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Esboço de minha vida política: memórias
Organização de Francisco Alambert
ISBN 978-65-80341-46-7
A família de Wenceslau Braz, que governou o país entre 1914 e 1918, sempre soube que ele deixara um manuscrito narrando diversas passagens de sua vida pública. Provavelmente iniciadas e concluídas na década de 1940, essas memórias, inéditas até agora, estão contidas em um caderno de capa dura e foram escritas, em grande parte, na Vila Maria, situada em Minas Gerais, na serra da Mantiqueira, onde Wenceslau mantinha uma casa de campo em área de sua antiga Fazenda Três Barras.
O texto começa com estas palavras: “Quero aqui lançar um rápido esboço de minha vida política, bem como alguns episódios, que julgo interessantes, para conhecimento de meus descendentes. Só para esse efeito, nada mais”.
Em sua narrativa, Wenceslau eclipsa muitas das grandes questões históricas e disputas políticas do período, mas descreve, certamente sem se dar conta, o passo a passo da política de compadrio, favorecimento e concentração de poder que marcou todo o período da Primeira República. Por outro lado, sua prosa discreta deixa entrever o caráter “surpreendentemente moderno” (expressão de Carlos Guilherme Mota) de sua visão social cristã, que atinava para “a veemente aspiração da população operária para um maior bem-estar, aspiração que concorda com a orientação dos dirigentes de todos os países cultos, voltados para a solidariedade humana”. O tom dessas memórias — fragmentadas, claramente interrompidas e retomadas ao longo dos anos — não é nem o vingativo nem o de prestação de contas. O narrador não quer desenhar ou redesenhar sua figura para a História. Não há motivos para crer que ele tenha arquitetado a publicação póstuma desses escritos. As páginas são dedicadas e destinadas à sua família, aos que vieram depois dele. Nelas, percebemos um tocante desejo de confissão. Um desejo de ser entendido, amado ou perdoado pelos seus. Esse estado confessional diz muito sobre o que não sabíamos de Wenceslau Braz.Sobre o autor
Wenceslau Braz (1868–1966) nasceu em São Caetano da Vargem Grande, atual Brazópolis, Minas Gerais, e morreu em Itajubá, no mesmo estado. Exerceu a presidência do Brasil entre 1914 e 1918, período marcado pela Primeira Guerra Mundial. Formado em direito pela Faculdade de Direito de São Paulo (atual Largo de São Francisco), teve longa trajetória ligada à política mineira, tendo sido também governador de Minas Gerais. Mesmo após deixar a presidência, manteve-se influente na política nacional.
Sobre o organizador
Francisco Alambert é professor de história da arte e história contemporânea na Universidade de São Paulo. Também crítico de arte, colabora em diversos jornais e revistas. É autor de vários livros, entre eles Bienais de São Paulo: da era do museu à era dos curadores (2004, prêmio Jabuti 2005) e História, arte e cultura: ensaios (2020). É conselheiro da Fundação Bienal de São Paulo.