Cinema e teatro
41 títulos
Sete contra Tebas
Tradução de Trajano Vieira
Edição bilíngue - português/grego
Ensaio de Alan H. Sommerstein
Sete contra Tebas, de Ésquilo, é a segunda tragédia mais antiga que chegou até nós e foi encenada pela primeira vez em 467 a.C. Como pano de fundo, temos a maldição lançada sobre os reis de Tebas, na Grécia, que causou o assassinato de Laio, a desgraça de seu filho Édipo, e uma guerra fratricida entre os dois filhos de Édipo, Etéocles e Polinices, para herdar seu trono. A história se inicia quando Polinices, alijado do poder por seu irmão, reúne um exército com mais seis generais gregos e cerca as muralhas de Tebas. Diante da invasão iminente, o rei Etéocles, protagonista da peça, procura acalmar os cidadãos em pânico e organizar a defesa das sete portas da cidade.
As Conversas de refugiados foram escritas por Bertolt Brecht, um dos maiores dramaturgos do século XX, nos anos 1940, durante seu exílio na Finlândia e nos Estados Unidos, quando fugia do nazismo. Dando tratamento moderno a uma forma antiga - o diálogo platônico -, Brecht exerce aqui toda a inventiva que é a marca de suas peças. Pela primeira vez traduzidas para o português, as Conversas entre o pesquisador Ziffel e o operário Kalle tratam de um tema de urgente atualidade: a condição nômade, cheia de incertezas, de pessoas que precisam deixar para trás tudo o que têm, devido à guerra ou à perseguição política.
Análise-ação
Práticas das ideias teatrais de Stanislávski
Organização de Anatoli Vassíliev
Tradução de Marina Tenório, Diego Moschkovich
Revisão técnica de Natália Issáeva
Posfácio de Adolf Shapiro
Baseando-se em memórias de cursos e conversas com o grande diretor teatral Konstantin Stanislávski, sua discípula Maria Knebel (1898-1985) reconstitui em Análise-ação as práticas do célebre método do fundador do Teatro de Arte de Moscou. Traduzido diretamente do russo, este volume, organizado por Anatoli Vassíliev, um dos mais renomados encenadores da atualidade, reúne dois livros de Maria Knebel, A palavra na arte do ator (1954) e Sobre a análise ativa da peça e do papel (1959), e traz ainda uma apresentação biográfica da autora escrita por Adolf Shapiro, um texto de Knebel sobre o ator Mikhail Tchekhov e uma série de anexos que complementam a leitura dos dois textos principais e permitem retornar às fontes do ensinamento de Stanislávski.
O Hipólito, de Eurípides, estreou nas Dionísias de Atenas em 428 a.C., recebendo o primeiro prêmio do festival. A trama da peça é ambientada em Trezena, onde o jovem protagonista vive com seu pai, Teseu, e a madrasta, Fedra. O casto Hipólito é devoto da deusa da caça, Ártemis, o que provoca a ira de Afrodite, deusa do amor. Esta, para se vingar, faz Fedra se apaixonar pelo enteado. A partir deste enredo, onde se contrapõem honra e traição, Eurípides constrói de forma engenhosa sua tragédia com uma série de pares opostos: Hipólito e Teseu; Fedra e a nutriz (sua criada); Afrodite e Ártemis; além de dois coros: o das mulheres de Trezena e o dos servos de Hipólito. A presente edição, bilíngue, traz, além da esmerada recriação poética de Trajano Vieira, uma elucidativa análise da peça realizada por Bernard Knox - um dos grandes helenistas do século XX.
Uma das mais agudas incursões de Anton Tchekhov (1860-1904) pela narrativa longa, O duelo narra a história de Nadiéjda e Ivan Laiévski - jovem casal de intelectuais que se muda de São Petersburgo para uma cidadezinha litorânea do Cáucaso, à beira do mar Negro, com sonhos de uma vida de trabalho simples e contato com a natureza. A perspectiva de idílio é ameaçada pelo caráter incerto de Laiévski, pelo jogo e pela bebida, e este acaba sendo desafiado para um duelo no qual certamente perderá a vida. Publicada em 1891, esta novela - que tem ecos do panteísmo de Tolstói, mas também da personagem Oblómov, de Goncharov - já foi adaptada diversas vezes para o cinema e o teatro.
