Editora 34
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Arte e arquitetura

49 títulos

Arquitetura e trabalho livre II:
de Brasília aos mutirões
Organização e apresentação de Pedro Fiori Arantes
Prefácio de Roberto Schwarz

Arquitetura e trabalho livre II: de Brasília aos mutirões continua a série que reúne escritos de Sérgio Ferro, arquiteto, pintor e professor da FAU-USP (1962-70) e da École d’Architecture de Grenoble (1972-2003), iniciada com Arquitetura e trabalho livre I: O canteiro e o desenho e seus desdobramentos. Os onze ensaios do livro abordam a atuação do autor com Flávio Império e Rodrigo Lefèvre na torrente de agitações da década de 1960 e sua postura crítica em relação ao mercado imobiliário e aos arquitetos ligados ao PCB, como Niemeyer e Artigas. A produção do grupo, hoje conhecido como Arquitetura Nova, também é analisada, dos projetos de casas para amigos e de escolas no interior paulista até os mutirões da gestão Luiza Erundina em São Paulo (1989-1992), com suas edificações de baixo custo, abertas à invenção no canteiro, onde predominava o respeito pelos operários da construção. Completam o volume uma apresentação de Pedro Fiori Arantes, organizador da série, e um prefácio de Roberto Schwarz, companheiro de Sérgio na renovação do marxismo realizada por sua geração.

O dia e a noite (cadernos, 1917-1952)
Tradução de Samuel Titan Jr.
Texto em apêndice de Brassaï

Ao ler O dia e a noite, Roberto Bolaño não hesitou: os aforismos de Georges Braque formam “um livro precioso”. Pois Braque, protagonista maior da pintura moderna, foi também homem de letras. Redigidos ao longo de décadas e publicados depois da Segunda Guerra Mundial, seus aforismos são fruto de uma lenta decantação verbal de sua experiência — e também de um longo diálogo com grandes poetas como Pierre Reverdy e René Char. Seus pensamentos vão das fórmulas oraculares aos apontamentos sibilinos, sem nunca se deixarem reduzir a um sistema doutrinário: afinal de contas, “o conformismo começa pela definição” e é preciso “ter sempre duas ideias, uma para destruir a outra”. Com texto de orelha de Paulo Pasta, esta edição de O dia e a noite é ilustrada com desenhos e caligrafias do próprio Braque e acompanhada de um ensaio do fotógrafo e escritor Brassaï, “Georges Braque”, inédito em português.

Arquitetura e trabalho livre I:
O canteiro e o desenho e seus desdobramentos
Organização e apresentação de Pedro Fiori Arantes

Arquitetura e trabalho livre I abre uma série de volumes que reúne escritos de Sérgio Ferro, arquiteto, pintor e professor da FAU-USP (1962-1971) e da École d’Architecture de Grenoble (1973-2003). Neste primeiro volume está O canteiro e o desenho, seu mais importante e polêmico trabalho. Publicado em 1976, desde então vem provocando todo o establishment da arquitetura. A crítica que faz do projeto como instrumento para a acumulação de capital, por meio da mais degradante condição para o trabalho humano no canteiro de obras, abrange um arco que vai de Brunelleschi a Le Corbusier, mas também traz em seu cerne uma utopia do trabalho livre na construção. Completam esta nova edição dois ensaios do autor sobre os debates suscitados por O canteiro e o desenho, uma apresentação de Pedro Fiori Arantes, além de textos explicativos de Paulo Bicca, Vincent Michel e Pierre Bernard.

A cidade das colunas
Tradução de Samuel Titan Jr.
Ilustrações de Paolo Gasparini
Fotografias de Paolo Gasparini
Projeto gráfico de Raul Loureiro

Ensaio fundamental de Alejo Carpentier (1904-1980), um dos maiores escritores de língua espanhola do século XX, A cidade das colunas analisa as particularidades arquitetônicas e urbanísticas de Havana com um olhar envolvente e perspicaz, observando na capital cubana uma luminosa mistura da cultura europeia com a mestiçagem característica dos trópicos, vista aqui como o cerne da experiência antilhana e, por extensão, latino-americana. Publicado originalmente em 1964 com 12 fotografias de Paolo Gasparini, o texto de Carpentier vem acompanhado nesta edição brasileira por 42 belas imagens do fotógrafo ítalo-venezuelano, contraponto gráfico certeiro para este ensaio que tem o andamento de um poema.

