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Cartas a Theo
Tradução de Felipe Martinez
Organização de Jorge Coli, Felipe Martinez
Coleção Fábula
Dos primeiros tempos como aprendiz de marchand aos últimos dias de sua breve vida de pintor, Vincent van Gogh (1853-1890) manteve intensa correspondência com seu irmão Theo (1857-1891). São centenas de cartas, em que Van Gogh compartilha decisões e desesperanças; comenta as obras dos pintores que admira e os livros que lê; pede tubos de tinta e reclama da penúria material; mas sobretudo reflete, no calor da hora, sobre suas próprias telas, que por via da escrita se reapresentam aos nossos olhos com toda a vibração sensorial e espiritual que Van Gogh lhes imprimiu — e que a celebridade mercantil dos dias de hoje talvez lhes venha roubando. Traduzida diretamente dos originais em holandês e francês, esta seleção das Cartas a Theo oferece ao leitor brasileiro uma porta de entrada privilegiada para ingressar no universo do pintor — e para travar contato com um dos grandes textos que o século XIX nos legou.
Sobre o autor
Vincent van Gogh nasceu em 1853 em Zundert, na Holanda. No ano seguinte nasce seu irmão Theo. Em 1869 começa a trabalhar em Haia na galeria Goupil & Cie., da qual seu tio era sócio. Depois de empregos nas filiais de Bruxelas e Londres da galeria, é demitido em 1876. Em 1877, após experiências como professor e livreiro, decide seguir a carreira de pastor e começa a estudar para ser aprovado na universidade de teologia. Em 1878 consegue uma licença como pregador livre em Borinage, distrito de mineradores no norte da Bélgica. Com a licença cassada, decide se tornar artista. Após um período na Holanda, chega em 1886 em Paris para morar com o irmão Theo, que assumira a gerência da Goupil na capital francesa. Em 1887 passa a viver em Arles, no sul da França, onde, por alguns meses de 1888, hospeda o pintor Paul Gauguin. Com o rompimento da amizade e a partida de Gauguin, corta uma parte de sua orelha esquerda. Em 1889 decide se internar no asilo Saint Paul de Mausole, em Saint-Rémy-de-Provence. Ao longo do período, são constantes as crises nervosas que interrompem o trabalho do artista; mesmo assim, pinta cerca de 900 telas em seus nove últimos anos de vida. Em 1890 parte rumo a Auvers-sur-Oise para ser tratado pelo dr. Gachet. No mesmo ano, em julho, comete suicídio.
Sobre os organizadores
Jorge Coli é professor emérito da Universidade de Campinas e professor titular de História da Arte e da Cultura no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp. Graduou-se e fez seu mestrado em História da Arte pela Université de Provence, na França, e fez doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo. Especialista em arte do século XIX, tem vários livros publicados, entre eles Vincent van Gogh: a noite estrelada (Perspectiva, 2006), L'atelier de Courbet (Hazan, 2007) e a coletânea de ensaios O corpo da liberdade (Cosac Naify, 2010).
Sobre o tradutor
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