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A rosa de ninguém
(Die Niemandsrose)

 

Paul Celan

Edição bilíngue

192 p. - 14 x 21 cm
ISBN 978-65-5525-056-5
2021 - 1a edição
Edição conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

A rosa de ninguém (1963) é um dos principais livros de Paul Celan, escritor cuja vida e obra foram profundamente marcadas pela experiência da Shoah e que é hoje reconhecido como um dos poetas mais importantes de língua alemã. Dois fatos foram determinantes para a escrita do livro: uma campanha difamatória de caráter antissemita promovida então contra Celan, e sua descoberta do poeta russo, também judeu, Óssip Mandelstam (a quem a obra é dedicada), com o qual sente uma identificação plena.
Em seu discurso de agradecimento pelo Prêmio de Literatura da Cidade de Bremen, em 1958, pouco antes de começar a trabalhar no livro, Celan diz que, em meio a todas as perdas que sofreu, a língua foi a única coisa que não se perdeu: “Mas ela teve de atravessar sua própria falta de resposta, teve de atravessar um emudecimento terrível, teve de atravessar as trevas sem fim do discurso mortífero. Fez essas travessias e pôde voltar à tona, ‘enriquecida’ por tudo isso”.
É nessa língua decantada, atravessada pelo trauma e reforjada nas sombras e no silêncio que Celan constrói sua poesia de resistência e de afirmação radical da vida, aqui belamente recriada na tradução de Mauricio Mendonça Cardozo: “Um nada/ éramos, somos, continuaremos/ sendo, florescendo:/ a rosa de nada, a/ rosa de ninguém”.


Sobre o autor
Paul Celan, pseudônimo de Paul Antschel, nasceu em 1920 em Tchernivtsi, na Romênia (cidade hoje pertencente à Ucrânia). Sua família pertencia a uma comunidade judaica que prosperara durante os 150 anos de domínio austríaco na região. Celan cresceu falando alemão em casa e romeno na escola. Também entendia iídiche e mais tarde se tornaria fluente em francês, russo e ucraniano, entre outros idiomas. Mas foi o alemão a língua que escolheu para escrever sua obra poética. Em 1939, com o início da guerra, Celan abandona os estudos de medicina iniciados em Tours, na França, e se matricula em filologia românica na Universidade de Tchernivtsi. Em 1940, como resultado do pacto entre Hitler e Stálin, Tchernivtsi é ocupada por tropas soviéticas, e no ano seguinte, com o colapso do pacto, pelas forças alemãs e romenas. Seus pais são deportados para um campo de concentração alemão onde morrem tragicamente em 1942. O próprio Celan passa por uma série de campos de trabalho ao longo de 18 meses, até a libertação da Romênia pelo Exército Vermelho em 1944. Após a guerra, Celan emigra para Bucareste, onde trabalha como tradutor e leitor numa editora e começa a publicar seus poemas e traduções. Em 1947, após breve estada em Viena, onde trava amizade com a poeta Ingeborg Bachmann, se estabelece em Paris, onde completa os estudos em filologia e literatura e se torna professor-leitor de alemão na École Normale Supérieure, cargo que manterá até o fim da vida. Em 1952, casa-se com a artista gráfica Gisèle Lestrange, com quem terá um filho, Eric, nascido em 1955, mesmo ano em que se torna cidadão francês. Recebe o Prêmio de Literatura da Cidade de Bremen em 1958 e o Prêmio Georg Büchner em 1960. Além da atividade literária, continua realizando numerosas traduções do francês, russo, italiano, romeno, português e hebraico, de autores como Rimbaud, Valéry, Michaux, Mandelstam, Blok, Shakespeare, Emily Dickinson, Cioran e Fernando Pessoa. Em 20 de abril de 1970, Paul Celan comete suicídio atirando-se no rio Sena, em Paris. Em vida publicou sete volumes de poesia: A areia das urnas (1948), Papoula e memória (1952), De limiar em limiar (1955), Grade da palavra (1959), A rosa de ninguém (1963), Ar-reverso (1967) e Sóis de fio (1968). Deixou ainda três livros publicados postumamente: Compulsão de luz (1970), Partida da neve (1971) e Sítio do tempo (1976).


Sobre o tradutor
Mauricio Mendonça Cardozo nasceu em Curitiba, em 1971. Professor de teoria da tradução, tradução literária e literatura alemã na Universidade Federal do Paraná, é autor e organizador de vários livros e artigos sobre questões teóricas e críticas da tradução literária. É também tradutor de autores como Johann Wolgang von Goethe, Heinrich Heine, Theodor Storm, Rainer Maria Rilke, Thomas Mann, Else Lasker-Schüler, e. e. cummings e Paul Celan, com destaque para as novelas A assombrosa história do homem do cavalo branco (2006) e O centauro bronco (2006), dupla tradução da obra Der Schimmelreiter, de Storm, a antologia de poemas O tigre de veludo (2007, em coautoria com Adalberto Müller e Mário Domingues), de e. e. cummings (finalista do Prêmio Jabuti de Tradução Literária, 2008), Viagem ao Harz, primeiro volume dos Quadros de viagem, de Heine (2014), e a autobiografia Poesia e verdade, de Goethe (Prêmio Paulo Rónai de Tradução, 2018).



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