Editora 34
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Poesia

64 títulos

Poesia + reúne quase duzentos poemas de Edimilson de Almeida Pereira, poeta e ensaísta, pesquisador das culturas populares e afrodescendentes e professor da Universidade Federal de Juiz de Fora. Esta antologia, organizada pelo próprio autor em oito blocos temáticos (incluindo 34 poemas inéditos), atesta de maneira decisiva a singularidade de um percurso poético que dialoga com linhas centrais do modernismo brasileiro mas também, com uma força raras vezes vista entre nós, incorpora vozes historicamente silenciadas e formas extremamente originais de ver/pensar o mundo, nas quais a carga de ancestralidade e o poder de invenção contemporâneo convivem e se renovam mutuamente.
As estrelas
Tradução de Samuel Titan Jr.
Ilustrações de Fidel Sclavo
Projeto gráfico de Raul Loureiro
Edição bilíngue - português/inglês
Um dos livros mais emblemáticos do escritor norte-americano Eliot Weinberger, As estrelas mescla ensaio, ficção e poesia ao reunir uma verdadeira cosmologia de definições, das mais diversas fontes, culturas e épocas, para responder ao verso inicial da obra: "As estrelas, o que são?". Esses diferentes testemunhos da imaginação humana, provenientes de textos filosóficos, manuais de física, mitologias próximas ou distantes, tradições anônimas e relatos de viagem, foram ordenados pelo autor não por hierarquias prévias, mas por um sutil trabalho de composição que beira a música e que é a marca da grande poesia.
Tudo pronto para o fim do mundo, quarto livro do poeta mineiro Bruno Brum, não poderia estar mais em sintonia com os dias atuais. É de um desencanto profundo com as formas assumidas pela vida contemporânea que nascem estes poemas, ainda que perpassados de humor e, por vezes, de uma réstia de lirismo ou ternura. Iconoclasta, perspicaz, cínica e melancólica, a poesia de Bruno Brum se move como o personagem de seu "Porcossauro" - um dos poemas-síntese do livro -, misto de porco e dinossauro que vagueia, cabisbaixo e pensativo, por um mundo em vias de extinção: "Não há para onde ir, conclui, atravessando a rua".
Só para maiores de cem anos
antologia (anti)poética
Tradução de Joana Barossi, Cide Piquet
Edição bilíngue
Nicanor Parra (1914-2018) foi um dos principais poetas chilenos do século XX e para muitos, como o crítico Harold Bloom, um dos maiores poetas do Ocidente. Desde 1954, quando lançou Poemas e antipoemas e criou a "antipoesia" (com uma linguagem próxima àquela falada nas ruas, irônica e provocadora), até 2018, quando faleceu aos 103 anos, Parra nunca deixou de escrever e publicar, reinventando-se a cada geração, com uma obra que revolucionou a literatura de seu país e influenciou autores em todo o mundo, de Ferlinghetti a Roberto Bolaño. Só para maiores de cem anos é a primeira grande antologia de Parra publicada no Brasil, em edição bilíngue, e reúne 75 poemas de seus principais livros, selecionados e traduzidos por Joana Barossi e Cide Piquet.
Manuel António Pina (1943-2012), vencedor do Prêmio Camões em 2011, é um dos maiores nomes da poesia portuguesa contemporânea. O coração pronto para o roubo, volume organizado por Leonardo Gandolfi - poeta e professor de literatura portuguesa na Unifesp, responsável também pelo posfácio e pela seleta de entrevistas que integram a edição -, é a primeira coletânea poética do autor publicada no Brasil e reúne mais de oitenta poemas de todos os seus livros.
Livro de estreia da carioca Yasmin Nigri, Bigornas é um trabalho surpreendentemente sólido. Mais que uma simples coletânea de poemas, o livro é construído sobre a ideia de formação poética e tangencia questões como solidão, violência e fracasso. Dividido em quatro partes, reúne desde alguns de seus primeiros poemas, mais distendidos e bem-humorados (Rua de Ontem), passando por uma série dedicada a artistas que influenciam seu olhar (Recibos) e por um romance entre mulheres (Mulher Malevich), até os da última parte (Bigornas), cuja concisão e densidade lhes atribui a eficácia dos golpes bem-assestados.
