Comunicações e cultura contemporânea
24 títulos
Em Somos animais poéticos, a antropóloga francesa Michèle Petit — referência mundial nos estudos sobre a leitura, a função das bibliotecas e dos mediadores culturais — ilumina o modo como a literatura, oral e escrita, e outras formas de arte a elas associadas, podem nos ajudar a recuperar nossos sonhos, e a nos conectar conosco e com o mundo à nossa volta. Dando voz tanto a artistas consagrados como a pessoas anônimas, muitas delas sobreviventes de grandes catástrofes — como a recente pandemia da covid-19 —, este livro é ele próprio uma afirmação do poder da arte e da beleza, bem como da necessidade que todos temos de, como queria Rimbaud, “reinventar a vida”.
Último livro organizado pelo autor em vida, Escritos corsários é uma das principais obras do poeta, cineasta e romancista italiano Pier Paolo Pasolini (1922-1975).
Nestes artigos publicados na imprensa italiana entre 1973 e 1975, Pasolini discute os movimentos estudantis de 1968, a decadência da Igreja Católica, as relações entre governo e máfia na Itália e, especialmente, aquilo que ele chama de Novo Poder — ou novo fascismo —, isto é: o advento de uma sociedade de consumo global, que promove um verdadeiro extermínio das formas de vida tradicionais. Considerado em retrospecto, fica claro que Pasolini anteviu o movimento de aceleração do capitalismo que viria a ocorrer nas décadas seguintes, resultando nas graves crises do século XXI.
Nestes artigos publicados na imprensa italiana entre 1973 e 1975, Pasolini discute os movimentos estudantis de 1968, a decadência da Igreja Católica, as relações entre governo e máfia na Itália e, especialmente, aquilo que ele chama de Novo Poder — ou novo fascismo —, isto é: o advento de uma sociedade de consumo global, que promove um verdadeiro extermínio das formas de vida tradicionais. Considerado em retrospecto, fica claro que Pasolini anteviu o movimento de aceleração do capitalismo que viria a ocorrer nas décadas seguintes, resultando nas graves crises do século XXI.
Diante da imagem
Questão colocada aos fins de uma história da arte
Tradução de Paulo Neves
Coleção Trans
O que ocorre quando nos colocamos diante da imagem? Neste livro, o historiador da arte Georges Didi-Huberman - professor da École des Hautes Études, em Paris, e autor de dezenas de livros fundamentais, entre eles O que vemos, o que nos olha (Editora 34, 1998) - recorda que, em francês, voir (ver) rima com savoir (saber), o que sugere que, em nossa aproximação às imagens, o olhar nunca é neutro ou desinteressado. Diante delas, enlaçamos o visível juntamente com palavras e modelos de pensamento. De onde vêm esses modelos? É precisamente essa interrogação, uma espécie de arqueologia crítica da História da Arte, que o autor leva a cabo nestas páginas.
Antologia do pensamento crítico russo (1802-1901)
Organização de Bruno Barretto Gomide
Tradução de Cecília Rosas, Denise Sales, Ekaterina Vólkova Américo
Esta antologia é a primeira reunião em língua portuguesa dos principais textos e autores do pensamento russo do século XIX, de Nikolai Karamzin (1766-1826) a Nikolai Fiódorov (1829-1903). Se a literatura do país de Dostoiévski e Tolstói se tornou uma das mais conhecidas do mundo, o mesmo não se pode dizer do rico debate de ideias realizado na Rússia, onde os conceitos de progresso e atraso, nacional e estrangeiro, assim como no Brasil, têm importância fundamental. Organizada por Bruno Barretto Gomide - também responsável pela Nova antologia do conto russo -, esta coletânea traz vinte e dois ensaios traduzidos diretamente do original, e vem para demonstrar que a produção crítica é peça fundamental para compreendermos a riquíssima cultura daquele país.
