Editora 34
Áreas de Interesse

Ciências Sociais

31 títulos

Modernidades negras
a formação racial brasileira (1930-1970)
Prefácio de Matheus Gato e Flavia Rios
Autor mais citado do país nos estudos sobre relações de raça, classe e cor, e defensor de primeira hora das ações afirmativas e das cotas raciais, Antonio Sérgio Alfredo Guimarães reviu e reuniu aqui seus textos mais emblemáticos, alguns deles considerados já clássicos, sobre a constituição da intelectualidade e da consciência negras no Brasil do século XX. Estes ensaios, que incluem uma revisão do recente “A democracia racial revisitada”, foram articulados sob o conceito de “formação racial”, ou seja, o processo de ressignificação política que diferentes grupos fizeram do termo racista original, “negro”, como modo de identidade política para reorganizar a revolta, a luta pela igualdade e a construção de um novo imaginário coletivo — uma nova cultura, antirracista, descolonial e autêntica, que busca firmar um novo humanismo.
Cultura filosófica
Tradução de Lenin Bicudo Bárbara
Apresentação de Leopoldo Waizbort
Cultura filosófica é a única reunião de ensaios de Georg Simmel (1858-1918) organizada pelo próprio autor. Lançada em 1911 e revista em 1918, a coletânea é uma excelente porta de entrada para a obra deste pensador, um dos pais da sociologia alemã e um filósofo da cultura que influenciou nomes como Walter Benjamin, Robert Musil e Georg Lukács, entre muitos outros. Nestes quatorze estudos, que abordam assuntos diversos como a psicologia, a religião, a arte, o masculino e o feminino, Simmel deixou a sua marca inconfundível: a fina arte de interrogar e expor o objeto de sua indagação sob diferentes ângulos, como um legítimo “aventureiro do espírito”.
Ocupar e resistir
Movimentos de ocupação de escolas pelo Brasil (2015-2016)
Organização de Jonas Medeiros, Adriano Januário, Rúrion Melo
Apresentação de Marcos Nobre
Esta coletânea, organizada por pesquisadores do CEBRAP, reúne treze ensaios, de autores de diversas áreas, sobre o movimento dos estudantes secundaristas que ocuparam centenas de escolas brasileiras, entre 2015 e 2016, em protesto contra a precarização do ensino e em defesa de uma educação pública de qualidade. As ocupações surpreenderam as autoridades e a opinião pública pela organização exemplar dos alunos, tanto na gestão das escolas quanto nas suas estratégias de ação, recusando qualquer subordinação a partidos políticos. Extremamente jovens, esses meninos e meninas constituíram assim um dos movimentos sociais mais interessantes da atualidade, inspirando novas formas de fazer política no Brasil.
Trabalho e vadiagem
A origem do trabalho livre no Brasil
Prefácio de Raquel Glezer
Em Trabalho e vadiagem, Lúcio Kowarick estuda a formação do mercado de trabalho livre no Brasil, da época da escravidão até o início do século XX. Buscando captar no curso da história brasileira a origem da marginalização de vastos contingentes de nossa população, o livro é de uma surpreendente atualidade, levando-nos a detectar no tratamento da mão de obra de hoje as mesmas situações encontradas no passado. Lançado originalmente em 1987, este ensaio, que se tornou um pequeno clássico da sociologia brasileira, é agora acrescido de imagens e de um capítulo inédito, em que se analisa o modo e condição de vida dos chamados "livres despossuídos".
Como se revoltar?
Tradução de Cecília Ciscato
Projeto gráfico de Raul Loureiro
Na breve conferência Como se revoltar?, Patrick Boucheron aborda o tema da insurgência social de um ponto de vista inesperado: o da época medieval. Mais do que uma idade das trevas, de crença cega e opressão brutal, o período é também pródigo de figuras irreverentes e rebeldes, como Robin Hood e Ivanhoé, e de revoltas religiosas e insurreições camponesas. Recontando alguns desses fatos, o historiador francês nos convida a visitar uma outra Idade Média, fascinante, contraditória e cheia de alertas e sugestões para os tempos presentes - pois, para ele, "a história é uma arte da emancipação".
O impeachment de Fernando Collor
Sociologia de uma crise
Coedição com o Programa de Pós-Graduação em Sociologia da FFLCH-USP
Prêmio ANPOCS 2016 de Melhor Obra Científica
Indisponível Avise-me saiba mais
