Editora 34
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António de Alcântara Machado

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António de Alcântara Machado nasceu em 25 de maio de 1901 em São Paulo, segundo filho de José de Alcântara Machado (autor de Vida e morte do bandeirante, membro da ABL e senador) e Maria Emília Castilho. Fez o primário no Colégio Stafford (1908-1912), o secundário no Colégio São Bento (1913-1918) e formou-se na Faculdade de Direito de São Paulo, que cursou entre 1919 e 1923. Em 1921 estreia na imprensa, assinando dois artigos, e em 1923 passa a trabalhar como crítico de teatro do Jornal do Comércio (edição de São Paulo). Em 1925 passa uma temporada na Europa, entre março e novembro, e em 1926 publica seu primeiro livro, Pathé-Baby, com as crônicas da viagem. Em 1926 funda a revista Terra Roxa e Outras Terras, e em 1927 publica Brás, Bexiga e Barra Funda, com onze contos focalizando a imigração italiana em São Paulo. Em 1928 lança Laranja da China, seu segundo livro de narrativas curtas, e funda com Oswald de Andrade a Revista de Antropofagia. Em 1929 publica o ensaio historiográfico Anchieta na capitania de São Vicente, que vence o Prêmio da Sociedade Capistrano de Abreu. Viaja novamente à Europa, colaborando com crônicas para os Diários Associados entre 1929 e 1930. Em 1931 funda com Paulo Prado e Mário de Andrade a Revista Nova. Em 1932 torna-se superintendente da Rádio Record durante a Revolução Constitucionalista, e em 1933 publica Cartas, informações, fragmentos históricos e sermões do padre Joseph de Anchieta, S. J. e passa a escrever o rodapé literário de O Jornal (RJ) e do Diário de São Paulo. Em 1933 torna-se secretário da Bancada Paulista na Assembleia Nacional Constituinte e em 1934 elege-se deputado federal, mesmo ano em que é nomeado diretor do Diário da Noite (RJ). Em 14 de abril de 1935 falece no Rio de Janeiro, aos 33 anos, em decorrência de uma crise de apendicite. Postumamente serão publicados seu romance inacabado Mana Maria, em 1936 (incluindo quatro contos inéditos em livro), e a coletânea de crônicas Cavaquinho e saxofone, em 1940.

Brás, Bexiga e Barra Funda
Organização de Antoine Chareyre
Edição fac-similar
Segundo caderno, notas, fortuna crítica, bibliografia e posfácio por Antoine Chareyre com a colaboração de Augusto Massi

António de Alcântara Machado (1901-1935) teve uma passagem fulgurante pelo meio intelectual brasileiro. Foi escritor, jornalista e fundador dos periódicos Terra Roxa, Revista de Antropofagia e Revista Nova, além de autor de três livros que são marcos do nosso modernismo: Pathé-Baby (1926), Brás, Bexiga e Barra Funda (1927) e Laranja da China (1928). Brás, Bexiga e Barra Funda, cujo título remete a três bairros operários da capital paulista, com forte presença de imigrantes italianos, traz onze contos escritos em uma linguagem veloz e precisa. A presente edição, fac-similar, foi organizada pelo editor e crítico francês Antoine Chareyre, também autor do posfácio. O volume inclui notas explicativas aos contos, cinco textos adicionais de Alcântara Machado, bibliografia e uma fortuna crítica que apresenta um verdadeiro achado do organizador: uma resenha de Carlos Drummond de Andrade, inédita em livro, de 1927.

La divina increnca
Ilustrações de Voltolino
Reprodução integral da primeira edição de 1915
Textos introdutórios de Otto Maria Carpeaux e António de Alcântara Machado
Obra-prima de Juó Bananére, pseudônimo de Alexandre Marcondes Machado (1892-1933), que leva ao extremo a sátira e a irreverência, parodiando poemas clássicos de Gonçalves Dias, Casimiro de Abreu e Olavo Bilac, entre outros. Este volume reproduz na íntegra a rara edição original de 1915, com capa e ilustração de Voltolino, além de incluir textos pouco conhecidos de Otto Maria Carpeaux e Antônio de Alcântara Machado.