Dentre as tragédias gregas que chegaram até nós, o Héracles, de Eurípides (c. 486-406 a.C.), e As Traquínias, de Sófocles - que ora se publicam conjuntamente em apuradas traduções de Trajano Vieira - são as únicas que trazem o grande herói Héracles (ou Hércules, na mitologia latina) como protagonista. Enquanto Sófocles segue a tradição, Eurípides constrói uma história totalmente original, estruturando sua peça em dois atos contrastantes - uma criação que desafiou as convenções da Poética de Aristóteles e boa parte da crítica posterior. Obra de feição extremamente moderna, o Héracles tem sido cada vez mais valorizado na atualidade, como vemos no ensaio do importante tradutor e helenista norte-americano William Arrowsmith, incluído no volume.
As Traquínias
Tradução de Trajano Vieira
Ensaio de Patricia E. Easterling
Edição bilíngue - português/grego
Dentre as tragédias gregas que chegaram até nós, As Traquínias, de Sófocles (496-406 a.C.), e o Héracles, de Eurípides - que ora se publicam conjuntamente - são as únicas que trazem o grande herói Héracles (ou Hércules, na mitologia latina) como protagonista. A ação da peça de Sófocles se inicia em Tráquis, onde a esposa de Héracles, Dejanira, aguarda o retorno do marido, afastado há tempos do lar para a conclusão de seus doze trabalhos. Considerada por Ezra Pound como "o ponto máximo da sensibilidade grega", As Traquínias é apresentada aqui em edição bilíngue, na rigorosa e inventiva tradução de Trajano Vieira, acompanhada de um ensaio da célebre helenista inglesa P. E. Easterling.
Ao voltar de uma longa viagem à colônia penal da ilha de Sacalina, Tchekhov passa a residir em Moscou. Ali, nas redondezas de sua casa na rua Málaia Dmítrovka, ambientaria a novela Três anos. Publicada em 1895, a obra acompanha os primeiros anos de casamento de Iúlia Belavina, filha de um médico da província, com Aleksei Láptiev, de uma família de prósperos comerciantes moscovitas.
"Sem forma revolucionária não há arte revolucionária". A célebre frase do poeta russo Vladímir Maiakóvski (1893-1930) define muito bem um de seus textos teatrais mais conhecidos, Mistério-bufo (1921). A presente edição traz pela primeira vez ao público brasileiro a versão final da peça, reelaborada pelo autor após sua estreia em 1918. Traduzido diretamente do original por Arlete Cavaliere, professora da USP, o texto é uma fantasia alegórica da Revolução Russa e de seus primeiros desdobramentos, escrito no calor da hora, e sintetiza uma série das experimentações de vanguarda do poeta.
Publicada em 1896, a novela Minha vida - que tem aqui sua primeira tradução direta no Brasil - é uma das raras incursões de Tchekhov (1860-1904), mestre do conto, pela narrativa mais longa. Permeada de referências autobiográficas, esta obra de ficção, que retrata a vida de um jovem inadaptado às convenções de uma pequena cidade de província, surpreende pela sensibilidade com que o autor capta a dinâmica profunda da sociedade russa - o que levaria Gorki a declarar: "Ontem li Minha vida. É uma pérola". aolp
O doente imaginário
Tradução de Marilia Toledo
Ilustrações de Laerte
Texto teatral adaptado para jovens
Levada ao palco pela primeira vez em 1673, a peça O doente imaginário, de Molière (1622-1673) tornou-se um dos maiores clássicos da comédia e continua a ser encenada até hoje. A premiada autora de teatro Marilia Toledo nos oferece agora a sua adaptação da obra, voltada aos jovens. Além das geniais ilustrações de a Laerte, a edição inclui um esclarecedor texto sobre o processo de montagem de uma peça teatral.
aolp
A mais famosa peça do grande trágico grego Eurípides narra a vingança da altiva Medeia contra Jasão, depois que este, após ter conquistado o Velo de Ouro com sua ajuda, a rejeita para desposar a filha do rei de Corinto. A tragédia foi incompreendida à época de sua apresentação, em 431 a.C., mas, ao deslocar o foco do coletivo para o individual, dando relevo inédito à psicologia humana e às personagens femininas, a obra de Eurípides se tornaria um dos pilares da dramaturgia moderna - e a figura de Medeia, uma das mais marcantes de toda a literatura.aolp