Editora 34
Áreas de Interesse

Arte e arquitetura

49 títulos

Fruto de uma longa viagem empreendida por Aracy Amaral pela Colômbia e o Equador nos anos 1970 em busca dos rastros da influência espanhola na arte e arquitetura no estado de São Paulo, este livro foi publicado originalmente em 1981 e agora ganha sua segunda edição, promovida pelo Itaú Cultural.
Hispanidade em São Paulo revela um intenso intercâmbio comercial e cultural com a Espanha e a América Espanhola, desde os primórdios da instalação da Capitania de São Vicente. Esta troca persiste até fins do século XVII por meio da integração de diversas famílias e seus descendentes. A autora detecta, ainda, manifestações culturais que os paulistas levaram a Minas Gerais e Goiás no século XVIII. Ainda no século XIX, o botânico, naturalista e viajante francês Saint-Hilaire registrou entre a população paulista peculiaridades espanholas.
A autora consultou vasta bibliografia, que assinala a importância da historiografia artística dos países sul-americanos, até hoje praticamente desconhecida de historiadores de arte brasileira em geral.
Diante de uma plateia de jovens e adultos, o filósofo e historiador da arte Georges Didi-Huberman pergunta: o que são as emoções? Todos nós as conhecemos em primeira mão, é claro, mas nem por isso elas deixam de nos intrigar. Somos nós que as "temos" ou são elas que nos "têm"? Nós as sofremos - e portanto elas nos imobilizam, nos reduzem à passividade - ou elas nos movem, isto é, nos levam à ação? Elas nos isolam e nos silenciam ou, ao contrário, são uma forma de comunicação com os nossos semelhantes? Para sugerir respostas a essas questões, Didi-Huberman nos convida a percorrer as ideias de alguns pensadores ocidentais - e, sobretudo, a olhar com atenção para as emoções cristalizadas em grandes obras de arte, da escultura antiga ao cinema moderno.
Pluralidade urbana em São Paulo
Vulnerabilidade, marginalidade, ativismos
Organização de Lúcio Kowarick, Heitor Frúgoli Jr.
Este livro foi publicado com o apoio da Fapesp
Unindo sociologia e antropologia - especialidade de seus dois organizadores, Lúcio Kowarick e Heitor Frúgoli Jr. -, esta coletânea procura desenhar um retrato atualizado de uma das metrópoles mundiais que mais cresceu no século XX. Os quatorze ensaios aqui reunidos compõem uma perspectiva multifacetada de São Paulo, analisando alguns de seus temas mais candentes, como a segregação espacial, as manifestações de junho de 2013, a cracolândia, as ocupações no centro, as manifestações culturais da periferia, a dinâmica das eleições para prefeito e vereador, e a ação do PCC na redução dos homicídios na cidade.
Sérgio Ferro é um dos nomes mais importantes da arquitetura brasileira e foi professor de história da arte na FAU-USP (1962-1971) e na École d'Architecture de Grenoble (1973-2003). Neste novo livro, que complementa seu Arquitetura e trabalho livre, o autor analisa as técnicas e os procedimentos estéticos de Dürer, Leonardo, Tintoretto, Ticiano, Michelangelo, Caravaggio, El Greco, Velázquez e Rembrandt enquanto fruto da resistência à exploração do trabalho artesanal - que se intensifica no Renascimento com a adoção pelos ateliês do processo produtivo das manufaturas.
A pintura - vol. 14
Vanguardas e rupturas
Organização de Jacqueline Lichtenstein
Tradução de Magnólia Costa (coordenação)
Apresentação de Denys Riout
A coleção A pintura reúne, em 14 volumes, uma antologia de textos fundamentais sobre a arte ocidental, reunindo 130 autores do século IV a.C. ao século XX. O último volume da coleção trata das vanguardas artísticas e suas batalhas no campo pictórico, da crise da representação e das discussões em torno da abstração pura até a superação total do espaço planar, passando pela crise da pintura de cavalete - tema do famoso artigo de Clement Greenberg. Este volume 14 traz textos essenciais do início do século - de Kandinsky, Apollinaire e Maliévitch, entre outros -, e chega até os anos 50 e 60 - com De Kooning, Dubuffet, Yves Klein e um ensaio seminal de Donald Judd.
A pintura - vol. 13
O ateliê do pintor
Organização de Jacqueline Lichtenstein
Tradução de Magnólia Costa (coordenação)
Apresentação de Nadeije Laneyrie-Dagen
