Eurípides
Texto de Jean-Paul Sartre
Ensaio de Chris Carey
Edição bilíngue - português/grego
184 p. - 14 x 21 cm
ISBN 978-65-5525-081-7
2021
- 1ª edição
Edição conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa
A peça As Troianas, de Eurípides (c. 480-406 a.C.), “o mais trágico dos poetas”, trata do destino das mulheres de Troia após a derrota da cidade para os gregos, ao final da famosa guerra imortalizada por Homero na Ilíada.
Aprisionadas pelas tropas lideradas por Agamêmnon, as protagonistas da peça lamentam seus infortúnios tendo Hécuba, a rainha troiana, como figura central. Entram em cena Cassandra, a princesa e vidente que foi violada por Ájax Oileu no templo de Atena (o que gerou a revolta desta deusa contra os gregos, abordada no prólogo da tragédia), Andrômaca, mulher do herói troiano Heitor (morto por Aquiles), e Helena, esposa de Menelau, cujo rapto pelo príncipe troiano Páris foi a causa mítica da Guerra de Troia.
Encenada em 415 a.C. em Atenas, menos de um ano depois dos habitantes da ilha de Melos terem sido massacrados e escravizados pelos atenienses, a peça acabou se tornando um libelo contra as atrocidades da guerra, algo comentado desde Plutarco, no século II. A presente edição, bilíngue, traz a primorosa tradução de Trajano Vieira e textos críticos de Jean-Paul Sartre (que adaptou a peça após a guerra da Argélia) e do helenista britânico Chris Carey.
Sobre o autor
Eurípides nasceu por volta de 480 a.C. na ilha de Salamina, filho de Mnesarco, um proprietário de terras. Junto com Ésquilo e Sófocles foi um dos três grandes autores da tragédia clássica grega. Sua estreia num concurso teatral ocorreu em 455 a.C., ano da morte de Ésquilo. Das 93 peças que lhe são atribuídas, chegaram até nós dezenove, oito das quais datadas com precisão: Alceste (438 a.C.), Medeia (431 a.C.), Hipólito (428 a.C.), As Troianas (415 a.C.), Helena (412 a.C.), Orestes (408 a.C.), Ifigênia em Áulis e As Bacantes (405 a.C.). Três delas foram representadas postumamente em Atenas: Ifigênia em Áulis, Alcméon em Corinto e As Bacantes. Morreu em 406 a.C., na Macedônia, para onde teria se transferido a convite do rei Arquelau.
Sobre o tradutor
Trajano Vieira é doutor em Literatura Grega pela Universidade de São Paulo (1993), bolsista da Fundação Guggenheim (2001), com pós-doutorado pela Universidade de Chicago (2006) e na École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris (2009-2010), e desde 1989 professor de Língua e Literatura Grega no Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp, onde obteve o título de livre-docente em 2008. Tem se dedicado a verter poeticamente tragédias do repertório grego, como Agamêmnon (2007) e Sete contra Tebas (2018), de Ésquilo; Édipo Rei (2001) e Filoctetes (2009), de Sófocles; e Medeia (2010) e As Troianas (2021), de Eurípides. É também o tradutor das comédias Lisístrata, Tesmoforiantes (2011) e As Rãs (2014), de Aristófanes; do poema Alexandra, de Lícofron (2017); e da Ilíada (2020) e da Odisseia, de Homero (2011), entre outros. Suas versões do Agamêmnon e da Odisseia receberam o Prêmio Jabuti de Tradução.
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