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Memórias de um caçador

 

Ivan Turguêniev

Tradução de Irineu Franco Perpetuo

488 p. - 14 x 21 cm
ISBN 978-85-7326-543-9
2013 - 1ª edição; 2017 - 2ª edição
Edição conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

Nascido e criado no meio aristocrático rural, Ivan Turguêniev (1818-1883) passou a maior parte de sua vida no exterior, onde travou contato com alguns dos grandes nomes da literatura e da cultura europeia. Mas esse distanciamento não o impediu de criar um dos mais tocantes e profundos retratos da antiga Rússia, as Memórias de um caçador.
Nestas páginas, povoadas por camponeses iletrados e proprietários de dureza implacável, a exuberância da natureza é sempre contraposta à injustiça da servidão, denunciada de maneira sutil, porém contundente. Não à toa, quando publicados pela primeira vez num só volume em 1852, os 25 contos aqui reunidos renderam a seu autor fama imediata nos círculos liberais e, por conseguinte, a fúria do regime tsarista, que o condenou a prisão domiciliar. No entanto, com o passar dos anos, o livro acabaria por se tornar uma peça fundamental no processo de emancipação dos servos.
No Ocidente, a reputação de Turguêniev também cresceu, graças, sobretudo, a seus romances - entre eles Rúdin (1856) e Pais e filhos (1862). Na Rússia, seu legado como contista é igualmente importante: a delicadeza de suas narrativas curtas ressoa em algumas das melhores páginas de Búnin, Kuprin ou Tchekhov. Até mesmo Tolstói, em seu diário de juventude, confessa: "li as Memórias de um caçador de Turguêniev, e como é difícil escrever depois dele".


Sobre o autor
Ivan Turguêniev nasceu em 1818, em Oriol, na Rússia. De família aristocrática, viveu até os nove anos na propriedade dos pais, Spásskoie, e em seguida estudou em Moscou e São Petersburgo. Em 1838, mudou-se para Berlim, onde frequentou cursos de filosofia, letras clássicas e história. Em 1843, conheceu o grande crítico literário Bielínski. Influenciado por suas ideias, Turguêniev começou então a publicar contos inspirados pela estética da Escola Natural, depois reunidos em Memórias de um caçador (1852), coletânea que obteve enorme sucesso na Rússia e na Europa. Na época, conheceu a cantora de ópera Pauline Viardot, casada com o diretor de teatro Louis Viardot; mais tarde, mudou-se para a casa dos Viardot em Paris. Durante sua permanência na França, tornou-se amigo de escritores como Flaubert e Zola. Nos anos 1850 escreveu diversas obras em prosa, entre elas Ássia (1858) e Ninho de fidalgos (1859). Lançou seu primeiro romance, Rúdin, em 1856. Em 1860 escreveu a novela Primeiro amor e, dois anos depois, publicou Pais e filhos (1862), romance considerado hoje um dos clássicos da literatura mundial. Abalado pela polêmica que a obra suscitou na Rússia - acusada de incitar o niilismo -, o autor se estabeleceu definitivamente na França. Consagrado como um dos maiores escritores russos, ao lado de Dostoiévski e Tolstói, e autor de vasta obra que inclui teatro, poesia, contos e romances, Ivan Turguêniev faleceu na cidade de Bougival, próxima a Paris, em 1883.


Sobre o tradutor
Irineu Franco Perpetuo é jornalista, colaborador da revista Concerto e do jornal Folha de S. Paulo, e jurado do programa "Prelúdio", da TV Cultura. É autor de Populares e eruditos (com Alexandre Pavan, Invenção, 2001), Cyro Pereira, maestro (DBA, 2005), História da música clássica (Livro Falante, 2009), O futuro da música depois da morte do CD (com Sérgio Amadeu da Silveira, Momento Editorial, 2009), Alma brasileira: a trajetória de Villa-Lobos (Livro Falante, 2010) e Chopin: o poeta do piano (Livro Falante, 2012). Traduziu, diretamente do russo, Pequenas tragédias (Globo, 2006) e Boris Godunov (Globo, 2007), de Aleksandr Púchkin.



Veja também
O cão fantasma
Rúdin
Nova antologia do conto russo (1792-1998)
Organização de Bruno Barretto Gomide

 


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