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Medeia

 

Eurípides

Tradução de Trajano Vieira
Introdução e notas do tradutor

192 p. - 14 x 21 cm
ISBN 978-85-7326-449-4
2010 - 1ª edição
Edição conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

Tendo por base um antigo mito grego, a Medeia de Eurípides (c. 480-406 a.C.) narra a vingança da altiva Medeia contra Jasão, depois que este - após ter conquistado o Velo de Ouro com sua ajuda - a rejeita para desposar a filha do rei de Corinto. Encenada pela primeira vez em 431 a.C., no concurso teatral das Grandes Dionísias em Atenas, a peça obteve apenas o terceiro e último lugar.
     Tal resultado refletia não uma suposta inferioridade da tragédia, mas a incompreensão do público diante de um autor que constantemente subverteu forma e conteúdo tradicionais da poesia trágica. A posteridade, no entanto, soube enxergar nesse elemento subversivo um forte aspecto de modernidade: ao deslocar o foco do coletivo para o individual, introduzindo aí os motivos da psicologia humana e dando relevo inédito às personagens femininas, a obra de Eurípides se tornaria um dos pilares da dramaturgia moderna - e a figura de Medeia, uma das mais marcantes de toda a literatura.
     O famoso texto de Eurípides - que inspirou numerosas obras, em diferentes épocas, de Sêneca a Pier Paolo Pasolini, passando por Chaucer, Corneille, Jean Anouilh, Heiner Müller, Lars von Trier, Christa Wolf e, entre nós, Chico Buarque e Paulo Pontes, com a peça Gota d'água (1975) - chega agora ao leitor brasileiro em edição bilíngue na apurada tradução de Trajano Vieira, que procurou captar todos os ritmos, as nuances e os traços de modernidade estilística do original.


Sobre o autor
Eurípides nasceu por volta de 480 a.C. na ilha de Salamina, filho de Mnesarco, um proprietário de terras. Sua estreia num concurso trágico ocorreu em 455 a.C., ano da morte de Ésquilo. Das 93 peças que lhe são atribuídas, chegaram até nós dezoito, oito das quais datadas com precisão: Alceste (438 a.C.), Medeia (431 a.C.), Hipólito (428 a.C.), As Troianas (415 a.C.), Helena (412 a.C.), Orestes (408 a.C.), Ifigênia em Áulis e As Bacantes (405 a.C.). Três foram representadas postumamente em Atenas: Ifigênia em Áulis, Alcméon em Corinto e As Bacantes. Morreu em 406 a.C., na Macedônia, para onde havia se transferido a convite do rei Arquelau.



Sobre o tradutor
Trajano Vieira é doutor em Literatura Grega pela Universidade de São Paulo e professor de Língua e Literatura Grega na Unicamp, onde obteve o título de livre-docente em 2008. Além de ter colaborado, como organizador, na tradução realizada por Haroldo de Campos da Ilíada de Homero (2002), tem se dedicado a verter poeticamente tragédias do repertório grego, como Édipo Rei (2001) e Filoctetes (2009), de Sófocles; Agamêmnon (2007) e Os Persas (2013), de Ésquilo; e Medeia (2010) e Héracles (2014), de Eurípides. Trajano é também o tradutor das comédias Lisístrata e Tesmoforiantes de Aristófanes (2011), da Odisseia de Homero (2011) e da coletânea Lírica grega, hoje (2017). Suas versões do Agamêmnon e da Odisseia receberam o Prêmio Jabuti de Tradução.



Veja também
Filoctetes
Fausto I
Uma tragédia
Inferno

 


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