Ivan Búnin
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Ivan Alekséievitch Búnin nasceu em 1870, em Vorônej, na Rússia, numa família nobre. Começou a escrever muito cedo, e aos 19 anos de idade empregou-se na redação do jornal O Mensageiro de Oriol, publicando em 1891 sua primeira coletânea de poemas. Na virada do século, Búnin começou a adquirir fama literária na Rússia como poeta e tradutor, sendo um grande expoente do verso clássico, passando ao largo das correntes modernistas da época. Em 1920, discordando dos rumos da Revolução de 1917, Búnin fixou residência em Paris, tornando-se uma das principais vozes da comunidade de russos emigrados. Em 1933 recebeu o Prêmio Nobel de Literatura, o primeiro a ser entregue a um escritor russo. Sua extensa obra é composta principalmente por poemas e textos ficcionais como as novelas A aldeia (1910), O amor de Mítia (1925) e O processo do tenente Ieláguin (1926), o romance de tintas autobiográficas A vida de Arsêniev (1930), e os contos "Um senhor de São Francisco" (1915) e "Respiração suave" (1916). Ivan Búnin faleceu em 8 de novembro de 1953, em Paris.
O processo do tenente Ieláguin
Tradução de Boris Schnaiderman
Baseada em fatos reais, esta novela de Ivan Búnin (1870-1953), vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1933, revela toda a maestria deste autor que alia a grande tradição do realismo russo às experimentações narrativas da modernidade. Escrita em 1925 e publicada no ano seguinte em uma revista editada por emigrados em Paris, O processo do tenente Ieláguin apresenta a desconcertante história de amor e morte de uma atriz polonesa e um jovem oficial russo, reconstituída pelo caleidoscópio de depoimentos colhidos durante o julgamento do protagonista.
Novela publicada originalmente em 1925, O amor de Mítia é uma das obras-primas de Ivan Búnin (1870-1953), o primeiro escritor russo a receber o Prêmio Nobel de Literatura. Autor refinado que se exilou em Paris após a Revolução de 1917, admirado por Thomas Mann, Vladímir Nabókov e André Gide, entre muitos outros, Búnin apresenta aqui uma história de amor com final trágico, considerada por Boris Schnaiderman um dos textos mais vigorosos que ele já traduziu.