Editora 34
Áreas de Interesse

Crítica, teoria literária e linguística

66 títulos

Antonio Candido 100 anos
Organização de Maria Augusta Fonseca, Roberto Schwarz
Indisponível Avise-me saiba mais
Organizado em homenagem a um dos maiores pensadores brasileiros, Antonio Candido de Mello e Souza (1918-2017), este livro traz trinta e sete ensaios que abordam diversos aspectos da vida e da obra desse crítico literário, sociólogo e professor que influenciou sucessivas gerações em nosso meio intelectual. Reunindo nomes internacionais como Beatriz Sarlo, Michael Löwy e Ettore Finazzi-Agrò, e brasileiros como Alfredo Bosi, Walnice Nogueira Galvão, José Miguel Wisnik, Ismail Xavier e Luiz Felipe de Alencastro, a obra ilumina novos aspectos sobre a enorme contribuição de Antonio Candido para a nossa cultura. O volume inclui ainda um texto inédito do homenageado, "Como e porque sou crítico".
Teoria do romance II
As formas do tempo e do cronotopo
Tradução de Paulo Bezerra
Organização da edição russa de Serguei Botcharov e Vadim Kójinov
Este segundo volume da Teoria do romance de Mikhail Bakhtin, traduzido da mais recente edição crítica russa, introduz um dos conceitos-chave do pensamento do autor, o "cronotopo", ou seja, a configuração do tempo e do espaço na prosa literária. Neste "ensaio de poética histórica", Bakhtin parte do romance grego, passa pelas obras de Apuleio e Petrônio, pelo gênero biográfico e autobiográfico (Platão, Plutarco, Santo Agostinho), pelo folclore, pelos romances de cavalaria e pelos personagens picarescos, para chegar na extraordinária obra de François Rabelais.
Notas sobre literatura, cultura e ciências humanas
Tradução de Paulo Bezerra
Organização, tradução, posfácio e notas de
Paulo Bezerra
Notas da edição russa de Serguei Botcharov
Este livro reúne três textos de Mikhail Bakhtin (1895-1975): "A ciência da literatura hoje" (1970), "Fragmentos dos anos 1970-1971" (extraídos de seus cadernos de anotações) e "Por uma metodologia das ciências humanas" (1975) - todos eles traduzidos diretamente do russo por Paulo Bezerra, que também assina o posfácio ao volume. Escritos no fim da vida, os textos compõem um verdadeiro "testamento teórico" de Bakhtin, que retoma neles os principais temas de sua obra e aponta os caminhos para um desenvolvimento posterior de suas ideias.
Marxismo e filosofia da linguagem
Problemas fundamentais do método sociológico na ciência da linguagem
Tradução de Sheila Grillo, Ekaterina Vólkova Américo
Ensaio introdutório de
Sheila Grillo
Marxismo e filosofia da linguagem, lançado agora no Brasil pela primeira vez em tradução direta do russo, é uma das obras fundamentais da linguística moderna. Redigido no âmbito do Círculo de Bakhtin por Valentin N. Volóchinov (1895-1936) e publicado em 1929, foi por vezes atribuído ao próprio Bakhtin. O presente volume inclui um ensaio introdutório assinado por Sheila Grillo, que visa situar o leitor no contexto dos estudos da linguagem à época de escrita da obra, além de um glossário detalhado e o "plano de trabalho" de Volóchinov, de 1927-28, obtido diretamente em seu arquivo pessoal.
Este volume reúne três ensaios de Alfredo Bosi, professor de Literatura Brasileira da Universidade de São Paulo, sobre três nomes fundamentais de nossa cultura. O primeiro estudo analisa o conto "O espelho", de Machado de Assis, à luz da constituição social do protagonista Jacobina e suas "duas almas", a interior e a exterior. O segundo, inédito, aborda o poema "Visão 1944", de Carlos Drummond de Andrade, que, em toda sua amplitude e complexidade, desafia aqueles que procuram enquadrar a obra do poeta em fases estanques. Fechando o volume, um belo texto sobre o crítico Otto Maria Carpeaux, mostrando a coerência de sua concepção de história e de sua trajetória pessoal, de adversário do nazismo na Áustria a opositor da ditadura militar no Brasil.
Armas de papel
Graciliano Ramos, as <em>Memórias do cárcere</em> e o Partido Comunista Brasileiro
Prefácio de Francisco Alambert
Em 1936, Graciliano Ramos foi preso pelo regime de Vargas por causa de seu suposto alinhamento com o PCB, experiência que o escritor elaboraria dez anos depois em Memórias do cárcere, livro que sobrepõe relato, documento e literatura.