Nesta quinta coletânea poética de Guilherme Gontijo Flores, carvão :: capim, esses dois elementos quase contraditórios funcionam, conjuntamente, como um símbolo do ciclo da vida. Dividido em quatro partes, o livro parte de uma "Petrografia esparsa", com poemas que aludem às tantas mortes que marcaram e continuam a marcar nossa história. Em seguida, "História dos animais" propõe uma zoopoética que não deixa de enxergar a beleza da morte iluminada, por exemplo, numa pedra de âmbar. Já "Quatro cantatas fúnebres" traz poemas dedicados à guerrilheira Dinalva Oliveira e ao poeta salvadorenho Roque Dalton, ambos assassinados por motivos políticos, para desaguar na parte final, "Lo ferm voler" (referência a um verso do trovador medieval Arnaut Daniel), onde o impulso lírico-amoroso vem reafirmar a vida, o viço e a vontade.
Quantos poetas passam pela vida sem jamais publicar um livro? Hilda Machado, pesquisadora e cineasta nascida no Rio de Janeiro em 1951 e falecida em 2007, foi professora na Universidade Federal Fluminense e diretora premiada em festivais de cinema nacionais. Paralelamente, escrevia poemas, dos quais só publicou dois em vida, sendo que um deles, "Miscasting", tornou-se um verdadeiro cult no nosso meio literário. Deixou, porém, o manuscrito deste Nuvens, que chegou a registrar na Biblioteca Nacional, e que agora se publica graças à colaboração de Angela Machado, irmã da autora, e ao poeta Ricardo Domeneck, que assina o texto de apresentação do volume
Esta vida
poemas escolhidos
Tradução de Cide Piquet
Edição bilíngue - português/inglês
Reconhecido como um dos mestres do conto no século XX, Raymond Carver (1938-1988) é autor de uma obra poética que se equipara, em fôlego e intensidade, a sua obra de ficcionista. Mais do que isso: a poesia oferece um ponto de vista privilegiado para compreender a visão de mundo do escritor. Admirador de William Carlos Williams e com um pé na tradição confessional de Robert Lowell e Sylvia Plath, Carver mantém em seus poemas um registro sempre próximo à vida cotidiana, condensando experiências de grande pungência e alta voltagem lírica. Primeira coletânea da obra poética de Carver em nosso país, Esta vida reúne cinquenta poemas do autor, selecionados e traduzidos por Cide Piquet com base em seus principais livros de poesia - Fogos (1983), Onde a água se junta a outra água (1985), Ultramar (1986) e Um novo caminho para a queda d'água, publicado postumamente em 1989.
Com vários livros publicados nos últimos trinta anos, Edimilson de Almeida Pereira é uma das principais vozes da poesia brasileira contemporânea. Este qvasi (do latim "como se", de onde vem o português "quase") reúne as principais vertentes de sua pesquisa poética e intelectual: literatura, antropologia, cultura popular e religiosidade.
A partir de suas andanças e estudos pelo interior mineiro, o ouvido do poeta recolhe falas e falares para dar voz a seres e coisas que nem sempre têm vez nas folhas dos livros: seja um morcego, um morro ou um andarilho. Sagrado e profano, passado e presente, dito e ouvido se condensam em poemas tão cortantes quanto precisos, cuja secura é fruto da mais fina maturação. "NÃO, pedra ang/ ular dos sem PALAVRA."
Metamorfoses
Tradução de Domingos Lucas Dias
Apresentação de João Angelo Oliva Neto
Edição bilíngue - português/latim
Uma das obras mais influentes da literatura ocidental, as Metamorfoses de Ovídio foram escritas no ano 8 d.C., e desde então os mais de 250 mitos gregos e romanos figurados em seus doze mil versos têm inspirado pinturas, esculturas, peças de teatro, criações literárias, óperas e composições musicais por todo o mundo. Mas o fascínio da obra também se deve à maestria com que o grande poeta latino alinhavou este compêndio de mitos, construindo uma história das origens do mundo até os seus dias (o tempo dos imperadores Júlio César e Augusto). A presente edição, bilíngue, traz a nova tradução de Domingos Lucas Dias, em versos livres que privilegiam a elegância e fluência do texto, acompanhada de uma apresentação de João Angelo Oliva Neto, da Universidade de São Paulo, e de mapas e índices completos dos nomes e locais citados na obra-prima de Ovídio.
Tudo (e mais um pouco)
Poesia reunida (1971-2016)
Livro vendido com quatro modelos diferentes de capa
Influenciado por Oswald de Andrade e Allen Ginsberg, Chacal é um dos poetas brasileiros que mais representa o espírito libertário da contracultura nos dias de hoje. Tudo (e mais um pouco) reúne a obra poética do autor, de seu primeiro livro, Muito prazer, Ricardo (1971), até os mais recentes Murundum (2012), Seu Madruga e eu (2015) e Alô poeta (2016), incluindo ainda a versão teatral da autobiografia Uma história à margem (2010).