Editora 34
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Francisco Alambert

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Francisco Alambert é professor de história da arte e história contemporânea na Universidade de São Paulo. Também crítico de arte, colabora em diversos jornais e revistas. É autor de vários livros, entre eles Bienais de São Paulo: da era do museu à era dos curadores (2004, prêmio Jabuti 2005) e História, arte e cultura: ensaios (2020). É conselheiro da Fundação Bienal de São Paulo.

A família de Wenceslau Braz, que governou o país entre 1914 e 1918, sempre soube que ele deixara um manuscrito narrando diversas passagens de sua vida pública. Provavelmente iniciadas e concluídas na década de 1940, essas memórias, inéditas até agora, estão contidas em um caderno de capa dura e foram escritas, em grande parte, na Vila Maria, situada em Minas Gerais, na serra da Mantiqueira, onde Wenceslau mantinha uma casa de campo em área de sua antiga Fazenda Três Barras.

Armas de papel
Graciliano Ramos, as <em>Memórias do cárcere</em> e o Partido Comunista Brasileiro
Prefácio de Francisco Alambert
Em 1936, Graciliano Ramos foi preso pelo regime de Vargas por causa de seu suposto alinhamento com o PCB, experiência que o escritor elaboraria dez anos depois em Memórias do cárcere, livro que sobrepõe relato, documento e literatura.
Armas de papel, de Fábio Cesar Alves, professor da USP, realiza uma leitura ampla e profunda das Memórias, ao levar em conta a duplicidade de vozes e temporalidades que se instauram no discurso do autor: o da experiência e o da rememoração. E, ao fazê-lo, acaba por recensear boa parte da história política do Brasil no século XX e oferecer ao leitor um belo estudo sobre o papel do intelectual num país periférico.