Armas de papel, de Fábio Cesar Alves, professor da USP, realiza uma leitura ampla e profunda das Memórias, ao levar em conta a duplicidade de vozes e temporalidades que se instauram no discurso do autor: o da experiência e o da rememoração. E, ao fazê-lo, acaba por recensear boa parte da história política do Brasil no século XX e oferecer ao leitor um belo estudo sobre o papel do intelectual num país periférico.
Os gêneros do discurso
Tradução de Paulo Bezerra
Notas da edição russa de Serguei Botcharov
Este livro contém dois ensaios fundamentais de Mikhail Bakhtin (1895-1975), indispensáveis para a compreensão de sua abordagem dialógica quanto ao texto e à linguagem viva: "Os gêneros do discurso" e "O texto na linguística, na filologia e em outras ciências humanas". O volume inclui ainda outros dois textos do autor, inéditos no Brasil, intitulados "Diálogos", que não apenas serviram de base para a escrita de "Os gêneros do discurso", como também esboçam novas ideias de Bakhtin sobre a natureza da língua.
Teoria do romance I
A estilística
Tradução de Paulo Bezerra
Organização da edição russa de Serguei Botcharov e Vadim Kójinov
Prefácio, notas e glossário de Paulo Bezerra
Peça-chave na teoria de Bakhtin, a Teoria do romance foi desenvolvida nos anos 1930, mas só foi publicada, e de forma parcial, no ano da morte do autor, em 1975, no volume Questões de literatura e estética. Apenas em 2012 o texto integral veio à luz, na Rússia, no conjunto de suas obras completas. Este volume tem como tema O discurso no romance, e traz as reflexões de Bakhtin sobre a especificidade desse gênero literário; nele, o autor questiona a estilística tradicional e desenvolve o conceito de heterodiscurso, destacando as múltiplas vozes que ressoam na prosa romanesca. Ao considerar a linguagem como um fenômeno vivo e plural, o teórico russo revolucionou nossa forma de ler e interpretar o romance.
Dois letrados e o Brasil nação
A obra crítica de Oliveira Lima e Sérgio Buarque de Holanda
Fruto de longa pesquisa sobre a vida e a obra de duas figuras fundamentais de nossa historiografia - Manuel de Oliveira Lima, autor de D. João VI no Brasil (1908), e Sérgio Buarque de Holanda, de Raízes do Brasil (1936) -, o novo livro de Antonio Arnoni Prado é bem mais do que um estudo sobre a formação de nossa crítica literária. Ao contrapor a trajetória desses grandes intelectuais, Dois letrados e o Brasil nação traz à tona concepções radicalmente distintas de história, cultura e nação, que continuam vivas e atuantes no debate cultural brasileiro.
Este conjunto de ensaios de Jeanne Maria Gagnebin, ao mapear o diálogo crítico travado por Walter Benjamin com seus colegas da Escola de Frankfurt, e com autores de sua predileção como Baudelaire, Proust, Kafka e Brecht, revela de que modo configurou-se a singular ótica materialista de Benjamin - um pensamento que explora as rupturas no tecido da história para inspirar uma outra experiência de modernidade.
A melancolia diante do espelho
Tradução de Samuel Titan Jr.
Projeto gráfico de Raul Loureiro
Fruto de uma série de aulas realizadas no Collège de France por Jean Starobinski, um dos maiores críticos literários da atualidade, A melancolia diante do espelho examina com sensibilidade e minúcia três poemas das Flores do Mal, de Charles Baudelaire (1821-1867). No foco de Starobinski, os caminhos pelos quais Baudelaire renova o tema da melancolia na arte ocidental. A edição desta pequena joia do ensaísmo contemporâneo vem acompanhada por reproduções a cores de pinturas e gravuras referidas no texto, como a Madalena em vigília, de Georges de La Tour, e Até a morte, de Goya.
Buriti do Brasil e da Grécia
Patriarcalismo e dionisismo no sertão de Guimarães Rosa
Desenhos de Eduardo Haesbaert
Neste novo livro, Luiz Roncari, professor de Literatura Brasileira da Universidade de São Paulo, faz uma análise original da novela "Buriti", de Guimarães Rosa, publicada em 1956 no ciclo Corpo de baile. Utilizando o mito grego de Dioniso e Ariadne como chave interpretativa, o autor ilumina os fios que tecem o texto rosiano, das profundas raízes patriarcais da sociedade brasileira aos anseios de liberdade de seus personagens. Complementam o volume os belos desenhos do artista plástico gaúcho Eduardo Haesbaert, que dialogam de forma sugestiva com os temas do ensaio.