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Pier Paolo Pasolini

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Pier Paolo Pasolini nasceu em Bolonha, em 5 de março de 1922, filho de uma professora do ensino fundamental e um militar de carreira. Ainda na infância escreve seus primeiros poemas, e é como poeta que será mais celebrado na Itália. Estuda na faculdade de Letras da Universidade de Bolonha, onde tem seu primeiro contato com o cinema de René Clair, Jean Renoir e Charlie Chaplin. Muda-se para Roma em 1950 e se aproxima dos principais intelectuais e artistas do país. Em 1955 publica seu primeiro romance, Meninos da vida. Mas é como cineasta que Pasolini se tornará mais conhecido fora da Itália. Até o ano de sua morte, Pasolini dirigiu quase um filme por ano, entre eles: O Evangelho segundo São Mateus (1964), Teorema (1968), Medeia (1969), Decamerão (1971), Os contos de Canterbury (1972), As mil e uma noites de Pasolini (1974) e Salò ou Os 120 dias de Sodoma (1975). Suas atividades como jornalista o acompanharam durante toda a sua vida. Serão, entretanto, os textos de intervenção sobre temas polêmicos, reunidos pelo próprio autor em Escritos corsários (1975), que o notabilizarão como crítico feroz da sociedade de consumo. No dia 2 de novembro de 1975, Pasolini foi assassinado em Ostia, nos arredores de Roma, em circunstâncias até hoje não esclarecidas por completo.
Escritos corsários
Tradução de Maria Betânia Amoroso
Prefácio de Alfonso Berardinelli
Último livro organizado pelo autor em vida, Escritos corsários é uma das principais obras do poeta, cineasta e romancista italiano Pier Paolo Pasolini (1922-1975).
Nestes artigos publicados na imprensa italiana entre 1973 e 1975, Pasolini discute os movimentos estudantis de 1968, a decadência da Igreja Católica, as relações entre governo e máfia na Itália e, especialmente, aquilo que ele chama de Novo Poder — ou novo fascismo —, isto é: o advento de uma sociedade de consumo global, que promove um verdadeiro extermínio das formas de vida tradicionais. Considerado em retrospecto, fica claro que Pasolini anteviu o movimento de aceleração do capitalismo que viria a ocorrer nas décadas seguintes, resultando nas graves crises do século XXI.
Inferno
Tradução de Ismael Cardim
Prefácio do tradutor
Posfácio de Pier Paolo Pasolini (trad. Maria Bethânia Amoroso)
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Escrito em francês, entre 1896 e 1897, pelo grande dramaturgo sueco August Strindberg, Inferno é um mergulho nos subterrâneos de seu tumultuado mundo psíquico. Misto de diário, ensaio e ficção, onde o autor expõe de forma lúcida e fluente todo seu misticismo e sua loucura à época, esta é uma obra de originalidade quase sem paralelo na literatura moderna.aolp