Editora 34
Áreas de Interesse

História

36 títulos

Aquiles ou Ulisses?
Tradução de Cecília Ciscato
Coleção Fábula
Projeto gráfico de Raul Loureiro

Helenista de mão-cheia e autor de uma “biografia” de Homero, Pierre Judet de La Combe nos propõe uma pergunta: Aquiles ou Ulisses? Aos poucos, porém, vamos percebendo que os protagonistas da Ilíada e da Odisseia não são dois personagens quaisquer, pois cristalizam valores centrais e antitéticos para os gregos da Antiguidade. Falar de Aquiles e Ulisses equivale a penetrar no coração de uma cultura que, por mais familiar que nos pareça, é afinal de contas muito remota. É preciso paciência para decifrá-la, à maneira do arqueólogo que interroga ruínas e fragmentos: o que é, para os antigos, um herói? O que significam para eles, e para nós, a força de Aquiles e a astúcia de Ulisses?

Aproximações
Estudos de história e historiografia
Apresentação de Pedro Puntoni
Aproximações reúne os principais ensaios, artigos, prefácios e resenhas de um grande mestre dos historiadores brasileiros, Fernando A. Novais, professor emérito da Universidade de São Paulo. Organizados com a supervisão do próprio autor, estão aqui reunidos, como diz o subtítulo, “estudos de história e historiografia”, publicados entre 1957 e 2000. Neles, o leitor poderá conhecer desde a formulação das ideias presentes no clássico livro Portugal e Brasil na crise do Antigo Sistema Colonial (1979) até as análises das trajetórias de figuras-chave como Capistrano de Abreu, Caio Prado Jr., Sérgio Buarque e Celso Furtado. Fechando o volume, uma montagem de cinco longas entrevistas com o autor que, segundo Laura de Mello e Souza, “é um dos momentos mais altos de Aproximações, quando o historiador e o professor se alternam para deixar registrado o brilho do raciocínio em desenvolvimento”.
O primeiro volume da Coleção Formadores do Brasil traz os mais importantes escritos de Feijó (1748-1843), o regente do Império, e inclui uma introdução de Jorge Caldeira que faz uma interpretação original da importância deste político para nosso país. Padre, inimigo do celibato, liberal radical, Feijó foi o primeiro chefe do Executivo escolhido em eleição nacional. “A história do Brasil sai de seus arquivos para chegar à casa dos cidadãos.” (Renata Saraiva, O Estado de S. Paulo)
Tendo iniciado carreira no Partido Conservador e passando depois para o lado liberal, Zacarias de Góis e Vasconcelos(1815-1877) foi uma das principais figuras do cenário político no Segundo Reinado. Este volume traz sua obra Da natureza e limites do poder Moderador — que propunha limites ao poder do monarca, causando grande polêmica, uma vez que era então o auge do poder de d. Pedro II — além de discursos parlamentares acerca de temas fundamentais do período.
Clássico da historiografia brasileira, publicado originalmente em 1979, Portugal e Brasil na crise do Antigo Sistema Colonial situa a colonização do Brasil como parte complementar das economias centrais na expansão do capitalismo comercial, criando uma estrutura sócio-econômica específica, baseada na monocultura e no escravismo. No final do século XVIII, no entanto, o sistema entra em crise, quando o capitalismo comercial se esgota nos países centrais para se transmutar em capitalismo industrial, dinâmica contraditória que estará na base da formação do Brasil como nação independente.
Como se revoltar?
Tradução de Cecília Ciscato
Projeto gráfico de Raul Loureiro
Na breve conferência Como se revoltar?, Patrick Boucheron aborda o tema da insurgência social de um ponto de vista inesperado: o da época medieval. Mais do que uma idade das trevas, de crença cega e opressão brutal, o período é também pródigo de figuras irreverentes e rebeldes, como Robin Hood e Ivanhoé, e de revoltas religiosas e insurreições camponesas. Recontando alguns desses fatos, o historiador francês nos convida a visitar uma outra Idade Média, fascinante, contraditória e cheia de alertas e sugestões para os tempos presentes - pois, para ele, "a história é uma arte da emancipação".
Rei do Congo
A mentira histórica que virou folclore