O livro apresenta uma rigorosa análise da dinâmica do processo político que levou Fernando Collor, o primeiro presidente eleito por voto direto após a redemocratização, em 1989, a ser deposto apenas três anos depois. O autor analisa, passo a passo - numa narrativa que se lê quase como um thriller político -, as estratégias da oposição, formada por entidades da sociedade civil e uma coalizão partidária liderada por PT, PSDB e PMDB, para levar Collor à sua destituição constitucional, assim como as diversas manobras do governo para tentar se manter no poder. Num momento em que a questão do impeachment volta ao centro das atenções no Brasil, este ensaio traz uma contribuição lúcida e esclarecedora ao tema.
Depois de analisar a questão negra em A utopia brasileira e os movimentos negros, e de revisitar a história e cultura das nossas cidades em A cidade no Brasil, Antonio Risério se dedica agora, em Mulher, casa e cidade, a estudar a presença e o papel da mulher nos campos da arquitetura, urbanismo e design (sobretudo, mas não só, no Brasil), articulando obras e autores variados, e passeando pela história, antropologia, literatura e artes plásticas com a liberdade de pensamento e expressão que fazem dele um dos mais importantes ensaístas brasileiros de nossos dias.
Sociologia no espelho
Ensaístas, cientistas sociais e críticos literários no Brasil e na Argentina (1930-1970)
Prefácio de Sergio Miceli
Coedição com o Programa de Pós-Graduação em Sociologia da FFLCH-USP
Estudo comparado das ciências sociais e da crítica literária no Brasil e na Argentina, realizado pelos sociólogos Luiz Carlos Jackson, da Universidade de São Paulo, e Alejandro Blanco, da Universidade Nacional de Quilmes. O livro analisa a origem social dos autores, o vínculo com as letras e a política, a internacionalização e a dependência, e os lugares institucionais da atividade intelectual - a imprensa, as revistas, as editoras, a universidade. Nesse jogo de espelhos entre os dois países, onde fatores comuns engendram experiências díspares, sobressaem-se os paralelos entre as figuras de Gino Germani e Florestan Fernandes, e Adolfo Prieto e Antonio Candido.
Por uma esquerda sem futuro
Tradução de José Viegas
Prefácio à edição brasileira do autor
Projeto gráfico de Raul Loureiro
Um dos principais intelectuais contemporâneos, o crítico inglês T. J. Clark volta-se neste breve e polêmico ensaio - publicado recentemente na New Left Review - para a encruzilhada em que se encontra a esquerda, incapaz até agora de propor respostas à crise econômica e social deste início de século XXI. Se quiser fazê-lo e seguir existindo como geradora de ideais políticos relevantes, a esquerda - corrente a qual se filia o autor - precisará fazer uma revisão dos totalitarismos do passado e renunciar, nesta era de consumo e crescimento insustentáveis, a toda noção messiânica de futuro.
Novo livro de Antonio Risério, em que, segundo o historiador Carlos Guilherme Mota, afirma-se um novo intérprete do Brasil. Com a mão livre de ensaísta-poeta e o pensamento vivo de intelectual atuante, Risério analisa aqui, em perspectiva histórica e antropológica, a hipótese das "cidades" indígenas pré-cabralinas na Amazônia, a implantação do modelo urbanístico ibérico na América, a influência africana e das migrações modernas na configuração urbana, o sonho de Brasília em sua relação com a tradição e com as vanguardas artísticas, a situação atual de nossas cidades e seus possíveis horizontes no século XXI.
Sociedade de risco
Rumo a uma outra modernidade
Tradução de Sebastião Nascimento
Um dos mais agudos diagnósticos já feitos sobre os desafios da contemporaneidade, Sociedade de risco tornou-se um clássico do nosso tempo, obtendo enorme repercussão tanto no meio acadêmico como entre o público leigo. Tal sucesso se deve à ousadia com que Ulrich Beck, um dos principais sociólogos alemães, interpreta a aliança entre capitalismo e desenvolvimento tecnológico.

aolp

A aparição do demônio na fábrica
Origens sociais do Eu dividido no subúrbio operário
Indisponível Avise-me saiba mais
Um mergulho revelador no dia a dia dos bairros operários do ABC paulista - onde o autor viveu a sua juventude -, em suas pequenas grandes histórias que escapam do enquadramento panorâmico e estatístico. Nesta reunião de ensaios inéditos em livro, Martins mostra o alcance e a profundidade de seu método de pesquisa, que combina a investigação sociológica convencional e o resgate "artesanal" da matéria porosa do cotidiano.