A coleção A pintura reúne, em 14 volumes, uma antologia de textos fundamentais sobre a arte ocidental, reunindo 130 autores do século IV a.C. ao século XX. Este volume 13 trata das duas vertentes que nortearam a produção pictórica a partir do século XV: as técnicas de execução - os pigmentos, o afresco, a têmpera e o óleo - e a pintura enquanto projeto intelectual - a perspectiva, o ponto, a linha e a superfície. O livro inclui trechos selecionados e anotados de importantes obras de e sobre Piero della Francesca, Leonardo da Vinci, Van Eyck, William Hogarth, Paul Cézanne, Henri Matisse, Piet Mondrian e Jackson Pollock, entre outros.
Diante da imagem
Questão colocada aos fins de uma história da arte
Tradução de Paulo Neves
Coleção Trans
O que ocorre quando nos colocamos diante da imagem? Neste livro, o historiador da arte Georges Didi-Huberman - professor da École des Hautes Études, em Paris, e autor de dezenas de livros fundamentais, entre eles O que vemos, o que nos olha (Editora 34, 1998) - recorda que, em francês, voir (ver) rima com savoir (saber), o que sugere que, em nossa aproximação às imagens, o olhar nunca é neutro ou desinteressado. Diante delas, enlaçamos o visível juntamente com palavras e modelos de pensamento. De onde vêm esses modelos? É precisamente essa interrogação, uma espécie de arqueologia crítica da História da Arte, que o autor leva a cabo nestas páginas.
A pintura - vol. 12
O artista, a formação e a questão social
Organização de Jacqueline Lichtenstein
Tradução de Magnólia Costa (coordenação)
Apresentação de Nadeije Laneyrie-Dagen
O volume 12 da coleção A pintura reúne e comenta 21 textos que, de Étienne Boileau no século XIII a Antonin Artaud no século XX, sinalizam as transformações ocorridas no status do trabalhador das artes visuais, de simples artesãos, na Antiguidade e na Idade Média, até a nova posição social de artistas, no Renascimento, tingida por uma aura de excepcionalidade e dotada de enorme prestígio. Ao lado de excertos de Leonardo da Vinci, Diderot, Zola e outros, merecem destaque as cartas de Albrecht Dürer (1471-1528) a seu cliente, um rico comerciante de Frankfurt, bem como aquelas de Poussin (1594-1665), que deixam entrever as complexas relações do maior pintor francês da época com o rei Luís XIII e sua corte.
A pintura - vol. 11
As escolas e o problema do estilo
Organização de Jacqueline Lichtenstein
Tradução de Magnólia Costa (coordenação)
Apresentação de Nadeije Laneyrie-Dagen
A coleção A pintura reúne, em 14 volumes, uma antologia de textos fundamentais sobre a arte ocidental, reunindo 130 autores do século IV a.C. ao século XX. Este volume 11 aborda as noções de escola e estilo, que foram, durante pelo menos quatro séculos, determinantes para compreender as obras de arte e assegurar sua inserção no cânone. Aqui são mapeadas as mudanças de sentido que esses dois conceitos sofreram ao longo do tempo: imitação dos mestres, para Francisco de Hollanda e Vasari; manifestação do livre jogo das faculdades artísticas, em Courbet, Delacroix e Zola; ou produto da influência de contextos determinados, como querem Wölfflin e Taine.
Arte e meio artístico: entre a feijoada e o x-burguer
Artigos e ensaios (1961-1981)
Prefácio de Ana Maria de Moraes Belluzzo
Publicado agora em nova edição revista e ampliada, Arte e meio artístico: entre a feijoada e o x-burguer traz uma seleção de escritos de Aracy Amaral, das décadas de 1960 a 1980, em que a autora enfrenta, na teoria e na prática, temas de grande relevância para a historiografia da arte brasileira. São ensaios, textos de catálogo e jornais, conferências e impressões sobre simpósios, debates ou visitas de ateliê, registros muitas vezes feitos no calor da hora, que compõem um retrato vivo do meio artístico em nosso país.
A trajetória singular de Anita Malfatti (1889-1964) constitui um dos fatos mais intrigantes da arte brasileira no século XX. Esta publicação traz ao público o mais completo estudo já feito sobre a vida da artista, de forma a compreender as condições de produção e recepção de sua obra. Aborda desde sua infância, seus estudos em Berlim e Nova York na década de 1910, as exposições individuais de 1914 e 1917, a participação-chave na Semana de 22, a estadia em Paris nos anos 20 e toda sua trajetória posterior.
Arquitetura na era digital-financeira
Desenho, canteiro e renda da forma
Prefácio de Sérgio Ferro
Em Arquitetura na era digital-financeira, Pedro Fiori Arantes investiga o cenário da arquitetura contemporânea, investiga seu sentido plástico, econômico e político, detém-se em seu processo produtivo - as novas modalidades de projeto digital e as transformações do canteiro de obras -, e examina as condições de circulação, consumo e distribuição que tornaram possível uma arquitetura do excesso e da exceção.