Editora 34
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Arte

27 títulos

O dia e a noite (cadernos, 1917-1952)
Tradução de Samuel Titan Jr.
Texto em apêndice de Brassaï

Ao ler O dia e a noite, Roberto Bolaño não hesitou: os aforismos de Georges Braque formam “um livro precioso”. Pois Braque, protagonista maior da pintura moderna, foi também homem de letras. Redigidos ao longo de décadas e publicados depois da Segunda Guerra Mundial, seus aforismos são fruto de uma lenta decantação verbal de sua experiência — e também de um longo diálogo com grandes poetas como Pierre Reverdy e René Char. Seus pensamentos vão das fórmulas oraculares aos apontamentos sibilinos, sem nunca se deixarem reduzir a um sistema doutrinário: afinal de contas, “o conformismo começa pela definição” e é preciso “ter sempre duas ideias, uma para destruir a outra”. Com texto de orelha de Paulo Pasta, esta edição de O dia e a noite é ilustrada com desenhos e caligrafias do próprio Braque e acompanhada de um ensaio do fotógrafo e escritor Brassaï, “Georges Braque”, inédito em português.

Rever Debret
<em>Colônia — Ateliê — Nação</em>
Tradução de Samuel Titan Jr.
Projeto gráfico de Raul Loureiro
Durante os quinze anos que viveu no Rio de Janeiro, entre 1816 e 1831, Jean-Baptiste Debret, um filho da Revolução Francesa, teve existência dupla: serviu dom João VI e dom Pedro I, e, ao mesmo tempo, registrou em inúmeros desenhos e aquarelas o que via nas ruas daquela cidade tropical, violenta e escravocrata. De volta à França, publicou Viagem pitoresca e histórica ao Brasil, obra recusada pela Biblioteca Imperial pelo que revelava de nossa sociedade. Em Rever Debret, Jacques Leenhardt, diretor de pesquisas da EHESS em Paris, convida-nos a revisitar a produção deste artista, bem como sua longa e atribulada fortuna entre nós. Agora, em pleno século XXI, pela crítica e paródia de jovens artistas ameríndios e afro-brasileiros, inspirados em sua obra, vão se plasmando novas formas de imaginar nossa nação em uma perspectiva livre da sombra colonial.
Conversas com Cézanne
Tradução de Julia Vidile
Posfácio de Paulo Pasta
Este livro reconstitui — por meio de entrevistas, depoimentos e artigos compilados e anotados por Michael Doran, do Courtauld Institute, de Londres — um dos momentos-chave da história da arte: o período em que Paul Cézanne (1839-1906), recluso em Aix-en-Provence, no sul da França, em seus últimos anos de vida, recriou as bases da pintura ocidental. Trazendo os principais testemunhos daqueles que conviveram com o artista entre 1894 e 1906, como Maurice Denis, Émile Bernard, Joachim Gasquet e Ambroise Vollard, incluindo cartas do próprio Cézanne, o volume registra não só as ideias do pintor (“Tudo na natureza modela-se a partir da esfera, do cone e do cilindro”), mas também o cotidiano, os procedimentos pictóricos e os hábitos e idiossincrasias deste gênio da arte moderna.
Nesta nova edição, revista e ampliada, a historiadora e crítica de arte Aracy Amaral examina detalhadamente, e de forma pioneira, as relações do poeta suíço-francês Blaise Cendrars com os modernistas no Brasil. O livro aborda, entre outros fatos, o encontro de Cendrars com o grupo brasileiro em 1923, em Paris, a vinda do poeta ao Brasil no ano seguinte e as marcas que essa visita causou tanto em Cendrars como em Mário, Oswald de Andrade, Tarsila, Paulo Prado e outros.
Nada se vê
seis ensaios sobre pintura
Tradução de Camila Boldrini, Daniel Lühmann
4 cores
Um dos críticos de arte mais brilhantes de seu tempo, Daniel Arasse (1944-2003) provoca um verdadeiro curto-circuito em nossos hábitos mentais ao analisar de forma detalhada cinco obras-primas de Tintoretto, Francesco del Cossa, Bruegel, Ticiano e Velázquez. Nos seis ensaios que compõem a obra, que inclui um estudo sobre a figura bíblica de Maria Madalena, o autor combina perspicácia, humor e um alto espírito de aventura intelectual para revolucionar o nosso modo de olhar a pintura. O resultado é um livro raro, que surpreende tanto o iniciante como o especialista, e coloca o leitor em contato com a experiência viva, aberta e sensível da obra de arte.
A pintura - vol. 14
Vanguardas e rupturas
Organização de Jacqueline Lichtenstein
Tradução de Magnólia Costa (coordenação)
Apresentação de Denys Riout
