Bertolt Brecht
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Bertolt Brecht nasceu em Augsburg, na Alemanha, em 1898. Em 1917, muda-se para Munique, onde se matricula no curso de Medicina, mas já no ano seguinte estreia como autor teatral com a peça Baal. Em 1922 sua peça Tambores na noite ganha o Prêmio Kleist. Nessa época conhece a atriz Helene Weigel, que se tornaria sua companheira de toda a vida. Em 1924 transfere-se para Berlim, onde trabalha no Deutsches Theater até 1926. Nesse ano publica seu primeiro livro de poemas, o Manual de devoção de Bertolt Brecht. Em 1928 sua Ópera dos três vinténs alcança grande sucesso de público e crítica. O incêndio do Parlamento alemão em 28 de fevereiro de 1933 assinala a tomada do poder pelo nazismo; Brecht foge de Berlim no dia seguinte e dá início a um périplo por vários países na condição de exilado: Tchecoslováquia, Áustria, Suíça, França, Dinamarca, Suécia, Finlândia, União Soviética e Estados Unidos. Entre 1932 e 1937, viaja e acompanha encenações de suas peças em Moscou, Paris e Nova York. Em 1941, estabelece-se com a família em Santa Mônica, Califórnia, onde colabora em roteiros para Hollywood e escreve, entre outras, a peça O círculo de giz caucasiano. Em 1947, após depor para o Comitê de Atividades Antiamericanas, embrião do macartismo, Brecht decide voltar à Europa. Estabelece-se em Berlim Oriental em 1949, após ter sua permanência vetada na Alemanha Ocidental. Funda, com Helene Weigel, o Berliner Ensemble, grupo cujas montagens percorreriam o mundo e consagrariam Brecht como autor fundamental no teatro do século XX. Falece em 1956.
Sobre a profissão do ator, de Bertolt Brecht, até agora inédito em nosso país, é um livro que vai trazer uma grande contribuição para a formação dos profissionais do teatro no Brasil, e em especial para as montagens de Brecht entre nós. Em mais de sessenta textos curtos, esclarece muitos pontos sobre como um dos mais inovadores dramaturgos da história entendia o modo de atuar no teatro épico. Concebido por Werner Hecht, um dos organizadores das obras completas do escritor, Sobre a profissão do ator ganha nesta edição brasileira uma esclarecedora introdução e notas elaboradas por Laura Brauer e Pedro Mantovani, estudiosos que, além de lastreados pela prática teatral, fizeram pesquisas em arquivos e bibliotecas alemães.
As Conversas de refugiados foram escritas por Bertolt Brecht, um dos maiores dramaturgos do século XX, nos anos 1940, durante seu exílio na Finlândia e nos Estados Unidos, quando fugia do nazismo. Dando tratamento moderno a uma forma antiga - o diálogo platônico -, Brecht exerce aqui toda a inventiva que é a marca de suas peças. Pela primeira vez traduzidas para o português, as Conversas entre o pesquisador Ziffel e o operário Kalle tratam de um tema de urgente atualidade: a condição nômade, cheia de incertezas, de pessoas que precisam deixar para trás tudo o que têm, devido à guerra ou à perseguição política.
Personagem inclassificável, misto de filósofo e homem de ação, o sr. Keuner - cujas peripécias foram escritas por Brecht ao longo de trinta anos -, será sempre uma das figuras mais intrigantes de toda a literatura. Este volume apresenta um conjunto de 102 histórias (o maior número já reunido em uma única edição), incluindo quinze novos textos recém-descobertos e pela primeira vez publicados fora da Alemanha.
Nova edição revista da mais importante antologia da poesia de Brecht no Brasil. A obra poética de Brecht, tão contundente quanto o seu teatro, é ao mesmo tempo "lírica e política", como dizia Walter Benjamin. Este volume contém 260 poemas, entre baladas, sátiras, canções e exortações à luta, além de uma cronologia da vida e das obras de Brecht: "Fôssemos infinitos/ Tudo mudaria/ Como somos finitos/ Muito permanece".