Clássicos
68 títulos
Paraíso perdido (edição de bolso)
Com texto integral
Tradução de Daniel Jonas
Texto em apêndice de Otto Maria Carpeaux
Um dos maiores poemas épicos da literatura ocidental — de uma tradição que inclui a Ilíada e a Odisseia de Homero, a Eneida de Virgílio e a Divina Comédia de Dante —, o Paraíso perdido foi publicado originalmente em 1667, na Inglaterra, em um período especialmente turbulento daquela nação. Seu autor, John Milton (1608-1674), foi um dos grandes intelectuais de seu tempo e destemido apoiador da Revolução Puritana inglesa, que depôs e executou o rei Carlos I e proclamou a República em 1649. Com a restauração da Monarquia em 1660, Milton caiu em desgraça e, por um problema de saúde, gradualmente acabou perdendo a visão. Foi nessa condição que ele compôs este espantoso poema de 10.565 versos, inspirado no Gênesis, que narra a rebelião de Satã contra Deus, a Criação do Mundo e a Queda do Homem pela desobediência de Adão e Eva no Jardim do Éden.
A história de Tristão e Isolda, de origem celta, incendiou a imaginação de poetas, músicos, ficcionistas e dramaturgos por vários séculos, tendo inspirado a célebre ópera de Wagner. O romance de Tristão, do misterioso Béroul, uma narrativa em versos rimados e metrificados composta entre 1150 e 1190, integra o ciclo de histórias do rei Artur e os cavaleiros da Távola Redonda, e marca o surgimento do romance moderno no Ocidente. A presente edição bilíngue, apresentada e traduzida por Jacyntho Lins Brandão, professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais, foi vertida diretamente do francês arcaico e recupera, em nossa língua, todo o brilho, o frescor, a inventividade e o colorido dos 4.485 versos dessa indiscutível obra-prima da literatura medieval.
Composta no século VIII a.C., a Ilíada é considerada o marco inaugural da literatura ocidental. Tradicionalmente atribuída a Homero, a obra aborda o período de algumas semanas no último ano da Guerra de Troia, durante o cerco final dos contingentes gregos à cidadela do rei Príamo, na Ásia Menor. Com seus mais de 15 mil versos, a Ilíada ganha agora uma nova tradução - das mãos de Trajano Vieira, professor livre-docente da Unicamp e premiado tradutor da Odisseia -, rigorosamente metrificada, que busca recriar em nossa língua a excelência do original, com seus símiles e invenções vocabulares. A presente edição, bilíngue, traz ainda uma série de aparatos, como um índice onomástico completo, um posfácio do tradutor, excertos da crítica, e o célebre ensaio de Simone Weil, "A Ilíada ou o poema da força".
O asno de ouro
Tradução de Ruth Guimarães
Apresentação e notas adicionais de Adriane da Silva Duarte
Edição bilíngue - português/latim
Único romance latino da Antiguidade a sobreviver na íntegra até os nossos dias, O asno de ouro (também conhecido como Metamorfoses), de Apuleio, escrito no século II d.C., influenciou escritores como Boccaccio, Shakespeare e Flaubert. A obra traz a atribulada história do jovem Lúcio que, viajando à Tessália, na Grécia, se hospeda na casa de uma feiticeira, ingere uma poção e é transformado por engano em um asno — sem perder, no entanto, a sua inteligência. Como burro de carga, passa por muitas aventuras e é ouvinte privilegiado de uma série de narrativas contadas pelas personagens do romance, com a célebre história de Eros e Psiquê. Obra única, verdadeira fábula sobre o pecado e a expiação, O asno de ouro é publicado aqui em edição bilíngue, com apresentação de Adriane da Silva Duarte, da Universidade de São Paulo, e tradução direta do latim realizada pela grande escritora Ruth Guimarães (1920-2014), que soube preservar com mestria toda a vivacidade e o colorido do original.
Moby Dick, ou A baleia
Tradução de Irene Hirsch, Alexandre Barbosa de Souza
Prefácio de Albert Camus
Posfácio de Bruno Gambarotto
Lançado em 1851, Moby Dick, de Herman Melville (1819-1891), se tornou um dos livros de aventura mais emblemáticos da literatura universal. A história do capitão Ahab, em busca de vingança contra o terrível cachalote que amputara sua perna, entrou definitivamente para a cultura popular, inspirando criações nas artes plásticas, no teatro, no cinema e na música. Mas uma leitura atenta da obra-prima de Melville pode revelar as camadas mais profundas do texto - as alusões bíblicas, as críticas ao nascente imperialismo norte-americano, as referências à obra de Shakespeare, entre muitos outros temas -, que deram ao autor o posto de maior prosador norte-americano do século XIX. Além de trazer ensaios de Evert Duyckinck, D. H. Lawrence e F. O. Matthiessen sobre Moby Dick, que delineiam a recepção crítica do livro, esta nova edição apresenta um prefácio de Albert Camus, inédito em nosso país, e um ensaio de Bruno Gambarotto, um dos maiores especialistas brasileiros na obra de Melville.
