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Os ratos e o gato persa
Tradução de Beto Furquim
Ilustrações de Alex Cerveny
Coleção Infanto-Juvenil
ISBN 978-65-5525-244-6
O poeta persa Obeyd Zakani (1300-1371) é um dos escritores fundamentais do Oriente Médio, e sua obra mais famosa é Mush-o Gorbeh, aqui traduzida como Os ratos e o gato persa. Nesta fábula em versos rimados, pela primeira vez publicada no Brasil, temos a relação de um poderoso felino com o reino dos ratos, numa impiedosa sátira aos tiranos que, no passado e no presente, sempre se apresentam sob novos disfarces. Vertida ao português por Beto Furquim, que recriou os ritmos e a graça do original, a história é acompanhada pelos belos desenhos do artista Alex Cerveny, que encontrou o manuscrito utilizado como base para esta edição, e por um posfácio de Rodrigo Petronio, que aborda os principais aspectos da vida e obra de Zakani.
Sobre o autor
Considerado um dos principais nomes da poesia persa clássica, Obeyd (ou Ubayd) Zakani nasceu por volta de 1300, em Qazvin, no norte do atual Irã. Peregrinou pelas terras hoje cortadas pela fronteira entre Irã e Iraque, passando um tempo em Bagdá e fixando-se em Shiraz, um dos maiores centros de erudição da Pérsia. Ali trabalha na corte do xá Abu Eshaq Inju, a quem dedica grande parte de seus panegíricos. Em 1357, quando Abu Eshaq é derrotado e morto pelo tirano Mobarez-al-Din Mohammad, Obeyd é forçado a deixar a cidade, retornando apenas no reinado do xá Shoja (1364-1384), um patrono esclarecido e interessado nas artes e na ciência. Zakani falece em 1371, autor de uma vasta obra, como a Ética dos aristocratas, O livro da barba, O livro dos cem conselhos, A dissertação letífica, O livro das definições e o poema Os ratos e o gato, destacando-se de seus pares Omar Khayyam, Rumi, Saadi e Hafez pela irreverência e pela sátira impiedosa à hipocrisia dos costumes da época.
Sobre o tradutor
Beto Furquim é escritor, editor e cancionista. Reside em São Paulo, cidade onde nasceu e formou-se em Letras (USP) e Jornalismo (PUC). Autor do álbum musical independente Muito prazer (2008), também publicou livros de poesia, como Banhei minha mãe (2018) e Mascavo (2024) (ambos pela editora Laranja Original), e histórias infantis, como A barca do canoeiro (Panda Books, 2022) e O jabutiquinho na festa do céu (Editora 34, 2024).
Sobre o ilustrador
Alex Cerveny nasceu em São Paulo, em 1963, e é artista visual. De formação independente, sua trajetória artística é originária do desenho e da gravura, desdobrando-se posteriormente na pintura, cerâmica e bronze. Suas obras evocam um universo fantástico e exploram uma iconografia que articula referências históricas, cultura cotidiana e memórias pessoais. Participou da XXI Bienal de São Paulo em 1991, e, mais recentemente, expôs em mostras na Fondation Cartier pour l’art contemporain, Triennale Milano, Biennale of Sydney, Power Station of Art de Xangai e Gwangju Biennale. Em 2023, realizou a exposição individual Mirabilia na Pinacoteca de São Paulo, que reuniu mais de cem obras criadas durante seus quarenta anos de carreira.
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