Editora 34
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Fábula/Pequenas conferências

53 títulos

Figurações
ensaios críticos
Organização de Paloma Vidal
Tradução de Gênese Andrade
Posfácio de Adriana Kanzepolsky
Projeto gráfico de Raul Loureiro
Uma das principais autoras hispano-americanas dos séculos XX e XXI, tanto como ensaísta como ficcionista, a argentina Sylvia Molloy (1938-2022) fez seu doutorado na Sorbonne, lecionou nas universidades de Princeton e Yale, e tornou-se professora emérita de escrita criativa na Universidade de Nova York. Figurações, organizado por Paloma Vidal, reúne treze de seus principais ensaios, que versam sobre questões de gênero, sobre o lugar da crítica, sobre as relações entre autobiografia e ficção, sobre os “pais fundadores” da literatura latino-americana Domingo Sarmiento, José Martí e Rubén Darío, sobre a tradição das mulheres nas letras, de Teresa de la Parra e Victoria Ocampo a Alejandra Pizarnik, e sobre a obra inesgotável e inspiradora de Jorge Luis Borges.
Figura central da crítica hispano-americana nas últimas décadas, a argentina Sylvia Molloy (1938-2022) foi também uma escritora inquieta e original. Radicada na França e depois nos Estados Unidos, o tema do deslocamento, de gênero e perspectiva, é central em sua obra. Nestes que foram seus dois últimos trabalhos de ficção, Desarticulações e Vária imaginação, ela criou uma forma literária breve e singularíssima, capaz de pôr em curto-circuito os territórios do factual e do ficcional, da autobiografia e da invenção. Se no primeiro as memórias são disparadas por uma doença fatal que acomete uma antiga companheira, no segundo fragmentos rememorados vão compondo um sintético romance de formação feminina na Argentina dos anos de guerra e pós-guerra.
Somos todos canibais
Precedido de “O suplício do Papai Noel”
Organização de Maurice Olender
Tradução de Marília Scalzo
Projeto gráfico de Raul Loureiro
Um dos nomes centrais das ciências humanas no século XX, o antropólogo Claude Lévi-Strauss (1908-2009) reservou uma surpresa póstu¬ma para seus leitores. Publicado em 2013 na França, Somos todos canibais reúne dezesseis artigos originalmente redigidos para o jornal italiano La Repubblica entre 1989 e 2000, precedidos do ensaio “O suplício do Papai Noel”, de 1952. Escrevendo sobre temas variados com vasta erudição, da doença da vaca louca aos quinhentos anos da “descoberta” da América pelos europeus, Lévi-Strauss nos conduz sempre ao coração de cada fenômeno humano e cultu¬ral, tornando este livro uma introdução brilhante ao estruturalismo como método para se questionar o lugar-comum e as verdades estabelecidas.
Bíblia
as histórias fundadoras (do Gênesis ao Livro de Daniel)
Tradução de Bernardo Ajzenberg
Ilustrações de Serge Bloch
Projeto gráfico de Raul Loureiro
Grande sucesso editorial lançado originalmente na França, Bíblia: as histórias fundadoras reúne trinta e cinco histórias fundamentais do Antigo Testamento, selecionadas e recontadas de forma breve para jovens de todas as idades pelo escritor Frédéric Boyer, tradutor de Santo Agostinho, acompanhadas das belas ilustrações coloridas de Serge Bloch em grande formato. São histórias fundadoras porque estão entre as mais antigas e longevas do patrimônio literário da humanidade e estão na raiz de três das grandes tradições religiosas do planeta — narrativas que vão do Jardim do Éden à torre de Babel, da arca de Noé às tábuas de Moisés, dos patriarcas fundadores aos profetas e aos grandes reis, passando por figuras femininas inesquecíveis como Ruth, Ester e a rainha de Sabá.
Diário de bordo
Tradução de Samuel Titan Jr.
Projeto gráfico de Raul Loureiro
Edição bilíngue - português/francês
Blaise Cendrars (1887-1961) foi um dos escritores centrais da vanguarda literária francesa. Em 6 de fevereiro de 1924, a convite de Paulo Prado e Oswald de Andrade, ele desembarcou no porto de Santos para uma temporada no Brasil. Aqui ele conheceu, nas suas próprias palavras, a sua “pátria espiritual”, e iniciou um ciclo de poemas que seria conhecido como Diário de bordo, com flashes de suas viagens pelo país que influenciariam de modo decisivo o modernismo brasileiro. Esta última grande empresa poética de Cendrars, que depois passaria a se dedicar à prosa, é apresentada aqui em sua íntegra, em edição bilíngue, trazendo, além de Feuilles de route I: Le Formose, publicado em Paris com capa de Tarsila ainda em 1924, todos os poemas do ciclo, incluindo inéditos e dispersos.
Poemas humanos
Tradução de Fabrício Corsaletti, Gustavo Pacheco
Edição bilíngue
Projeto gráfico de Raul Loureiro
Escritos ao longo da década de 1930 e publicados postumamente, estes Poemas humanos, são um dos pontos altos da poesia do peruano César Vallejo (1892-1938). O vocabulário hipnótico, a um só tempo coloquial e preciso; os versos livres, mas trabalhados em filigrana; a gama de temas, que vão do mundano e do político ao trágico e ao existencial — tudo isso converge em poemas de intenso lirismo e igual modernidade, com poucos paralelos na poesia do século XX. Nesta nova versão brasileira dos Poemas humanos, os tradutores Fabrício Corsaletti e Gustavo Pacheco enfrentaram o texto de Vallejo sem se conceder atalhos fáceis. O resultado é esta edição, bilíngue e acompanhada de notas copiosas, que busca tornar audível em português do Brasil uma das vozes mais poderosas da poesia latino-americana.