A coleção A pintura reúne, em 14 volumes, uma antologia de textos fundamentais sobre a arte ocidental, reunindo 130 autores do século IV a.C. ao século XX. O último volume da coleção trata das vanguardas artísticas e suas batalhas no campo pictórico, da crise da representação e das discussões em torno da abstração pura até a superação total do espaço planar, passando pela crise da pintura de cavalete - tema do famoso artigo de Clement Greenberg. Este volume 14 traz textos essenciais do início do século - de Kandinsky, Apollinaire e Maliévitch, entre outros -, e chega até os anos 50 e 60 - com De Kooning, Dubuffet, Yves Klein e um ensaio seminal de Donald Judd.
A pintura - vol. 13
O ateliê do pintor
Organização de Jacqueline Lichtenstein
Tradução de Magnólia Costa (coordenação)
Apresentação de Nadeije Laneyrie-Dagen
A coleção A pintura reúne, em 14 volumes, uma antologia de textos fundamentais sobre a arte ocidental, reunindo 130 autores do século IV a.C. ao século XX. Este volume 13 trata das duas vertentes que nortearam a produção pictórica a partir do século XV: as técnicas de execução - os pigmentos, o afresco, a têmpera e o óleo - e a pintura enquanto projeto intelectual - a perspectiva, o ponto, a linha e a superfície. O livro inclui trechos selecionados e anotados de importantes obras de e sobre Piero della Francesca, Leonardo da Vinci, Van Eyck, William Hogarth, Paul Cézanne, Henri Matisse, Piet Mondrian e Jackson Pollock, entre outros.
A pintura - vol. 12
O artista, a formação e a questão social
Organização de Jacqueline Lichtenstein
Tradução de Magnólia Costa (coordenação)
Apresentação de Nadeije Laneyrie-Dagen
O volume 12 da coleção A pintura reúne e comenta 21 textos que, de Étienne Boileau no século XIII a Antonin Artaud no século XX, sinalizam as transformações ocorridas no status do trabalhador das artes visuais, de simples artesãos, na Antiguidade e na Idade Média, até a nova posição social de artistas, no Renascimento, tingida por uma aura de excepcionalidade e dotada de enorme prestígio. Ao lado de excertos de Leonardo da Vinci, Diderot, Zola e outros, merecem destaque as cartas de Albrecht Dürer (1471-1528) a seu cliente, um rico comerciante de Frankfurt, bem como aquelas de Poussin (1594-1665), que deixam entrever as complexas relações do maior pintor francês da época com o rei Luís XIII e sua corte.
A pintura - vol. 11
As escolas e o problema do estilo
Organização de Jacqueline Lichtenstein
Tradução de Magnólia Costa (coordenação)
Apresentação de Nadeije Laneyrie-Dagen
A coleção A pintura reúne, em 14 volumes, uma antologia de textos fundamentais sobre a arte ocidental, reunindo 130 autores do século IV a.C. ao século XX. Este volume 11 aborda as noções de escola e estilo, que foram, durante pelo menos quatro séculos, determinantes para compreender as obras de arte e assegurar sua inserção no cânone. Aqui são mapeadas as mudanças de sentido que esses dois conceitos sofreram ao longo do tempo: imitação dos mestres, para Francisco de Hollanda e Vasari; manifestação do livre jogo das faculdades artísticas, em Courbet, Delacroix e Zola; ou produto da influência de contextos determinados, como querem Wölfflin e Taine.
Arte e meio artístico: entre a feijoada e o x-burguer
Artigos e ensaios (1961-1981)
Prefácio de Ana Maria de Moraes Belluzzo
Publicado agora em nova edição revista e ampliada, Arte e meio artístico: entre a feijoada e o x-burguer traz uma seleção de escritos de Aracy Amaral, das décadas de 1960 a 1980, em que a autora enfrenta, na teoria e na prática, temas de grande relevância para a historiografia da arte brasileira. São ensaios, textos de catálogo e jornais, conferências e impressões sobre simpósios, debates ou visitas de ateliê, registros muitas vezes feitos no calor da hora, que compõem um retrato vivo do meio artístico em nosso país.
A trajetória singular de Anita Malfatti (1889-1964) constitui um dos fatos mais intrigantes da arte brasileira no século XX. Esta publicação traz ao público o mais completo estudo já feito sobre a vida da artista, de forma a compreender as condições de produção e recepção de sua obra. Aborda desde sua infância, seus estudos em Berlim e Nova York na década de 1910, as exposições individuais de 1914 e 1917, a participação-chave na Semana de 22, a estadia em Paris nos anos 20 e toda sua trajetória posterior.
Resultado de uma das mais completas pesquisas já realizadas sobre o Modernismo brasileiro, este estudo, que permaneceu até hoje inédito, acompanha a trajetória dos principais artistas brasileiros nos momentos que antecederam e se seguiram à Semana de Arte Moderna de 1922, quando um grupo importante de pintores e escultores passou extensas temporadas radicado na então capital mundial da arte, a Paris da folle époque.