Editora 34
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Música

47 títulos

Nascido em 1942, Gilberto Gil Passos Moreira é hoje reconhecido mundialmente como um dos maiores nomes da música brasileira, uma figura adorada por multidões, capaz de lotar estádios e até ser tema de um reality show. Este novo livro de Tom Cardoso, experiente jornalista e autor de perfis de Nara Leão, Caetano Veloso e Chico Buarque, busca captar as múltiplas facetas deste artista genial — não com um estudo exaustivo de sua biografia e produção fonográfica, mas sim por meio de seis capítulos temáticos em que são habilmente entrelaçados, num vaivém cronológico, os fatos mais polêmicos e significativos que moldaram a personalidade do músico. Nem tanto esotérico assim: seis vezes Gil traz ainda a discografia completa do artista e uma rica iconografia.

Águas de março
Sobre a canção de Tom Jobim
Organização de Milton Ohata
Ensaios de Augusto Massi, Arthur Nestrovski e Walter Garcia

Depoimentos de Tom Jobim

Fotografias de Ana Lontra Jobim

“O samba mais bonito do mundo”, segundo Chico Buarque, “Águas de março”, a canção de Tom Jobim composta em 1972, é a obra-prima desse compositor que fez a música popular brasileira ser admirada no mundo inteiro. Todos conhecem seu início, “É pau, é pedra, é o fim do caminho...”, mas qual o seu segredo? Os três ensaios aqui reunidos buscam desvendar a conjunção de elementos que a tornam tão fascinante: elementos musicais, poéticos, que remetem à biografia de Tom e às fontes de nossa cultura em que bebeu. Assinados por Augusto Massi, Arthur Nestrovski e Walter Garcia, os textos formam uma sequência que vai adensando passo a passo nosso entendimento da canção. Completam o volume uma reconstituição da gravação original da música, dois depoimentos de Tom Jobim, imagens de Poço Fundo (o lugar onde “Águas de março” nasceu) pelas lentes de Ana Lontra Jobim, além de fotos e impressos de época.

Celebrando as oito décadas de vida de Chico Buarque, o jornalista André Simões analisa neste livro 80 canções do compositor, traçando um painel representativo de toda a sua carreira, de “Pedro pedreiro” (1965) a “Que tal um samba?” (2022). Cada um dos breves capítulos mantém a ideia central de que a canção — a combinação de letra e música — é uma forma artística única, diversa da poesia e das criações instrumentais. As análises consideram também elementos como arranjo, interpretação, contexto histórico e recepção, sem abrir mão de uma linguagem acessível, com sabor de crônica, que fazem com que a experiência de audição das composições de Chico se torne ainda mais rica e prazerosa. O volume inclui ainda vasta iconografia dos álbuns e a discografia completa do artista.

