José Cavalcante de Souza
2 títulos
José Cavalcante de Souza nasceu em 1925, em Cariús, interior do Ceará, onde fez a escola primária, e iniciou os estudos de francês, inglês e latim no Ginásio do Crato. Em Fortaleza, cursa Letras Clássicas na Faculdade Católica de Filosofia. Após um período de estudos na França, volta ao Brasil e muda-se para São Paulo no final de 1953, dando aulas de latim no Colégio São Luís e no Colégio Mackenzie. Em 1956 é contratado como professor do Departamento de Letras Clássicas da FFCL da USP, e em 1961 defende o primeiro doutoramento na área de Língua e Literatura Grega, com uma tese sobre o Banquete de Platão, orientada pelo professor Robert Henri Aubreton. Com a volta de Aubreton à França, em 1964, assume a direção do curso. No final dos anos 1980, aposenta-se da Universidade de São Paulo para ingressar no IFCH da Unicamp, onde estrutura o curso de Filosofia Grega Antiga, associado ao curso de Língua e Literatura Grega. Publicou, entre outros: Platão, O Banquete: tradução, introdução e notas (Difel, 1966); A caracterização dos sofistas nos primeiros diálogos de Platão (USP, 1969); e Os pré-socráticos (Coleção Os Pensadores, 1972).
Fedro
Tradução de José Cavalcante de Souza
Edição bilíngue - português/grego
Posfácio e notas de José Trindade Santos
Em Fedro, Platão (428-347 a.C.) nos coloca diante de três discursos sobre o amor - o do orador Lísias, retomado por Fedro, e os dois de Sócrates -, proferidos durante uma caminhada fora dos muros de Atenas. Neste belo diálogo, se discute não apenas Eros, mas a natureza da própria arte retórica, da memória e da escrita. Com tradução inédita de José Cavalcante de Souza, um dos fundadores da área de Estudos Clássicos no Brasil, o volume, bilíngue, conta com um texto de apresentação do próprio tradutor, além de ensaio e notas do helenista português José Trindade Santos.
O Banquete é um dos diálogos mais célebres de Platão (428-347 a.C.). Ambientado durante um jantar oferecido pelo poeta Agatão em Atenas, põe em cena Sócrates, Aristófanes e outros convivas enfrentando-se em uma competição: cada um deve fazer um discurso de elogio à figura de Eros, o deus do amor. A consagrada tradução de José Cavalcante de Souza, acompanhada de notas e um alentado ensaio, é apresentada agora em edição revista e bilíngue, colocando novamente à disposição do leitor um dos trabalhos fundadores dos Estudos Clássicos no Brasil.