Leituras: do espaço íntimo ao espaço público
Tradução de Celina Olga de Souza
Os textos reunidos em Leituras: do espaço íntimo ao espaço público são o resultado de conferências realizadas pela antropóloga francesa Michèle Petit em países da América Latina e voltadas, entre outros, para bibliotecários, professores, mediadores de leituras e profissionais dedicados à formação de leitores de modo geral. Em comum, estes ensaios destacam a leitura como atividade de resistência e indagação, conjugando as dimensões individual e coletiva do ato de ler no campo da educação e da cidadania.
Questões de estilística no ensino da língua
Tradução de Sheila Grillo, Ekaterina Vólkova Américo
Apresentação de Beth Brait
Organização e notas da edição russa de Serguei Botcharov e Liudmila Gogotichvíli
Único na obra deste grande teórico da língua e da literatura, o presente ensaio é produto da experiência de Bakhtin como professor em duas escolas no interior da Rússia entre 1937 e 1945. Como exemplo de sua prática na sala de aula, o autor aborda no texto o uso de uma estrutura gramatical em particular - o período composto por subordinação sem conjunção -, e desenvolve um método de ensino voltado ao "processo de nascimento da individualidade linguística" dos alunos.
Comentando experiências de mediadores de leitura em contextos adversos, especialmente em países da América Latina, entre eles o Brasil, neste A arte de ler a antropóloga francesa Michèle Petit amplia os temas e aprofunda as análises de seu Os jovens e a leitura, publicado em 2008 pela Editora 34. Com um olhar interessado e uma sólida bagagem intelectual, investiga as diferentes maneiras pelas quais a forma narrativa pode atuar como educadora da sensibilidade, ao mesmo tempo em que se afirma como um poderoso instrumento de resistência ao caos interior e à exclusão social.aolp
Ideologia da cultura brasileira (1933-1974)
Pontos de partida para uma revisão histórica
Prefácio de Alfredo Bosi
Nova edição, acrescida de um alentado ensaio introdutório, desta "obra já clássica" (no dizer de Florestan Fernandes) que causou grande polêmica quando de seu lançamento nos anos 70. O livro é ao mesmo tempo uma excelente introdução à história das ideias no Brasil do século XX - de Gilberto Freyre a Roberto Schwarz - e uma crítica contundente às ideologias que mascaram as enormes desigualdades sociais de nosso país.
Partindo de entrevistas com leitores de bairros marginalizados das grandes cidades francesas, bem como do testemunho de escritores e suas obras, a antropóloga Michèle Petit ilumina por vários ângulos as relações entre os jovens e o livro no mundo globalizado, apostando no papel fundamental que a leitura pode representar para a construção e reconstrução do sujeito, particularmente em contextos de crise e de grande violência social.aolp
Escrito não para especialistas, mas para um público amplo, A utopia brasileira e os movimentos negros aborda o sempre polêmico debate sobre a questão racial brasileira. Para isso, Antonio Risério se utilizou, com rara e brilhante intuição, de noções de História, Política, Linguística, Sociologia, Semiótica, Estética e Antropologia. Nas palavras de Eduardo Gianetti, é "um ato de amor à cultura negromestiça e ao Brasil. Um livro apaixonado e apaixonante".
Coletânea de 24 textos que giram em torno dos problemas colocados pelas novas tecnologias da imagem. Entre os autores brasileiros, canadenses, franceses, italianos e norte-americanos figuram nomes como Paul Virilio, Jean Baudrillard, Antonio Negri, Félix Guattari, Jean-François Lyotard, Arlindo Machado, Nelson Brissac e outros.
As revoluções utópicas dos anos 60
A revolução estudantil e a revolução política na Igreja
Os anos 60 foram um período de grandes transformações em todo o mundo, e nele tiveram papel de destaque o movimento estudantil e a Igreja Católica. Os dois ensaios aqui reunidos analisam esses focos de agitação política e cultural à luz de alguns dos eventos e de alguns de pensadores da época. Com isso, o livro revela também a faceta de sociólogo do renomado economista e cientista político Luiz Carlos Bresser-Pereira.