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Cabeça de galinha no chão de cimento

Ricardo Domeneck

 

Com uma dezena de livros publicados no Brasil, antologias na Holanda e na Alemanha, Ricardo Domeneck, é uma das vozes mais autênticas da poesia brasileira contemporânea e uma referência na lírica amorosa homoerótica. Cabeça de galinha no chão de cimento aprofunda outra senda de sua produção: a do retorno às origens, aos ancestrais, às memórias da infância e adolescência no interior, numa tentativa de compreensão de seu lugar e de seu estar no mundo. Nesse exercício psicanalítico e antropológico, vêm à tona conflitos e traumas, bem como elos e intuições poderosas, que aqui se desdobram numa lírica dos afetos e da alteridade — seja em relação aos antepassados, a poetas de sua geração ou a outras espécies animais —, sempre atravessada pelo erotismo.

R$ 54,00
 
Números naturais

Marcella Faria

 

Entremeando cálculo e acaso, matemática e linguagem verbal, os contos de Números naturais — estreia da bióloga, cientista e escritora Marcella Faria no campo da ficção — não só exploram a ambiguidade do verbo contar (números e histórias), mas propõem um intrigante jogo de espelhamentos no qual natureza e cultura multiplicam seus sentidos. Como observou Roberto Zular, os 26 textos deste livro altamente estruturado parecem “falar a partir desse lugar impossível onde o mapa e a singularidade dos lugares, os desejos e as realizações, se cruzam”. E é precisamente nesse cruzamento inesperado que a arte narrativa revela a sua potência.

R$ 58,00

 
Rever Debret
Colônia — Ateliê — Nação

Jacques Leenhardt

Tradução de Samuel Titan Jr.
Projeto gráfico de Raul Loureiro
 
Durante os quinze anos que viveu no Rio de Janeiro, entre 1816 e 1831, Jean-Baptiste Debret, um filho da Revolução Francesa, teve existência dupla: serviu dom João VI e dom Pedro I, e, ao mesmo tempo, registrou em inúmeros desenhos e aquarelas o que via nas ruas daquela cidade tropical, violenta e escravocrata. De volta à França, publicou Viagem pitoresca e histórica ao Brasil, obra recusada pela Biblioteca Imperial pelo que revelava de nossa sociedade. Em Rever Debret, Jacques Leenhardt, diretor de pesquisas da EHESS em Paris, convida-nos a revisitar a produção deste artista, bem como sua longa e atribulada fortuna entre nós. Agora, em pleno século XXI, pela crítica e paródia de jovens artistas ameríndios e afro-brasileiros, inspirados em sua obra, vão se plasmando novas formas de imaginar nossa nação em uma perspectiva livre da sombra colonial.
R$ 79,00

     
Coisa de mamíferos

João Mostazo

 

Coisa de mamíferos, segundo livro do poeta e dramaturgo João Mostazo, surpreende os leitores pela indagação feroz que move os seus versos. Neles o que está em jogo não é a expansão lírica do sujeito, mas sim a escavação do enigma que constitui a matéria mais íntima dos indivíduos: a própria consciência. Daí a presença recorrente, ao longo de todo o livro, de ossos, dentes e fósseis que cifram, talvez, a irredutibilidade do ato de pensar, combinando um impulso caótico de revolta, um nítido desejo de ordem e uma inquietação de fundo apocalíptico para explorar um território pouco comum na poesia brasileira contemporânea.

R$ 51,00
 
A sociedade do artista:
ativismo, morte e memória da arte

Stéphane Huchet

 

Stéphane Huchet, formado pela EHESS em Paris e professor titular de História da Arquitetura e Teoria da Arte na UFMG, analisa em A sociedade do artista os principais impasses e desafios que envolvem a produção, a recepção e a própria conceituação da arte no mundo hoje. Tomando como referência as reflexões de Joseph Beuys, Enzo Cucchi e Jannis Kounellis em seu encontro na Basileia em 1985, Huchet investiga em onze capítulos — e uma inspirada coda — as relações entre arte, ativismo artístico, regimes estéticos e utopia social, reservando uma atenção especial às interrogações acerca do fim da arte e do fazer do artista, e colocando em questão tanto a ilusão do novo quanto o apagamento histórico hoje em voga.

R$ 94,00

 
Seu dedo é flor de lótus
Poemas de amor do Antigo Egito

Guilherme Gontijo Flores

 

Em Seu dedo é flor de lótus, o poeta Guilherme Gontijo Flores reimagina e reinventa em nossa língua, de forma extremamente pessoal, 53 poemas e 12 fragmentos que formam o corpus de toda a poesia amorosa do Antigo Egito que sobreviveu até os nossos dias.

