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O duelo

 

A. P. Tchekhov

Tradução de Marina Tenório

176 p. - 14 x 21 cm
ISBN 978-85-7326-580-4
2014 - 1ª edição; 2018 - 2ª edição
Edição conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

Retratada por Turguêniev em Rúdin e Pais e filhos, e por Gontchárov em Oblómov, a figura do "homem supérfluo" - o intelectual provindo da classe média que começa a despontar nos anos 1860, mas ainda sem lugar numa cultura fortemente conservadora - é aqui retomada por Tchekhov e, de maneira brilhante, conjugada a outro tema recorrente na literatura do período, o duelo, prática comum na Rússia do século XIX, que provocou a morte de alguns dos maiores escritores da época, como Púchkin e Liérmontov.
Mas há muitos duelos neste Duelo. Há o duelo silencioso entre dois amantes que talvez não se amem mais. Há o duelo ideológico entre dois homens que habitam polos opostos da existência. Há o duelo entre o desejo de liberdade e a moral estreita na cidade provinciana. Há o eterno duelo individual entre sonho e realidade, que cinde o protagonista e o leva a pôr em risco a própria vida. E há, por trás de tudo isso, o gênio de Tchekhov, em plena maturidade, travando um duelo íntimo entre a forma curta do conto e a narrativa mais longa, que alcança aqui um dos pontos mais altos em sua obra.


Sobre o autor
Anton Pávlovitch Tchekhov nasce em Taganrog, sul da Rússia, em 1860. Em 1879, ingressa na Faculdade de Medicina de Moscou e passa a publicar pequenos textos em periódicos da cidade. Obtém o diploma em 1884 e começa a trabalhar como médico, mas sua fama como escritor e contista cresce continuamente, e em 1886 torna-se colaborador da revista Nóvoie Vrêmia. A montagem de sua peça A gaivota, em 1898, por Stanislavski, obtém grande êxito, o que leva o Teatro de Arte de Moscou a encomendar outras peças para o autor. Surgem então Tio Vânia (1897), Três irmãs (1901) e O jardim das cerejeiras (1904). Em 1898 adquire uma vila em Ialta, na Crimeia, onde se estabelece para cuidar de uma tuberculose. Ali escreve um de seus mais famosos contos, "A dama do cachorrinho" (1899). Em maio de 1901, casa-se com a atriz Olga Knipper, que vivia em Moscou. Junto com ela, viaja três anos depois a Badenweiler, na Alemanha, para tratar sua doença, mas acaba falecendo nesta cidade em 15 de julho de 1904.


Sobre a tradutora
Marina Tenório nasceu em Moscou, numa família russo-brasileira, e passou a infância e a adolescência entre os dois países. Graduou-se em direito pela USP e estudou teatro em Moscou, onde se formou com o diretor Anatoli Vassíliev. Nesse período, trabalhou também com o coreógrafo e dançarino japonês Min Tanaka. Mais tarde, concluiu o mestrado em coreografia pela HZT, em Berlim. Atualmente, desenvolve trabalhos próprios em dança e teatro e dedica-se à tradução literária. Traduziu diretamente do russo a novela O duelo, de A. P. Tchekhov (Editora 34, 2014).



Veja também
A dama do cachorrinho
e outros contos
O beijo e outras histórias
e outras histórias
Três anos

 


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