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Variações em vermelho
e outros casos de Daniel Hernández

 

Rodolfo Walsh

Com o respaldo do Programa Sur de Apoio à Tradução

240 p. - 14 x 21 cm
ISBN 978-85-7326-482-1
2011 - 1ª edição
Edição conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

"Para os leitores dos anos 50, quando o mundo era jovem e menos urgente, Rodolfo Walsh era o autor de umas deslumbrantes novelas policiais, que eu lia em lentas ressacas dominicais numa pensão de estudantes." Gabriel García Márquez recorda assim sua leitura de Variações em vermelho.
         Publicado em 1953, quando Rodolfo Walsh tinha apenas 26 anos, este seu livro de estreia traz uma série de narrativas de enigma segundo a fórmula clássica inglesa, à Sherlock Holmes. O esquema é simples: há um crime obscuro, os agentes da lei não dão conta de descobrir o culpado, recorre-se a um terceiro, que desvenda a verdade. O detetive de Walsh, porém, não é um Chevalier, como Auguste Dupin; nem um criminologista autodidata, como Holmes; nem um padre, como Brown; muito menos um policial, como Maigret. Daniel Hernández é um humilde operário das letras, um revisor de livros.
         Essa pequena variação sobre o esquema clássico faz toda a diferença. Profissional da palavra, com a inteligência treinada pela prática do esclarecimento, Daniel, assim como seu homônimo bíblico, é capaz de decifrar escrituras, fazendo uso da "estranha capacidade de colocar-se simultaneamente em diversos planos" desenvolvida em seu ofício. Walsh, que também foi por muito tempo revisor, demonstra ter a mesma "estranha capacidade" ao nos entreter com estas charadas criminais que fizeram a delícia de García Márquez.


Sobre o autor
Rodolfo Jorge Walsh nasceu em 25 de janeiro de 1927, na província argentina de Neuquén. Atuou no campo literário primeiramente como tradutor e editor, mais tarde como jornalista e ficcionista - muitas vezes sobrepondo e fundindo essas atividades. Suas principais obras são os romances-reportagem Operación massacre (1957), Caso Satanowsky (1958) e ¿Quién mató a Rosendo? (1969), que o qualificam como precursor e expoente do new journalism, e os volumes de contos Los oficios terrestres (1965), Un kilo de oro (1967) e Un oscuro día de justicia (1973), nos quais a violenta beleza de sua prosa atinge seu ponto máximo. Deixou ainda uma série de contos policiais e duas peças de teatro, La granada e La batalla (ambas de 1965). Postumamente, parte de sua vasta produção jornalística foi reunida no volume El violento oficio de escribir (1995).

Walsh é também lembrado por sua vigorosa entrega à militância política, que marcou seus últimos dez anos de vida, quando aderiu à esquerda revolucionária peronista, chegando à liderança do movimento Montoneros. Para várias gerações de intelectuais, sua contundente "Carta aberta à Junta Militar", em que denunciou os crimes da ditadura instaurada em 1976, tornou-se um modelo de resistência aos regimes autoritários e de fé na força da palavra contra os desmandos do poder. Walsh foi assassinado por um comando militar em 25 de março de 1977, logo depois de postar cópias daquela carta a amigos e colaboradores ao redor do mundo.


Sobre os tradutores
Sérgio Molina nasceu em Buenos Aires em 1964 e mudou-se para o Brasil aos dez anos de idade. Estudou Ciências Sociais, Letras, Editoração e Jornalismo na USP. Começou a traduzir do espanhol em 1986 e verteu para o português mais de sessenta livros, de autores como Alejo Carpentier, Jorge Luis Borges, Ricardo Piglia, Roberto Arlt, Mario Vargas Llosa, Tomás Eloy Martínez, Ernesto Sabato, César Aira e Javier Cercas. Sua tradução para a primeira parte de D. Quixote foi premiada na 46º edição do Prêmio Jabuti (2004).

Rubia Prates Goldoni é doutora em Letras pela USP e tradutora, com cerca de quarenta títulos publicados. Foi professora de Literatura Espanhola e de Prática de Tradução na Unesp. Entre os autores que traduziu estão Federico García Lorca, Ricardo Piglia, Mario Benedetti, Jules Verne e Carmen Laforet. Em 2009, recebeu o Prêmio FNLJ Monteiro Lobato de Melhor Tradução Jovem, por Kafka e a boneca viajante, de Jordi Sierra i Fabra.


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