José Ramos Tinhorão aborda neste estudo inédito as relações entre três momentos históricos distintos: a busca dos reinos europeus, desde o século XII, por um aliado cristão na retaguarda do império muçulmano; a conquista da África Ocidental pelos portugueses na Era dos Descobrimentos; e o aparecimento da festa popular da congada no Brasil, no final do século XVII. Como peça-chave que articula esses elementos, o autor analisa a figura do Rei do Congo, criação artificial da diplomacia portuguesa que, em 1491, transformou em reino cristão, nos moldes europeus, as tribos da primeira região da costa atlântica africana livre da influência islâmica.
O impeachment de Fernando Collor
Sociologia de uma crise
Coedição com o Programa de Pós-Graduação em Sociologia da FFLCH-USP
Prêmio ANPOCS 2016 de Melhor Obra Científica
Indisponível Avise-me saiba mais
O livro apresenta uma rigorosa análise da dinâmica do processo político que levou Fernando Collor, o primeiro presidente eleito por voto direto após a redemocratização, em 1989, a ser deposto apenas três anos depois. O autor analisa, passo a passo - numa narrativa que se lê quase como um thriller político -, as estratégias da oposição, formada por entidades da sociedade civil e uma coalizão partidária liderada por PT, PSDB e PMDB, para levar Collor à sua destituição constitucional, assim como as diversas manobras do governo para tentar se manter no poder. Num momento em que a questão do impeachment volta ao centro das atenções no Brasil, este ensaio traz uma contribuição lúcida e esclarecedora ao tema.
Das migrações dos povos indígenas na época pré-cabralina até os governos de FHC, Lula e Dilma, esta premiada História do Brasil: uma interpretação - agora em edição revista e atualizada - abarca toda a trajetória do país unindo visão crítica, capacidade de síntese e um olhar renovado sobre a nossa história. O livro acompanha passo a passo os fatos e personagens que marcaram a nação, na Colônia, no Império e na República, e oferece ao leitor uma discussão aprofundada sobre os impasses de nosso desenvolvimento e a persistência de formas de pensar que têm impedido a real modernização da sociedade brasileira.
A Rosa Branca
Organização de Juliana P. Perez, Tinka Reichmann
Posfácio de Rainer Hudemann
Obra publicada com o apoio do Goethe-Institut
Este livro conta a trajetória do movimento A Rosa Branca, formado por estudantes da Universidade de Munique que, por meio da redação e distribuição de panfletos, teve a coragem de contestar o regime nazista. Combinando memórias familiares com a transcrição dos folhetos originais e testemunhos da época, a autora narra a tomada de consciência de seus irmãos Hans e Sophie Scholl, bem como dos outros membros do grupo, que ousaram afirmar sua resistência contra o nacional-socialismo, até serem capturados e sumariamente condenados à morte em 1943. Além de documentos inéditos, a presente edição inclui uma apresentação de Juliana P. Perez e Tinka Reichmann, da Universidade de São Paulo, e um posfácio do historiador alemão Rainer Hudemann escrito especialmente para o leitor brasileiro.
Felipe Faria nasceu em 1964, na cidade de Santos. Realizou sua graduação em biologia, em 2003, na Universidade Federal de Santa Catarina, instituição na qual também obteve os títulos de mestre na área de biologia vegetal, em 2005, e doutor em ciências humanas, em 2010. É membro do grupo de pesquisa "Paleoinvertebrados e Icnofósseis do Brasil", sediado na UFRJ, onde desenvolve pesquisas sobre a história da paleontologia brasileira e as coleções geopaleontológicas do Museu Nacional.
Novo livro de Antonio Risério, em que, segundo o historiador Carlos Guilherme Mota, afirma-se um novo intérprete do Brasil. Com a mão livre de ensaísta-poeta e o pensamento vivo de intelectual atuante, Risério analisa aqui, em perspectiva histórica e antropológica, a hipótese das "cidades" indígenas pré-cabralinas na Amazônia, a implantação do modelo urbanístico ibérico na América, a influência africana e das migrações modernas na configuração urbana, o sonho de Brasília em sua relação com a tradição e com as vanguardas artísticas, a situação atual de nossas cidades e seus possíveis horizontes no século XXI.