 |
 |
|
Adriano
Tatiana Faia
|
| |
Semifinalista do Prêmio Oceanos em 2023, e publicado também na Grécia e na Itália, Adriano, da poeta portuguesa Tatiana Faia, estudiosa da Antiguidade clássica radicada em Oxford, Inglaterra, e autora convidada do Festival Poesia no Centro 2026, chega ao Brasil no catálogo da Editora 34. Combinando lirismo e reflexão, memória e relato, os quatro poemas de fôlego que formam Adriano operam à maneira das camadas de uma escavação arqueológica, na qual a história se descobre atravessada pelas ruas, os lugares e os afetos do presente. O resultado é um livro belo e intenso, no qual os leitores têm a possibilidade — sempre aberta à poesia — de se reconhecerem contemporâneos de vozes que soaram décadas ou milênios atrás. |
|
|
 |
|
Poesia como arte insurgente
Lawrence Ferlinghetti
|
| |
Poeta, editor, tradutor, pintor, agitador e ativista, Lawrence Ferlinghetti (1919-2021) foi uma das figuras centrais do movimento Beat e uma das grandes vozes da contracultura nos Estados Unidos no século XX. Poesia como arte insurgente é a súmula de suas reflexões e provocações sobre poesia e vida, arte e ativismo. Um livro para nos tirar da letargia e da rotina; para reacender a chama da alegria, da criatividade e da coragem. “Livro de combate, de carregar pela rua, no bolso e no coração”, escreve o tradutor e poeta Fabiano Calixto. E, quando tantos se perguntam para que serve a poesia nestes tempos apocalípticos, Ferlinghetti responde: “A poesia é a Resistência suprema”. |
|
|
|
|
carvão : : capim
Guilherme Gontijo Flores
|
| |
| Nesta quinta coletânea poética de Guilherme Gontijo Flores, carvão :: capim, esses dois elementos quase contraditórios funcionam, conjuntamente, como um símbolo do ciclo da vida. Dividido em quatro partes, o livro parte de uma "Petrografia esparsa", com poemas que aludem às tantas mortes que marcaram e continuam a marcar nossa história. Em seguida, "História dos animais" propõe uma zoopoética que não deixa de enxergar a beleza da morte iluminada, por exemplo, numa pedra de âmbar. Já "Quatro cantatas fúnebres" traz poemas dedicados à guerrilheira Dinalva Oliveira e ao poeta salvadorenho Roque Dalton, ambos assassinados por motivos políticos, para desaguar na parte final, "Lo ferm voler" (referência a um verso do trovador medieval Arnaut Daniel), onde o impulso lírico-amoroso vem reafirmar a vida, o viço e a vontade. |
|
 |