Bernardo Ajzenberg
2 títulos
entre outros livros, A Gaiola de Faraday (2002, prêmio da Academia
Brasileira de Letras), Homens com mulheres (2005), Olhos secos (2009),
Minha vida sem banho (2014, prêmio Casa de las Américas), Gostar de
ostras (2017) e Inveja e outras histórias (2023). Como tradutor,
recebeu o prêmio Jabuti em 2010, pela tradução de Purgatório, de Tomás
Eloy Martinez, e o prêmio da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ),
em 2023, pela tradução do francês de Bíblia: as histórias fundadoras,
também da coleção Fábula. É proprietário do sebo Tucambira, em São Paulo, e
sócio da editora Seja Breve. Traduziu os contos “O mistério de Marie Rogêt” e
“A carta furtada”.
Embora Auguste Dupin não seja propriamente um detetive, e sim um jovem cavalheiro parisiense, as três histórias aqui reunidas — “Os assassinatos na rua Morgue” (1841), “O mistério de Marie Rogêt” (1842-43) e “A carta furtada” (1844) —, as únicas protagonizadas por ele, são os marcos inaugurais da chamada “literatura policial”. A influência do personagem de Edgar Allan Poe sobre este gênero literário é admitida por todos os mestres que o sucederam, como Conan Doyle, o criador de Sherlock Holmes, e Maurice Leblanc, autor do “ladrão de casaca” Arsène Lupin. Unindo observação aguda e análise imaginativa, Auguste Dupin intriga e surpreende até hoje, fazendo da investigação criminal uma arte sutil e filosófica. O volume apresenta as traduções de Alexandre Hubner e Bernardo Ajzenberg para os contos de Poe, e de Sergio Tellaroli para o posfácio do ensaísta alemão Joachim Kalka, texto escrito especialmente para esta edição.