Editora 34

Dom Quixote II (edição de bolso)

Edição de bolso com texto integral

Miguel de Cervantes

Tradução de Sérgio Molina

Apresentação de Maria Augusta da Costa Vieira

Coleção Clássicos

760 p. — 13.5 x 18 cm
ISBN 978-85-7326-458-6
2010 — (3º edição - 2019)
Edição conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa
Poucos livros são tão amados como D. Quixote de La Mancha. Uma enquete mundial realizada em 2002 junto a uma centena de grandes escritores entre eles Salman Rushdie, Nadine Gordimer, V. S. Naipaul, Wole Soyinka, Paul Auster, Orham Pamuk apontou-o, disparado, como o melhor da história da literatura.
Difícil saber ao certo como ele consegue a façanha de ser tão amado quatrocentos anos depois de escrito, seduzindo multidões de leitores a cada nova geração. Italo Calvino nos dá algumas pistas da magia em seu Por que ler os clássicos. Tudo aquilo que, segundo o escritor italiano, define esse fenômeno do espírito humano conhecido como "clássico" cai como uma luva em D. Quixote: é um livro inesquecível, conhecido até por quem não o leu. Uma obra que nunca acaba de mostrar o que tem a dizer, cabendo a cada leitor um novo grão de descoberta, e que sempre oferece uma surpresa em relação à imagem que tínhamos dele. Uma enorme riqueza não só para quem o leu e amou, e se delicia a cada nova releitura, mas também para quem o guarda para um momento mais propício.

Sobre o autor
Acredita-se que Miguel de Cervantes tenha nascido em 1547, em Alcalá de Henares, perto de Madri. Apesar do gosto pelas letras, tenta a sorte alistando-se numa companhia de soldados. Em 1571 participa da célebre batalha de Lepanto, quando perde a mão esquerda. Em 1575 o navio em que viaja de volta à Espanha é aprisionado pelos turcos e conduzido para Argel, onde permanece preso por cinco anos à espera de resgate. Começa então a redigir a composição pastoral A Galateia, publicada anos depois. De regresso à Espanha em 1580, vive em Valência, Madri e Toledo. Em 1584 casa-se com Catalina de Salazar, arrumando em seguida um trabalho como comissário na coleta de impostos, o que lhe acarreta suspeitas na prestação de contas e três prisões; uma delas em Sevilha, onde teria concebido o D. Quixote. Em 1601 a corte muda-se para Valladolid, e Cervantes transfere-se para lá com a família em busca de favores. Publica o D. Quixote em 1605, obra que teve um sucesso imediato, sendo reimpressa seis vezes naquele ano. Em 1613 lança suas Novelas exemplares, e em 1615 a segunda parte do Quixote. Nesse meio-tempo edita o livro de poemas Viagem do Parnaso (1614) e Oito comédias e entremezes (1615). Em 1616 ingressa na Ordem Terceira de São Francisco, com votos de pobreza e humildade, e morre em 22 de abril desse ano, em Madri. No ano seguinte é publicada sua última obra, o romance Os trabalhos de Persiles e Sigismunda.

Sobre o tradutor
Sérgio Molina nasceu em Buenos Aires em 1964 e mudou-se para o Brasil aos dez anos de idade. Estudou Ciências Sociais, Letras, Editoração e Jornalismo na USP. Começou a traduzir do espanhol em 1986 e verteu para o português mais de sessenta livros, de autores como Alejo Carpentier, Jorge Luis Borges, Ricardo Piglia, Roberto Arlt, Mario Vargas Llosa, Tomás Eloy Martínez, Ernesto Sabato, César Aira e Javier Cercas. Sua tradução para a primeira parte de D. Quixote foi premiada na 46º edição do Prêmio Jabuti (2004).

Veja também
Fausto II
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Johann Wolfgang von Goethe