Sete contra Tebas
Tradução de Trajano Vieira
Edição bilíngue - português/grego
Ensaio de Alan H. Sommerstein
Sete contra Tebas, de Ésquilo, é a segunda tragédia mais antiga que chegou até nós e foi encenada pela primeira vez em 467 a.C. Como pano de fundo, temos a maldição lançada sobre os reis de Tebas, na Grécia, que causou o assassinato de Laio, a desgraça de seu filho Édipo, e uma guerra fratricida entre os dois filhos de Édipo, Etéocles e Polinices, para herdar seu trono. A história se inicia quando Polinices, alijado do poder por seu irmão, reúne um exército com mais seis generais gregos e cerca as muralhas de Tebas. Diante da invasão iminente, o rei Etéocles, protagonista da peça, procura acalmar os cidadãos em pânico e organizar a defesa das sete portas da cidade.
Alexandra é uma obra extraordinária, misto de poema épico e monólogo trágico, em que Cassandra profetiza quase mil anos de história, da queda de Troia até o império de Alexandre, o Grande. Composta por volta de 300 a.C. por Lícofron, da Biblioteca de Alexandria, tem sido considerada digna de figurar no cânone das grandes obras da Antiguidade. Sua linguagem requintada, típica do período helenístico, e a substancial quantidade de informações sobre o mundo grego que traz a tornaram um verdadeiro tesouro para os estudiosos. A presente edição, bilíngue, traz a primeira tradução da obra ao português, proeza realizada por Trajano Vieira, que recriou em nossa língua a riqueza poética e a métrica perfeita do original.
Um dos grandes clássicos do pensamento político, O Príncipe, de Maquiavel, escrito por volta de 1513 e publicado em 1532, nos assombra até hoje por seu retrato sem meias-tintas dos mecanismos que podem ser usados para se atingir e manter o poder. Dedicado a um príncipe da família Médici, de Florença, este polêmico tratado tem recebido ao longo do tempo as mais diversas versões e interpretações, que muitas vezes se afastam de seu sentido primeiro. A presente edição, bilíngue, busca resgatar toda a força do original de Maquiavel, em uma tradução extremamente precisa realizada por Diogo Pires Aurélio, doutor em Filosofia Política e professor da Universidade Nova de Lisboa, que também assina uma ampla introdução ao texto.
Esta nova tradução de Safo, poetisa lírica grega dos séculos VII-VI a.C., apresenta, em edição bilíngue, a totalidade de seus poemas e fragmentos descobertos até hoje, que vão de textos completos a pedaços de poemas que restaram de antigos pergaminhos. Tal como nas estátuas ou vasos da Antiguidade que chegaram até nós, nestes poemas, a ruína é mais um elemento de sua beleza. A edição inclui ainda um estudo introdutório do tradutor Guilherme Gontijo Flores e uma série de aparatos críticos que fazem desta a edição mais completa e rigorosa de Safo já publicada no Brasil.
Metamorfoses
Tradução de Domingos Lucas Dias
Apresentação de João Angelo Oliva Neto
Edição bilíngue - português/latim
Uma das obras mais influentes da literatura ocidental, as Metamorfoses de Ovídio foram escritas no ano 8 d.C., e desde então os mais de 250 mitos gregos e romanos figurados em seus doze mil versos têm inspirado pinturas, esculturas, peças de teatro, criações literárias, óperas e composições musicais por todo o mundo. Mas o fascínio da obra também se deve à maestria com que o grande poeta latino alinhavou este compêndio de mitos, construindo uma história das origens do mundo até os seus dias (o tempo dos imperadores Júlio César e Augusto). A presente edição, bilíngue, traz a nova tradução de Domingos Lucas Dias, em versos livres que privilegiam a elegância e fluência do texto, acompanhada de uma apresentação de João Angelo Oliva Neto, da Universidade de São Paulo, e de mapas e índices completos dos nomes e locais citados na obra-prima de Ovídio.
Fábulas
seguidas do <em>Romance de Esopo</em>
Tradução de André Malta, Adriane da Silva Duarte
Edição bilíngue - português/grego
Apresentação do
Romance de Esopo por
Adriane da Silva Duarte Seleção e apresentação das Fábulas por André Malta
Romance de Esopo por
Adriane da Silva Duarte Seleção e apresentação das Fábulas por André Malta
Este livro reúne 75 das principais fábulas de Esopo (séculos VII-VI a.C.), acompanhadas do texto grego, na cuidadosa tradução de André Malta, que em sua apresentação demonstra que elas se destinavam não às crianças, mas à reflexão e ao deleite dos adultos. O volume se completa com a primeira tradução direta para o português, realizada por Adriane da Silva Duarte, do Romance de Esopo, a célebre biografia ficcional do fabulista, de autoria anônima, escrita por volta do século II d.C. Juntas, as duas partes do volume iluminam aspectos-chave do meio em que circulavam as histórias esópicas na Antiguidade.
A aranha negra
Tradução de Marcus Vinicius Mazzari
Obra publicada com o apoio da Fundação Suíça para a Cultura Pro Helvetia
Uma das novelas mais marcantes do século XIX, admirada por nomes como Thomas Mann, Walter Benjamin e Elias Canetti, A aranha negra foi escrita em 1842 por Jeremias Gotthelf, pseudônimo do pastor protestante suíço Albert Bitzius (1797-1854). Inspirada em lendas medievais, na Bíblia e nos surtos de peste negra que assolaram uma vila da região do Emmental nos séculos XIV e XV, a narrativa se inicia com uma festa de batizado e o relato da terrível história da aranha negra, que no passado aterrorizou e dizimou a população local após a quebra de um pacto com o diabo.