Rever Debret
<em>Colônia — Ateliê — Nação</em>
Tradução de Samuel Titan Jr.
Projeto gráfico de Raul Loureiro
Durante os quinze anos que viveu no Rio de Janeiro, entre 1816 e 1831, Jean-Baptiste Debret, um filho da Revolução Francesa, teve existência dupla: serviu dom João VI e dom Pedro I, e, ao mesmo tempo, registrou em inúmeros desenhos e aquarelas o que via nas ruas daquela cidade tropical, violenta e escravocrata. De volta à França, publicou Viagem pitoresca e histórica ao Brasil, obra recusada pela Biblioteca Imperial pelo que revelava de nossa sociedade. Em Rever Debret, Jacques Leenhardt, diretor de pesquisas da EHESS em Paris, convida-nos a revisitar a produção deste artista, bem como sua longa e atribulada fortuna entre nós. Agora, em pleno século XXI, pela crítica e paródia de jovens artistas ameríndios e afro-brasileiros, inspirados em sua obra, vão se plasmando novas formas de imaginar nossa nação em uma perspectiva livre da sombra colonial.
Este é o segundo volume de Artes plásticas e trabalho livre, desta vez cobrindo momentos decisivos do embate entre arte acadêmica e arte moderna, num arco que vai de Manet (incluindo um inovador estudo do quadro Um bar no Folies Bergère, de 1881-82) até Braque e Picasso, passando pelo Impressionismo, por Van Gogh e Cézanne. Neste livro, Sérgio Ferro, autor de O canteiro e o desenho e ex-professor da FAU-USP e da École d’Architecture de Grenoble, empreende uma releitura radical da história da arte, em que as obras se tensionam entre a conversão à forma-mercadoria e a preservação de uma espécie de memória de sua origem no trabalho artesanal e “livre”.
Roland Barthes: biografia
Tradução de Sandra Nitrini
Projeto gráfico de Raul Loureiro
Revisão técnica de Regina Salgado Campos
Figura central do pensamento francês no século XX, Roland Barthes (1915-1980) tem aqui a sua vida e obra esmiuçada por uma das intelectuais mais brilhantes da nova geração, Tiphaine Samoyault. Percorrendo os temas de eleição do autor (obras, criadores, linguagens, teorias, mitos), e com base em materiais inéditos (arquivos, diários, documentos pessoais), a biógrafa lança nova luz sobre suas ideias e confere coerência e substância à figura de Barthes — um homem de sua época, mas que segue falando à nossa, seja por sua prontidão perspicaz à aventura intelectual e literária, seja ainda por sua reticência íntima e irônica diante de todo discurso de autoridade.
Conversas com Cézanne
Tradução de Julia Vidile
Posfácio de Paulo Pasta
Este livro reconstitui — por meio de entrevistas, depoimentos e artigos compilados e anotados por Michael Doran, do Courtauld Institute, de Londres — um dos momentos-chave da história da arte: o período em que Paul Cézanne (1839-1906), recluso em Aix-en-Provence, no sul da França, em seus últimos anos de vida, recriou as bases da pintura ocidental. Trazendo os principais testemunhos daqueles que conviveram com o artista entre 1894 e 1906, como Maurice Denis, Émile Bernard, Joachim Gasquet e Ambroise Vollard, incluindo cartas do próprio Cézanne, o volume registra não só as ideias do pintor (“Tudo na natureza modela-se a partir da esfera, do cone e do cilindro”), mas também o cotidiano, os procedimentos pictóricos e os hábitos e idiossincrasias deste gênio da arte moderna.
Nesta nova edição, revista e ampliada, a historiadora e crítica de arte Aracy Amaral examina detalhadamente, e de forma pioneira, as relações do poeta suíço-francês Blaise Cendrars com os modernistas no Brasil. O livro aborda, entre outros fatos, o encontro de Cendrars com o grupo brasileiro em 1923, em Paris, a vinda do poeta ao Brasil no ano seguinte e as marcas que essa visita causou tanto em Cendrars como em Mário, Oswald de Andrade, Tarsila, Paulo Prado e outros.
O Trianon do MAM ao MASP
Arquitetura e política em São Paulo (1946-1968)
Tradução de Celina Olga de Souza
Em O Trianon do MAM ao MASP, Daniele Pisani, professor de arquitetura em Milão, na Itália, revela a história dos vários projetos realizados para o lote urbano onde foi construído o Museu de Arte de São Paulo, na avenida Paulista. Nesta trama cheia de reviravoltas se entrecruzam, como num roteiro teatral, figuras de alto poder econômico e político, como Ciccillo Matarazzo, Assis Chateaubriand e Nelson Rockefeller, e alguns dos melhores arquitetos brasileiros, como Affonso Eduardo Reidy, Oscar Niemeyer, Vilanova Artigas e Lina Bo Bardi. Fartamente ilustrado com fotos e documentos, muitos deles inéditos, este livro subverte interpretações consagradas e se constitui em uma referência obrigatória para compreender as relações entre arquitetura, política e cultura na São Paulo das décadas de 1940, 50 e 60.
Nada se vê
seis ensaios sobre pintura
Tradução de Camila Boldrini, Daniel Lühmann
4 cores
Um dos críticos de arte mais brilhantes de seu tempo, Daniel Arasse (1944-2003) provoca um verdadeiro curto-circuito em nossos hábitos mentais ao analisar de forma detalhada cinco obras-primas de Tintoretto, Francesco del Cossa, Bruegel, Ticiano e Velázquez. Nos seis ensaios que compõem a obra, que inclui um estudo sobre a figura bíblica de Maria Madalena, o autor combina perspicácia, humor e um alto espírito de aventura intelectual para revolucionar o nosso modo de olhar a pintura. O resultado é um livro raro, que surpreende tanto o iniciante como o especialista, e coloca o leitor em contato com a experiência viva, aberta e sensível da obra de arte.
Registro de uma vivência
Apresentação de Maria Elisa Costa
Posfácio de Sophia da Silva Telles
Publicada originalmente em 1995, esta autobiografia de Lucio Costa (1902-1998), formada de textos críticos e memorialísticos, planos, projetos, fotografias e desenhos, especialmente escolhidos e compostos pelo autor, ganha agora uma nova edição, respeitando integralmente o projeto gráfico original, acrescida de uma apresentação de Maria Elisa Costa, filha de Lucio, e de um ensaio de Sophia da Silva Telles, que procura decifrar o sentido da obra deste grande arquiteto e urbanista que foi também um dos mais importantes intelectuais brasileiros do século XX.