Um dos grandes nomes da MPB, o carioca Francis Hime, nascido em 1939, chega a seis décadas de carreira sem sinais de diminuir o ritmo. A abrangência de seu trabalho inclui as atividades de compositor, cantor, instrumentista, arranjador, regente e produtor, e uma multiplicidade de parceiros, como Chico Buarque (“Atrás da Porta”, “Passaredo”, “Trocando em Miúdos” e “Vai Passar” são alguns dos sucessos da dupla), além de Vinicius de Moraes, Ruy Guerra, Paulo César Pinheiro, Olivia Hime, Cacaso, Geraldo Carneiro e muitos outros. Este livro combina um ensaio sobre a arte de Francis Hime, escrito pelo jornalista André Simões, com uma longa entrevista em que o compositor repassa toda a sua carreira e os detalhes de seu processo criativo. O volume se completa com uma rica iconografia, com mais de 150 imagens, e discografia e musicografia completas do artista.
Nova edição, revista e ampliada, da biografia de Baden Powell (1937-2000), um dos maiores instrumentistas que o mundo conheceu. Nascido em Varre-e-Sai (RJ) e criado no subúrbio carioca de São Cristovão, ainda menino passou a se apresentar no rádio e acompanhar ao violão grandes cantores da época. Em 1963, após participar do nascimento da bossa nova, embarcou com a cara e a coragem para Paris, desenvolvendo praticamente toda a sua carreira internacional na França e na Alemanha, com um repertório amplo, que vai do samba ao clássico, do popular ao jazz, e que inclui composições próprias como “Samba da Bênção”, com Vinicius de Moraes, e “Lapinha”, com Paulo César Pinheiro, seus dois grandes parceiros.
Raphael Rabello
O violão em erupção
Prefácio de Zuza Homem de Mello
Apoio: Rumos Itaú Cultural
Esta biografia do violonista carioca Raphael Rabello (1962-1995) conta a meteórica trajetória de um dos maiores instrumentistas que este país já conheceu. Ainda muito jovem ele se tornou um dos principais músicos de estúdio e acompanhantes de shows de nossa MPB, partindo em seguida para a carreira solo com o disco Rafael Sete Cordas em 1982 e assinando álbuns em parceria com Radamés Gnattali, Ney Matogrosso, Paulo Moura, Elizeth Cardoso e Dino 7 Cordas, entre outros, até sua precoce e trágica morte aos 32 anos. Escrito pelo jornalista Lucas Nobile, o livro traz ainda listagens completas de todas as gravações e composições de Raphael, além de dezenas de imagens inéditas deste músico que revolucionou a técnica do violão no Brasil.
Copacabana
A trajetória do samba-canção (1929-1958)
Coedição com Edições Sesc
Novo livro de Zuza Homem de Mello, fruto de mais de dez anos de pesquisas, Copacabana documenta a história completa de um dos gêneros mais importantes da música popular brasileira: o samba-canção. Surgido no teatro de revista em 1929, ele foi o gênero de maior sucesso entre 1946 e 1958, época em que boa parte do meio artístico migrou dos cassinos para as boates de Copacabana, bairro-ícone do Rio de Janeiro. Um dos gêneros prediletos de compositores como Ary Barroso, Caymmi, Lupicínio e Tom Jobim, o samba-canção modernizou nossa música e conquistou o público nas vozes de Dick Farney, Dolores Duran, Angela Maria, Nelson Gonçalves e Maysa, entre muitos outros. Estudo amplo, profundo e fartamente ilustrado, este livro tem mais uma qualidade essencial: ele nos faz reviver uma época áurea do Rio de Janeiro, guiados pelo texto vibrante e caloroso do autor, um dos maiores conhecedores de música em nosso país.
Música e cultura popular reúne dezesseis textos do crítico e historiador José Ramos Tinhorão, quase todos inéditos em livro, escritos entre a década de 1970 e os anos 2000. Destaca-se a série de artigos antológicos sobre as origens do samba e do choro publicados em fascículos da Editora Abril, além de textos sobre temas variados, como as anotações de Mário de Andrade sobre os discos que ouvia, e a representação da mulher trabalhadora nas letras de canções brasileiras a partir dos anos 1930. Fecha a coletânea um belo perfil biográfico de Ismael Silva (1905-1978), absolutamente inédito, baseado em entrevistas com o grande compositor do Estácio.
A canção no tempo
85 anos de músicas brasileiras (Vol. 2: 1958-1985)
A canção no tempo apresenta a história de nossa música popular por meio de suas composições mais representativas. Este segundo volume começa com o surgimento da bossa nova, em 1958, e se estende até 1985, passando por movimentos como a Jovem Guarda e o tropicalismo. No período se consagraram os grandes nomes da moderna MPB: Tom, Vinicius e João Gilberto (a santíssima trindade da bossa nova); Edu Lobo, Elis, Chico Buarque, Nara, Caetano, Gil, Bethânia, Gal, Milton Nascimento e Paulinho da Viola (surgidos na era dos festivais); Roberto e Erasmo Carlos (egressos da Jovem Guarda); Cartola e Nelson Cavaquinho (velhos sambistas redescobertos); e uma vertente mais pop que inclui Jorge Ben, Mutantes, Novos Baianos, Tim Maia, Raul Seixas, chegando até Renato Russo e Cazuza. Esta edição, revista e ampliada, traz 30 novas composições em destaque, totalizando 341 canções comentadas no volume.
A canção no tempo
85 anos de músicas brasileiras (Vol. 1: 1901-1957)
A canção no tempo - Vol. 1 relaciona, classifica e analisa as canções que o povo brasileiro consagrou entre os anos de 1901 e 1957. É, pode-se dizer, a história da música popular brasileira na primeira metade do século XX contada por suas canções de maior sucesso - das modinhas e lundus de Eduardo das Neves, Cadete e Baiano, das obras de Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth e Pixinguinha, passando pela fase áurea do rádio com Francisco Alves, Ary Barroso, Lamartine Babo, Carmen Miranda, Ataulfo Alves, Noel Rosa e Dorival Caymmi, entre muitos outros, até as composições pré-bossa nova de Dolores Duran, Luís Bonfá e Tom Jobim na década de 1950. Esta edição, revista e ampliada, traz 21 novas composições em destaque, totalizando 288 canções comentadas no volume.
BRock
O rock brasileiro dos anos 80
Indisponível Avise-me saiba mais
Escrito entre 1992 e 1995, este livro - agora em nova edição, revista - fez o primeiro balanço, praticamente no calor da hora, da nova geração do rock brasileiro surgida nos anos 80. Com uma linguagem ágil, de quem conhece o assunto, Arthur Dapieve mostra que artistas como Renato Russo e Cazuza, e bandas como Blitz, Titãs, Paralamas e Ultraje tornaram-se porta-vozes da juventude que procurava alternativas à encarquilhada MPB e lutava por liberdade nos estertores da ditadura militar.
O samba agora vai...
A farsa da música popular no exterior
Lançamento na Flip 2015
O título deste livro foi inspirado em um samba de 1946, cuja letra, carregada de ironia, diz: "O samba agora vai/ Já tem passagem de avião/ O samba agora vai/ Se despedir do barracão/ Já não fala mais de pão com banana/ Só se passa pra Miami de Copacabana". Em O samba agora vai..., o livro - lançado em 1969 e agora revisto e atualizado -, Tinhorão redigiu uma verdadeira "história da música brasileira no exterior", do século XVIII ao XXI, mostrando a crescente descaracterização da nossa música popular no afã de ser aceita no estrangeiro, e contrapondo a ilusão dos artistas brasileiros de "vencer no exterior" às imposições da indústria cultural dos países mais desenvolvidos.