Escute as feras
Tradução de Camila Boldrini, Daniel Lühmann
Projeto gráfico de Raul Loureiro
Estudiosa do Grande Norte subártico, a antropóloga francesa Nastassja Martin viaja à Rússia em busca de famílias do povo even que, tomando distância da civilização pós-soviética, preferem voltar a viver no coração das florestas siberianas. A rotina do trabalho de campo vai avançando como quer a disciplina etnográfica, mas algo mais parece estar em gestação, alguma coisa que por fim eclode na forma de um terrível incidente — ou, quem sabe, de um encontro — entre a antropóloga e um urso. É a partir desse acontecimento inesperado e dilacerante que Martin tece a trama de Escute as feras, em que a experiência vivida nutre uma reflexão vertiginosa sobre o humano e o natural, a identidade e a fronteira, o tempo do mito e a história contemporânea.
A sereiazinha e outras histórias
Tradução de Heloisa Jahn
Ilustrações de Fidel Sclavo
Projeto gráfico de Raul Loureiro
A sereiazinha e outras histórias reúne cinco fábulas clássicas de Hans Christian Andersen (1805-1875), autor dinamarquês que, ao lado dos irmãos Grimm, é um dos nomes centrais da tradição do conto infantil e popular na Europa do século XIX. Incluindo “A princesa da ervilha”, “A sereiazinha”, “O companheiro de viagem”, “Os cisnes selvagens” e “O rouxinol” , este é o segundo volume das Obras escolhidas de Andersen lançado pela coleção Fábula com tradução de Heloisa Jahn (dando sequência a O patinho feio e outras histórias, de 2017), agora ilustrado com as belas silhuetas em preto e branco criadas pelo artista uruguaio Fidel Sclavo.
Aisthesis: cenas do regime estético da arte
Tradução de Dilson Ferreira da Cruz
Projeto gráfico de Raul Loureiro
Publicado originalmente em 2012, Aisthesis é provavelmente a suma da reflexão estética de Jacques Rancière, um dos mais destacados filósofos franceses, sobre a emergência moderna da noção de arte entre os séculos XVIII e XX. Inspirado no livro Mimesis, de Auerbach, e tomando como ponto de partida as mais variadas obras de arte e peças da crítica — como um trecho da Estética de Hegel, um artigo de jornal sobre uma trupe de acrobatas ingleses em Paris, o romance O vermelho e o negro, a performance de uma bailarina americana, os estudos de Rodin, as fotografias de Stieglitz, os filmes de Chaplin ou Dziga Viértov —, Rancière esboçou aqui uma verdadeira contra-história da arte moderna, em oposição aos dogmas que propugnam a autonomia total da criação artística.
Roland Barthes: biografia
Tradução de Sandra Nitrini
Projeto gráfico de Raul Loureiro
Revisão técnica de Regina Salgado Campos
Figura central do pensamento francês no século XX, Roland Barthes (1915-1980) tem aqui a sua vida e obra esmiuçada por uma das intelectuais mais brilhantes da nova geração, Tiphaine Samoyault. Percorrendo os temas de eleição do autor (obras, criadores, linguagens, teorias, mitos), e com base em materiais inéditos (arquivos, diários, documentos pessoais), a biógrafa lança nova luz sobre suas ideias e confere coerência e substância à figura de Barthes — um homem de sua época, mas que segue falando à nossa, seja por sua prontidão perspicaz à aventura intelectual e literária, seja ainda por sua reticência íntima e irônica diante de todo discurso de autoridade.
Satíricon
Tradução de Cláudio Aquati
Textos em apêndice de Tácito, Marcel Schwob e Raymond Queneau
Projeto gráfico de Raul Loureiro
O mais antigo exemplar do romance latino a sobreviver até os nossos dias, ainda que de forma fragmentária, o Satíricon de Petrônio foi escrito por volta de 60 d.C., no período do imperador romano Nero. Narrando as aventuras de Encólpio, seu amante Ascilto e o servo Gitão, que formam um tumultuado triângulo amoroso e se metem em uma série de confusões para pagar uma dívida ao deus Priapo, o livro é uma grande sátira à caótica civilização romana, ao mesmo tempo em que registra de forma ferina as relações entre os diferentes estratos sociais da época.
A história do senhor Sommer
Tradução de Samuel Titan Jr.
Ilustrações de Sempé
Projeto gráfico de Raul Loureiro
Ambientada no interior da Alemanha após a Segunda Guerra Mundial, esta novela de Patrick Süskind (autor do best-seller O perfume), com ilustrações coloridas de Sempé (criador de O pequeno Nicolau), acompanha com muito humor e delicadeza os anos de formação de um rapaz, marcados pelas aparições acidentais, e decisivas, de um enigmático andarilho, o senhor Sommer. Este, com mochila às costas e cajado em punho, anda por toda parte sem propósito aparente. Aos poucos, ao sabor dos encontros entre os dois, nas vilas, campos ou lagos da região, vai se revelando para o jovem algo do segredo de Sommer, ao mesmo tempo que vai descobrindo alguma coisa das maravilhas e agruras que a vida reserva para cada um de nós.