolp
Politizar as novas tecnologias
O impacto sócio-técnico da informacão digital e genética
Ao abordar o impacto das novas tecnologias no meio ambiente, na sociedade, na arte e no futuro do humano, Laymert Garcia dos Santos produziu um livro extremamente original, fruto de um pensamento que, como observou Francisco de Oliveira, opera "nas rupturas da política".
"Um dos mais criativos e provocantes ensaístas brasileiros." (Revista Cult)
Voltado para adolescentes, pais e professores, este livro responde às principais questões sobre drogas, trazendo depoimentos de usuários, familiares, advogados e psicólogos. Cada depoimento é seguido por uma seção informativa, com a história de cada substância, sua composição química, seus efeitos, além de dados estatísticos e a legislação brasileira a respeito.
Em linguagem elegante e ao mesmo tempo vigorosa, o diretor de redação da Folha de S. Paulo discorre sobre a conquista da estabilidade financeira, a consolidação das ideias liberais na economia, a Internet como fenômeno de massas, a religião como espetáculo de mídia, a reeleição presidencial e outros temas, nesta seleção de artigos publicados entre 1994 e 1999.