Anônimos e compostos entre os séculos XIII e XI a.C., estes versos foram transcritos da linguagem hieroglífica, que não registra vogais, e seu caráter lacunar leva os estudiosos a uma série de conjecturas que confrontam a própria ideia de um texto original. Esta e outras questões são abordadas em um alentado posfácio, em que o autor — recuperando proposições de Jacques Derrida, Pascal Quignard e Henri Meschonnic — discute o processo de recriação destes belos poemas.

 

R$ 62,00

     
O ciclo de Gargântua e outros escritos
(Obras completas de Rabelais — 3)

François Rabelais

Ilustrações de François Desprez
 

Terceiro e último volume das Obras completas de Rabelais publicadas pela Editora 34, O ciclo de Gargântua e outros escritos apresenta uma verdadeira miscelânea de narrativas, almanaques, cartas, versos, textos em prosa e tratados atribuídos ao autor, quase todos inéditos em português. Do chamado “Ciclo de Gargântua”, que inclui as Grandes crônicas e O verdadeiro Gargântua, publicados em 1532 e 1533, até o Tratado do bom uso de vinho e os 120 bizarros desenhos do livro Sonhos bufonescos de Pantagruel, lançado em 1565, doze anos após a morte de Rabelais, a coletânea oferece ao leitor uma oportunidade de se conhecer as múltiplas facetas desse inimitável humanista francês. Assim como nos volumes anteriores, os variados registros de linguagem de Rabelais são aqui recriados de forma brilhante pelo premiado tradutor Guilherme Gontijo Flores, autor também das notas introdutórias que abrem cada seção do livro.

R$ 109,00
 
Experiência e pobreza
Walter Benjamin em Ibiza, 1932-1933

Vicente Valero

Tradução de Daniel Lühmann
 

Foram apenas alguns meses de 1932 e 1933 em Ibiza, na Espanha, tempo que marcou a vida de Walter Benjamin profundamente, de modo nunca antes revelado como neste livro de Vicente Valero. Com sensibilidade, pesquisa minuciosa e conhecimento profundo da ilha do Mediterrâneo, o autor nos mostra que foi nesse lugar ainda isolado, com uma economia de subsistência e uma cultura milenar, que Benjamin, fugindo do nazismo e com parcos recursos, cruzou sua trajetória com outros europeus em busca de refúgio e escreveu textos decisivos como “Experiência e pobreza” e “Infância em Berlim”. Publicado em espanhol e traduzido para o alemão e o francês, este belo ensaio biográfico ganha agora edição no Brasil, incluindo uma iconografia dos personagens e locais abordados no estudo.

R$ 76,00

 
Rua de mão única

Walter Benjamin
Organização de Jeanne Marie Gagnebin

Textos em apêndice de Asja Lacis, Siegfried Kracauer, Ernst Bloch e Theodor W. Adorno
 

Ao publicar Rua de mão única, em 1928, Walter Benjamin sinalizou uma guinada em sua carreira, deixando para trás as convenções da vida acadêmica e partindo para uma experimentação intelectual que surge na própria forma do livro, constituído de sessenta textos breves inspirados pela vivência na metrópole moderna, verdadeiras “imagens do pensamento”. Completam o volume, que traz uma introdução de Jeanne Marie Gagnebin, dois textos de Asja Lacis (a militante e diretora de teatro a quem foi dedicado o livro), que abordam o período em que ela e Benjamin se conheceram em Nápoles e Capri, um deles redigido com o próprio Benjamin, e três resenhas de Rua de mão única assinadas por Siegfried Kracauer, Ernst Bloch e Theodor W. Adorno.

R$ 62,00

     
Sobre aquilo em que eu mais penso
Ensaios

Anne Carson
Organização de Sofia Nestrovski e Danilo Hora

Tradução de Sofia Nestrovski
 
Helenista, poeta e tradutora, a canadense Anne Carson é uma das escritoras mais originais da contemporaneidade e autora de uma obra dedicada a dissolver as fronteiras que separam pesquisa de invenção, criação de crítica e tradução de autoria. Esta coletânea, organizada por Sofia Nestrovski e Danilo Hora, apresenta essa obra pelo prisma do ensaísmo, reunindo onze textos, escritos num arco de mais de uma década e todos eles inéditos no Brasil, em que a autora de Autobiografia do vermelho aproxima os autores aparentemente mais distantes, como Virginia Woolf e Tucídides, Homero e Elizabeth Bishop, Longino e Antonioni, Francis Bacon e Joana D’Arc.
R$ 65,00
   
     
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