Editora 34
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Mônica Kalil

2 títulos

Nascida em São Paulo em 1968, Mônica Kalil formou-se em Comunicação Social pela ESPM (1989) e Administração de Empresas pela FGV (1991). Voltando-se às letras e ao mercado editorial, tornou-se mestre em Estudos da Tradução pela Universidade de São Paulo (2017), com dissertação sobre Marguerite Yourcenar, e integrou, como preparadora de texto, a equipe da Comissão da Verdade da mesma universidade (2016-2017). Entre suas traduções mais recentes, destacam-se As formas do visível: uma antropologia da figuração, de Philippe Descola (Editora 34, Coleção Fábula, 2023) e Sobre a violência e sobre a violência contra as mulheres, de Jacqueline Rose (Fósforo, 2022).

O astrágalo
Tradução de Mônica Kalil
Prefácio de Patti Smith

Publicado em 1965, o cultuado romance O astrágalo, de Albertine Sarrazin (1937-1967), autora nascida em Argel e educada em reformatórios na França, conta a história da jovem delinquente Anne. Ao fugir de uma penitenciária, ela fratura o osso do calcanhar que dá nome ao livro e conhece o ex-presidiário Julien, seu grande amor. Autobiográfico até a medula, e escrito quando a autora estava cumprindo pena por roubar uma garrafa de uísque, O astrágalo retrata uma vida na fronteira entre o submundo e a efervescência boêmia de Paris nos anos 1960, lembrando o Acossado de Godard. Tida como “alma gêmea de Jean Genet”, Albertine Sarrazin foi elogiada por Simone de Beauvoir e influenciou toda uma geração de escritoras com este livro, como Patti Smith, que assina o emocionado prefácio ao volume. Uma frase de Albertine, dita ao juiz em uma de suas condenações, exprime bem a força de sua literatura: “Não tenho nenhum remorso. Quando tiver, eu aviso”.

As formas do visível
Uma antropologia da figuração
Tradução de Mônica Kalil
Projeto gráfico de Raul Loureiro
Indisponível Avise-me saiba mais

Este novo livro de Philippe Descola, um dos mais ilustres antropólogos da atualidade, tem por ponto de partida um fato simples: em todas as épocas e lugares de que temos notícia, os seres humanos dedicaram-se à criação de imagens. Como entender isso que parece ocupar lugar tão central nas sociedades humanas? Para responder à questão, Descola estuda materiais de todos os continentes, sejam eles de data pré-histórica, antiga ou contemporânea, e o faz de tal maneira a subverter tanto os lugares-comuns da antropologia como os da história da arte. Nesta obra fartamente ilustrada, vemos como as imagens nos permitem acessar, às vezes mais do que as palavras, as diferentes cosmologias, explícitas ou não, que conformam a condição humana.