Editora 34
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Ésquilo

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Ésquilo nasceu em 525 a.C. em Elêusis, a 20 quilômetros de Atenas, e é o primeiro dos três grandes tragediógrafos gregos, que incluem Sófocles e Eurípides. Além de dramaturgo, Ésquilo teve participação militar destacada nas batalhas de Maratona (490 a.C.) e Salamina (480 a.C.). Em 484 a.C. obteve sua primeira vitória em concurso de tragédia, à qual se somariam outras doze. Das cerca de 80 peças que compôs, apenas sete chegaram até nós: Os Persas (472 a.C.), Sete contra Tebas (467 a.C.), As Suplicantes (463 a.C.), a trilogia Oresteia (Agamêmnon, Coéforas e Eumênides, 458 a.C.) e Prometeu Prisioneiro. Faleceu em 456 a.C., em Gela, na Sicília.
Prometeu Prisioneiro
Tradução de Trajano Vieira
Edição bilíngue - português/grego
Ensaio de C. J. Herington

Prometeu Prisioneiro, de Ésquilo (525-456 a.C.), é uma peça única dentre as tragédias gregas, ao trazer, de forma inédita, seres divinos como protagonistas. A história tem início quando Força, Poder e Hefesto, por ordem de Zeus, acorrentam Prometeu a uma montanha nos confins do planeta. Preso e prestes a ser castigado por ter ensinado o uso do fogo aos humanos, o Titã é visitado pelo coro das Oceânides, por Oceano, por Io e por Hermes, que tentam demovê-lo de seu enfrentamento com o novo chefe do Olimpo. Verdadeiro libelo contra a tirania, a peça é apresentada aqui na esmerada tradução de Trajano Vieira. A edição, bilíngue, inclui ainda um posfácio do tradutor, excertos da crítica e um alentado ensaio do classicista inglês C. J. Herington.

Sete contra Tebas
Tradução de Trajano Vieira
Edição bilíngue - português/grego
Ensaio de Alan H. Sommerstein
Sete contra Tebas, de Ésquilo, é a segunda tragédia mais antiga que chegou até nós e foi encenada pela primeira vez em 467 a.C. Como pano de fundo, temos a maldição lançada sobre os reis de Tebas, na Grécia, que causou o assassinato de Laio, a desgraça de seu filho Édipo, e uma guerra fratricida entre os dois filhos de Édipo, Etéocles e Polinices, para herdar seu trono. A história se inicia quando Polinices, alijado do poder por seu irmão, reúne um exército com mais seis generais gregos e cerca as muralhas de Tebas. Diante da invasão iminente, o rei Etéocles, protagonista da peça, procura acalmar os cidadãos em pânico e organizar a defesa das sete portas da cidade.