Antonio Sérgio Alfredo Guimarães
5 títulos
Ilê Aiyê:
a fábrica do mundo afro
Tradução de Mirella Botaro, Raquel Camargo
Posfácio de Antonio Sérgio Alfredo Guimarães
Fotografias de Milton Guran
Este novo livro do antropólogo francês Michel Agier, professor da École des Hautes Études en Sciences Sociales, de Paris, que se radicou na Bahia por muitos anos, investiga as cinco décadas de história do Ilê Aiyê, o primeiro bloco afro de Salvador, criado em 1974: um verdadeiro movimento cultural e social que seria responsável não só pela reinvenção do carnaval da Bahia, mas por lançar um novo olhar sobre as relações raciais no Brasil. Enriquecido pelas fotografias de Milton Guran e pelo posfácio de Antonio Sérgio Alfredo Guimarães, o resultado é um estudo vivíssimo, que discute não apenas a cultura afro-baiana, mas também o devir de outras culturas diaspóricas ao redor do globo.
Autor mais citado do país nos estudos sobre relações de raça, classe e cor, e defensor de primeira hora das ações afirmativas e das cotas raciais, Antonio Sérgio Alfredo Guimarães reviu e reuniu aqui seus textos mais emblemáticos, alguns deles considerados já clássicos, sobre a constituição da intelectualidade e da consciência negras no Brasil do século XX. Estes ensaios, que incluem uma revisão do recente “A democracia racial revisitada”, foram articulados sob o conceito de “formação racial”, ou seja, o processo de ressignificação política que diferentes grupos fizeram do termo racista original, “negro”, como modo de identidade política para reorganizar a revolta, a luta pela igualdade e a construção de um novo imaginário coletivo — uma nova cultura, antirracista, descolonial e autêntica, que busca firmar um novo humanismo.
Preconceito e discriminação
Queixas de ofensas e tratamento desigual dos negros no Brasil
Nos anos que se seguiram à promulgação da nova Constituição em 1988, ganhou impulso na sociedade brasileira uma ampla mobilização antirracista. A partir da análise sistemática das queixas de discriminação racial recolhidas em jornais e em boletins de ocorrência das delegacias de polícia no período - quando estes registros atingiram um número nunca antes verificado em nossa história -, a obra faz um revelador retrato do racismo "à brasileira".
Abordando temas controversos - como raça e racialismo, democracia racial e estratificação, classes sociais e identidade, movimento negro, preconceito e nomenclatura -, este livro traça, de forma provocante e informativa, um panorama abrangente das diversas obras, personagens, teorias e debates que compõem a história das ideias sobre classes e raças no Brasil.
"É um daqueles livros capazes de desarrumar a cabeça dos leitores." (Elio Gaspari)
"É um daqueles livros capazes de desarrumar a cabeça dos leitores." (Elio Gaspari)
Partindo da ideia de que as normas e leis deste país historicamente têm sido baseadas em uma suposta igualdade entre indivíduos - que nunca existiu -, o autor procura analisar os desafios da sociologia brasileira diante dos conceitos de racismo e antirracismo, como, por exemplo, na questão da discriminação positiva.aolp