Álvaro Antunes
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Álvaro A. Antunes Fernandes nasceu em 1953 em Além Paraíba, MG. Por quinze anos, viveu e trabalhou em São Paulo e no Rio de Janeiro na indústria informática. Nos anos 1980 foi um dos fundadores da Interior Edições, para a qual traduziu Os papéis de Aspern, de Henry James (1984), A caça ao turpente, de Lewis Carroll (1984) e os Cantos, de Leopardi (1985; nova edição revista, 2021, Prêmio APCA de Tradução). Em 1984 graduou-se em Economia no Rio de Janeiro, e depois concluiu o mestrado em inteligência artificial (1990) e o doutorado em ciência da computação (1995) em Edimburgo, na Escócia. Viveu no Reino Unido nos últimos trinta e cinco anos, onde, na área da ciência da computação, foi pesquisador na Heriot-Watt University, em Edimburgo, professor no Goldsmiths College da Universidade de Londres, e, por vinte anos, professor na Universidade de Manchester, onde se aposentou em 2018. Desde então vive em Buxton, Derbyshire, dedicando-se à tradução e aos estudos literários.
Este livro resgata as contribuições de três escritoras de vanguarda que, nas primeiras décadas do século XX, dialogavam de perto com o que havia de mais inovador na poesia de língua inglesa e foram relegadas, com o correr do tempo, “à margem da margem”. Com vidas tão experimentais quanto seus poemas, Mina Loy, Hope Mirrlees e Nancy Cunard são autoras, respectivamente, de “Canções para Joannes” (1917), “Paris: um poema” (1920) e “Paralaxe” (1925), poemas-longos que, em risco e ambição, são equiparáveis às produções de Ezra Pound e T. S. Eliot, particularmente “The waste land” (1922), o poema-chave da época. Apresentados aqui em edição bilíngue, com minuciosas notas, os poemas são acompanhados de preciosos ensaios nos quais o organizador e tradutor Álvaro A. Antunes contextualiza a vida e a obra das autoras, ao mesmo tempo em que destaca e comenta a radicalidade inerente a cada uma delas.