Editora 34
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Marília Scalzo

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Marília Scalzo nasceu em São Paulo, em 1960. Após estudos de letras e jornalismo, lecionou na Aliança Francesa e trabalhou como jornalista na Folha de S. Paulo e na editora Abril. É autora, entre outros, de Uma história de amor à música (São Paulo, Bei, 2012), em parceria com Celso Nucci. Além de Somos todos canibais, traduziu para a coleção Fábula os romances Viva! (2016) e Peste e cólera (2017), de Patrick Deville. Sua tradução mais recente é Samarcanda, de Amin Maalouf, publicada em 2021 pela editora Tabla.
Somos todos canibais
Precedido de “O suplício do Papai Noel”
Organização de Maurice Olender
Tradução de Marília Scalzo
Projeto gráfico de Raul Loureiro
Um dos nomes centrais das ciências humanas no século XX, o antropólogo Claude Lévi-Strauss (1908-2009) reservou uma surpresa póstu¬ma para seus leitores. Publicado em 2013 na França, Somos todos canibais reúne dezesseis artigos originalmente redigidos para o jornal italiano La Repubblica entre 1989 e 2000, precedidos do ensaio “O suplício do Papai Noel”, de 1952. Escrevendo sobre temas variados com vasta erudição, da doença da vaca louca aos quinhentos anos da “descoberta” da América pelos europeus, Lévi-Strauss nos conduz sempre ao coração de cada fenômeno humano e cultu¬ral, tornando este livro uma introdução brilhante ao estruturalismo como método para se questionar o lugar-comum e as verdades estabelecidas.
Peste e cólera
Tradução de Marília Scalzo
Projeto gráfico de Raul Loureiro
Vencedor dos prêmios Fnac e Femina de 2012, na França, Peste e cólera segue de perto a figura real de Alexandre Yersin (1863-1943), que aos 22 anos trocou a Suíça por Paris, onde se fez discípulo de Pasteur. Seus estudos sobre a tuberculose logo o transformam numa das promessas de sua geração, mas ele prefere partir para o Oriente como médico da marinha mercante e desbravador da Indochina francesa. Em 1894, por ocasião da grande epidemia de peste bubônica em Hong Kong, é chamado a intervir, e logo isola o bacilo da peste e descreve os veículos da contaminação. Com o feito científico, a fama europeia volta a bater à sua porta, mas Yersin permanece fiel a seu país de adoção (o atual Vietnã). Este herói moderno, que se interessa por um sem-número de assuntos, é o protagonista deste novo "romance sem ficção" do premiado escritor francês Patrick Deville, autor convidado da Flip 2017.
Viva!
Tradução de Marília Scalzo
Projeto gráfico de Raul Loureiro
Apresentação de
Alberto Manguel
Neste extraordinário "romance sem ficção", Patrick Deville, um dos mais criativos nomes da literatura francesa contemporânea, retraça a trajetória de personagens-chave do século XX, que se cruzam no México do final da década de 1930 fugindo dos totalitarismos que assombram a Europa. A chegada de Trótski, em janeiro de 1937, aciona mais um giro na roda da história, movimentando uma constelação de artistas, escritores e revolucionários que incluem Frida Kahlo, Diego Rivera, Tina Modotti, André Breton e o assassino de Trótski, Ramón Mercader. Em paralelo, são resgatadas as aventurosas vidas de Malcolm Lowry - lutando para criar sua obra-prima, À sombra do vulcão -, Graham Greene, Antonin Artaud e o misterioso B. Traven, autor de O tesouro de Sierra Madre.