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Diogo Pires Aurélio

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Diogo Pires Aurélio, doutor em filosofia moral e política, é professor jubilado da Universidade Nova de Lisboa, professor convidado da Universidade Católica Portuguesa e pesquisador do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto. A par do percurso acadêmico, foi diretor da Rádio-Difusão Portuguesa (1979-1980), administrador da Imprensa Nacional-Casa da Moeda (1989-1995), presidente da Comissão Nacional da Unesco (1998-2002) e diretor da Biblioteca Nacional de Portugal (2002-2005). Publicou, entre outros, os livros Imaginação e poder: estudo sobre a filosofia política de Espinosa (2000), Um fio de nada: ensaio sobre a tolerância (2010), O mais natural dos regimes: Espinosa e a democracia (2014) e Machiavelli’s Discourses on Livy: New Readings (2021). Além de O Príncipe, de Maquiavel (2008), traduziu para o português e editou as principais obras de Espinosa: o Tratado Teológico-Político (1988), o Tratado Político (2008, Prêmio de Tradução Científica e Técnica da União Latina) e a Ética (2020).

Ética
Tradução de Diogo Pires Aurélio
Edição bilíngue - português/latim

Baruch de Espinosa (1632-1677) nasceu em Amsterdã, filho de pais judeus emigrados de Portugal. Aos 24 anos, por suas opiniões pouco ortodoxas, foi expulso da sinagoga da cidade e acabou se mudando para Haia, onde publicou duas obras em vida: os Princípios da filosofia de Descartes (1663) e o Tratado teológico-político (1670), este editado de forma anônima. Sua obra magna, a Ética demonstrada segundo a ordem geométrica, só veio à luz no final de 1677, após a sua morte, com a publicação, por amigos, das Opera Posthuma, tendo logo entrado para o Index da Inquisição. O presente volume, bilíngue latim-português, baseia-se na canônica edição Gebhardt da Ética, e traz a apurada tradução de Diogo Pires Aurélio, um dos maiores especialistas da atualidade na obra de Espinosa, que também assina as notas e a introdução a este grande clássico da filosofia moderna.

O Príncipe
Tradução de Diogo Pires Aurélio
Edição bilíngue
Um dos grandes clássicos do pensamento político, O Príncipe, de Maquiavel, escrito por volta de 1513 e publicado em 1532, nos assombra até hoje por seu retrato sem meias-tintas dos mecanismos que podem ser usados para se atingir e manter o poder. Dedicado a um príncipe da família Médici, de Florença, este polêmico tratado tem recebido ao longo do tempo as mais diversas versões e interpretações, que muitas vezes se afastam de seu sentido primeiro. A presente edição, bilíngue, busca resgatar toda a força do original de Maquiavel, em uma tradução extremamente precisa realizada por Diogo Pires Aurélio, doutor em Filosofia Política e professor da Universidade Nova de Lisboa, que também assina uma ampla introdução ao texto.