Editora 34
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Tercio Redondo

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Tercio Redondo é professor de literatura alemã na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. É autor de Woyzeck: exploração social e forma dramática (Nankin, 2015), comentário e tradução integral da tragédia de Georg Büchner, além de organizador, com Simone Rossinetti Rufinoni, do livro Caminhos da lírica brasileira contemporânea: ensaios (Nankin, 2013). Traduziu O homem é um grande faisão no mundo, de Herta Müller (Companhia das Letras, 2012), A novela no início do Renascimento, de Erich Auerbach (Cosac Naify, 2013), As afinidades eletivas, de Johann Wolfgang von Goethe (Companhia das Letras, 2014), e Conversas de refugiados (Editora 34, 2017), de Bertolt Brecht, entre outros.
A novela no início do Renascimento
Itália e França
Tradução de Tercio Redondo
Coordenação editorial, revisão técnica e posfácio de Leopoldo Waizbort
Prefácio de Fritz Schalk
Publicado pela primeira vez em 1921, A novela no início do Renascimento marca a estreia de Erich Auerbach (1892-1957), autor de Mimesis, na crítica literária, abrindo caminho para uma obra em que está contemplado todo o arco da literatura ocidental. Privilegiando sobretudo o Decameron de Boccaccio (século XIV), após Dante “juntar novamente mundo e destino”, Auerbach explica o momento em que as narrativas medievais, vinculadas à Bíblia e ao sagrado, dão lugar a uma nova forma de literatura — mais aristocrática na Itália e mais burguesa na França —, mostrando homens e mulheres enredados nos acontecimentos, prazeres e dores do mundo terreno.
As Conversas de refugiados foram escritas por Bertolt Brecht, um dos maiores dramaturgos do século XX, nos anos 1940, durante seu exílio na Finlândia e nos Estados Unidos, quando fugia do nazismo. Dando tratamento moderno a uma forma antiga - o diálogo platônico -, Brecht exerce aqui toda a inventiva que é a marca de suas peças. Pela primeira vez traduzidas para o português, as Conversas entre o pesquisador Ziffel e o operário Kalle tratam de um tema de urgente atualidade: a condição nômade, cheia de incertezas, de pessoas que precisam deixar para trás tudo o que têm, devido à guerra ou à perseguição política.